Polícia

ONDA DE CRIMES

Justiça decreta prisão preventiva de lutadores, que devem ser indiciados em MS

Acusados por uma série de estupros e roubos no Estado, tri-campeão Erberth Santos cometeu crimes com André Pessoa e alegou ter sido dopado, mas imagens desmentem versão da dupla

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Após serem presos na cidade paulista de Boituva, acusados por uma série de estupros e roubos em Mato Grosso do Sul, os lutadores de jiu-jítsu André Pessoa e Erbeth Santos tiveram a prisão preventiva decretada na manhã desta sexta-feira (25). 

Conforme adiantado no fim da tarde de ontem (24), pela titular da Delegacia de Atendimento à Mulher de Três Lagoas, Letícia Móbis Alves, houve a representação pelo decreto de prisão preventiva após perícia e coleta de provas que, caso fosse acatada pelo Judiciário, resultaria na transferência para MS dos criminosos confessos. 

No entanto, conforme informações colhidas junto ao delegado Carlos Antônio Antunes, da Polícia Civil de Boituva (SP), os lutadores serão transferidos para o presídio de Sorocaba, onde só recebem presos de crimes contra os costumes, enquanto o inquérito policial será encaminhado para Campo Grande.

Ainda na tarde de quinta-feira (24) houve também o depoimento dos dois lutadores, onde os crimes foram confessados e apresentada uma versão pelos indivíduos de que teriam bebido de um uísque batizado pelas vítimas, segundo o delegado de polícia civil em Boituva, Carlos Antônio Antunes. 

Carlos Antônio esclareceu o modo de ação dos acusados, relatando que a tática consistia em marcar encontros com mulheres acompanhantes, emboscando as vítimas ao chegarem no local marcado e usando de violência para praticar crimes de estupro e roubo, confirma o delegado em entrevista às mídias locais. 

Também, o delegado cita que Erbeth e André confirmam que usaram entorpecentes antes do crime, com o tri-campeão (Santos) assumindo o consumo de maconha enquanto o parceiro estava sob os efeitos de cocaína. Ainda assim, jogam a responsabilidade para as vítimas, culpando as mulheres de os terem dopado. 

Presos enquanto passavam por um pedágio da rodovia Castello Branco (SP-280), indo em direção à capital paulista, com a dupla foram encontrados 24 celulares e R$ 3,5 mil, além de armas utilizadas nos crimes. 

Em 2014, aos 19 anos, Erbeth era citado no jiu-jítsu como um "exemplo de superação", já que na época acumulava ao menos cinco prisões por roubo, duas no intervalo de uma semana, e até tiros de bala de borracha que levou de oficiais policiais. 

Entre os títulos acumulados ele traz um tri-campeonato mundial; um campeonato pan-americano; europeu e brasileiro de jiu-jítsu, sendo que a visita em Aquidauana era para ministrar uma palestra sobre a importância do esporte na vida de jovens, evento ao qual não compareceu. 

Série de crimes

As denúncias contra a dupla surgiram em MS num curto espaço de tempo, já que os dois vieram até Mato Grosso do Sul para evento em Aquidauana recentemente, com os primeiros crimes sendo comunicados ainda na madrugada de terça-feira (22). 

Acumulando denúncias em Campo Grande e em seguida em Três Lagoas, os crimes chamaram a atenção da polícia pelo mesmo modus operandi, sendo executados sempre em casas de massagem. 

Justamente imagens obtidas nesses estabelecimentos mostram a ação da dupla, que revirava os lugares portando facas e armas para ameaça das vítimas. 

Letícia Móbis revelou que em Três Lagoas os rapazes marcaram encontro por um site, anunciando o assalto e dando voz de roubo antes de subtraírem celulares e cerca de R$ 1,5 em um só ponto. 

"Um dos indivíduos ainda obrigou uma das vítimas a manter relações sexuais com ele contra a vontade dela. Depois do crime consumado eles trancaram as vítimas num dos quartos do local e se evadiram com destino ao Estado de São Paulo", explica a delegada.  

Em Campo Grande, os ataques aconteceram em casas de massagens dos bairros Cabreúva - onde duas mulheres foram estupradas -, e Loteamento Costa Verde. 

