Polícia

Repressão à Corrupção

Pivô no esquema de Selvíria, contratos da Engeluga no interior passam de R$ 11 mi

Suspeita surgiu de contrato com valor de R$ 930 mil, de gerenciamento de obras e serviços municipais, incluindo a elaboração de Projeto Civil e Infraestrutura do Município

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Análise minuciosa do processo de inexigibilidade e contrato firmado no valor de R$ 930 mil, entre a Engeluga Engenharia Ltda. e o município de Selvíria, levantaram suspeitas do Ministério Público e Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) sobre os demais pactos firmados com prefeituras do interior de Mato Grosso do Sul e a empresa responsável, que passam de R$ 11 milhões. 

Essa operação conjunta do Dracco na manhã desta quinta-feira (08) envolveu a 7ª Promotoria de Justiça da Comarca de Três Lagoas, em nome do MPMS, para tentar desmantelar esse suposto esquema, que levanta desconfianças quanto a peculato, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro.

Como bem detalhou o Departamento, os contratos administrativos com municípios sul-mato-grossenses somam R$ 11.804.947,05. Além de Selvíria, nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos, abrangendo as cidades de Campo Grande e Coxim.

Criada 12 de março de 2015 na Capital, desde 2016 a Engeluga aparece por diários oficiais vencendo licitações. Com capital social de R$ 200 mil a empresa passou a levantar suspeitas de que estava sendo favorecida em licitações. 

Consultas mostram que a Engeluga ainda em 2016 venceu uma licitação da então Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura de Mato Grosso do Sul (Fapems), com valor global de R$ 16.050,00.

Justamente a rapidez fora do comum nessas contratações, com processos de inexigibilidade que duravam cerca de cinco dias. Além disso, a coincidência entre datas do que era proposto pela Engeluga e as datas do Estudo Técnico Preliminar sugerem possíveis ajustes prévios. 

A suspeita principal surgiu de contrato com valor de R$ 930 mil, de gerenciamento de obras e serviços municipais, incluindo a elaboração de Projeto Civil e Infraestrutura do Município de Selvíria–MS, com duração de 12 meses, conforme o Contrato de Financiamento e pelo Sistema de Informação ao Cidadão de Selvíria é possível encontrar a inexibilidade, assinada em 07 de outubro de 2022. 

Valores e passagens

Entre seus vínculos iniciais com municípios interioranos, um deles foi a prefeitura de Eldorado–MS, com a empresa contratada em 06 de abril de 2017, por R$ 149.400,00 para serviço de Assessoria/Consultoria para fiscalização, execução e elaboração de projeto civil e infraestrutura local. 

Esse contrato teve cinco termos aditivos totais, com a empresa voltando a pactuar serviços em 22 de junho de 2022. Além de Eldorado, a Engeluga firmou contratos com: 

  • Nova Alvorada do Sul 
  • Água Clara 
  • Itaporã 
  • Sidrolândia 
  • Porto Murtinho 
  • Ivinhema, entre outros 

Na maioria das vezes contratada para assessoria/ consultoria na elaboração de projetos civis, Nova Alvorada, por exemplo, gastou R$ 180 mil para contratar a Engeluga em 08 de maio de 2017. 

Além desse, Água Clara desprendeu R$ 360 mil contratando a empresa, enquanto Itaporã usou R$ 329,5 mil para elaboração de projetos executivos de duplicação e implantação de iluminação com luminárias LED na MS-156. Outras licitações, porém foram ainda mais caras. 

Para elaboração de projetos de obras civis e supervisão e fiscalização de obras civis e infraestrutura, Porto Murtinho gastou R$ 757.110,00 com a contratação da Engeluga, enquanto no contrato com Sidrolândia o valor fica perto do milhão (R$ 960.000,00. )

 

 

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Crime

Homem é detido após lavar mandiocas em pia batismal de igreja em MS

Segundo a PM, suspeito teria xingado padre, se recusado a deixar o templo e resistido à abordagem policial

14/08/2026 14h30

Situação aconteceu em Antônio João

Situação aconteceu em Antônio João Reprodução/

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Um homem foi detido após entrar em uma igreja católica e usar a água da pia batismal para lavar raízes de mandioca, em Antônio João, a cerca de 320 quilômetros de Campo Grande. O caso foi registrado pela Polícia Militar e envolveu acusações de resistência, perturbação do sossego e discriminação religiosa.

Segundo o boletim de ocorrência, a PM foi acionada para atender à situação dentro da igreja. O padre José Eduardo relatou aos policiais que o homem entrou na igreja carregando um balde e começou a enchê-lo com água para lavar as mandiocas.

O religioso teria pedido que ele pegasse a água e deixasse o local. Conforme o relato, porém, o homem se recusou a sair e, em seguida, levou as raízes até o tanque batismal, onde passou a lavá-las.

Ainda segundo a ocorrência, durante o episódio, o homem teria proferido xingamentos contra o padre. O religioso também afirmou que, em determinado momento, o suspeito tentou atingi-lo com o balde.

A PM realizou buscas nas proximidades e localizou o homem, identificado como Ronaldo Machado da Silva. Ele estava com um balde contendo aproximadamente 13 pedaços de raízes de mandioca.

Abordagem

De acordo com a Polícia Militar, durante a abordagem, o homem apresentou comportamento agitado e agressivo e resistiu à ação policial. Os agentes utilizaram instrumentos de menor potencial ofensivo e algemas.

O homem foi encaminhado à autoridade competente para os procedimentos cabíveis. O caso foi registrado como resistência, perturbação do trabalho ou do sossego alheio.

Tráfico

PF apreende quase 5 kg de drogas sintéticas em ações contra tráfico internacional em Corumbá

Quatro bolivianos foram presos em flagrantes distintos; entorpecentes teriam como destino Santa Cruz de la Sierra

13/08/2026 14h00

Reprodução PF

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A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Receita Federal, apreendeu quase 5 quilos de drogas sintéticas em duas operações realizadas em Corumbá, na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia. Quatro bolivianos foram presos durante os flagrantes.

As apreensões ocorreram em ações integradas de inteligência, investigação e fiscalização. Ao todo, foram encontrados aproximadamente 3,9 quilos e 1 quilo de substâncias com características compatíveis com ecstasy, incluindo MDA, MDMA e MDEA, em formas como pó, cristais e outros materiais sólidos.

Segundo as investigações, os entorpecentes teriam como destino o mercado boliviano, principalmente a cidade de Santa Cruz de la Sierra. A origem das drogas é investigada, mas os primeiros elementos levantados indicam que os carregamentos podem ter saído da região Sudeste do Brasil.

A PF também apura o uso de uma estratégia conhecida como logística reversa do tráfico, utilizada por organizações criminosas para dificultar a identificação da origem, do destino e dos responsáveis pelas remessas de drogas.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer toda a cadeia logística utilizada no transporte dos entorpecentes até a região de fronteira.

As substâncias apreendidas serão submetidas aos procedimentos periciais para confirmação da composição e das quantidades.

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