Conforme revelado pela polícia civil de Mato Grosso do Sul, a suspeita é que a onda de crimes da dupla tenha atingido não só a Capital e Três Lagoas, mas também os municípios de Corumbá e Miranda. 
*(Colaborou Alanis Netto)

 

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tragédia

Mulher que matou marido perdeu a irmã para o feminicídio há um mês

Nathaly afirma que agiu em legítima defesa pois "não queria ter o mesmo destino da irmã"

09/09/2026 10h15

Movimentação de viaturas para socorrer Nathalia Rodrigues, em 6 de agosto

Movimentação de viaturas para socorrer Nathalia Rodrigues, em 6 de agosto Foto: Rio Verde News

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Nathaly Nogueira Rodrigues, de 24 anos - que matou o marido Erismar Plácido Ferreira, de 34 anos - é irmã de Nathalia Rodrigues Nogueira, de 26 anos, morta em 6 de agosto de 2026 pelo namorado Jucimar Amaral Delmondes, de 55 anos.

A mulher matou o esposo com uma facada no peito em um bar localizado em Rio Verde (MS), horas após ser agredida e registrar boletim de violência doméstica contra ele.

Ela afirmou que agiu em legítima defesa pois “não queria ter o mesmo destino da irmã”.

FEMINICÍDIO DA IRMÃ

Nathalia Rodrigues Nogueira, de 26 anos, foi morta pelo namorado Jucimar Amaral Delmondes, de 55 anos, em 6 de agosto de 2026, na frente da casa em que moravam, localizada na rua Joaquim Voltinha, bairro Santa Inês, em Rio Verde (MS).

Ela deixa dois filhos. Nathália foi esfaqueada com quatro golpes na região das costas, próximo a nuca.

Conforme apurado pela reportagem, na noite do crime, ambos saíram e, quando retornaram para casa, começaram a discutir.

Em seguida, ele desferiu golpes de faca contra ela na calçada de casa e fugiu do local em uma motocicleta. Os dois filhos estavam dentro da residência, que fica nos fundos do terreno.

Jucimar ligou para um familiar dizendo que havia feito “uma cagada”, mas desligou o telefone logo em seguida. Minutos depois, familiares da vítima foram avisados sobre a morte.

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados, mas, ela faleceu antes mesmo da chegada do socorro.

Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para isolar a área, recolher vestígios do feminicídio, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

FEMINICÍDIO

De acordo com o Código Penal Brasileiro, o feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 26 mulheres foram mortas entre 1º de janeiro e 9 de setembro de 2026 em Mato Grosso do Sul. 

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

Denuncie!

Rio Verde

Mulher mata marido a facadas após ser agredida no interior de MS

Nathaly Nogueira, de 24 anos, alegou que agiu em legítima defesa

09/09/2026 08h45

Fachada e viatura da Delegacia de Polícia Civil de Rio Verde

Fachada e viatura da Delegacia de Polícia Civil de Rio Verde DIVULGAÇÃO/PCMS

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Nathaly Nogueira Rodrigues, de 24 anos, matou o marido Erismar Plácido Ferreira, de 34 anos, na madrugada desta quarta-feira (9), em um bar localizado na rua Tiradentes, número 100, às margens da BR-163, em Rio Verde (MS), a cerca de 200 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com boletim de ocorrência, ela sofria violência doméstica e ambos tinham desentendimentos frequentes.

Conforme apurado pela reportagem, horas antes do óbito, Nathaly teve uma discussão e foi agredida por Erismar, quando acionou a Polícia Militar e registrou boletim de ocorrência (BO) de violência doméstica contra ele.

De acordo com o BO, os policiais a acompanharam até em casa e realizaram rondas para localizar Erismar, mas, ele já havia fugido e não conseguiram encontrá-lo.

Em seguida, a moça foi para o bar com duas amigas. Instantes depois, Erismar apareceu no local, iniciou uma nova discussão e partiu para cima dela.

Neste momento, a moça sacou uma faca que estava escondida em seu sutiã e, para se defender, desferiu golpes contra ele.

Após ser atingido, o rapaz caiu no asfalto sem sinais vitais. Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados por populares, mas, ele faleceu na hora, antes mesmo da chegada do socorro.

Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para isolar a área, recolher vestígios do assassinato, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente. A faca utilizada no crime foi apreendida pelas autoridades.

A Perícia constatou que em poder de Erismar só havia uma carteira com documentos e que não havia nenhuma arma branca.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico e de Odontologia Legal (IMOL) de Coxim. 

A moça alega que agiu em legítima defesa e, que, perdeu a irmã para o feminicídio há um mês. Ela afirmou que “não queria ter o mesmo destino da irmã”.

Nathaly foi presa em flagrante e encontra-se a disposição da justiça na Delegacia de Polícia Civil de Rio Verde.

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