Cidades

DESMANTELANDO ESQUEMA

Operação faz devassa na prefeitura de Selvíria e mira outros municípios

Polícia Civil informa que um suposto esquema de "peculato, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro", envolve a Secretaria de Obras do Município

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Operação conjunta entre o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) e o Ministério Público de Três Lagoas, foi deflagrada nesta quinta-feira (08) para desmantelar um suposto esquema de corrupção na prefeitura de Seilvíria.

Segundo os investigadores, esquemas semelhantes podem ter ocorrido em uma série de outros municípios. Nota divulgada pela assessoria da Polícia Civil informa que um suposto esquema de "peculato, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro", envolve a Secretaria de Obras do Município de Selvíria-MS.

A ação ilícita, conforme a assessoria, "teria sido protagonizada por meio de uma empresa de engenharia e consultoria sediada em Campo Grande, contratada para o gerenciamento de obras e serviços municipais, cujos recursos provêm de um contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal, no âmbito do Programa FINISA".

O contrato desta empresa de R$ 930.000,00, destina-se ao gerenciamento de obras e serviços municipais, incluindo a elaboração de Projeto Civil e Infraestrutura do Município de Selvíria-MS, com duração de 12 meses, conforme o Contrato de Financiamento.

As suspeitas de irregularidades surgiram durante a análise do procedimento de inexigibilidade e do contrato. Destacam-se a "celeridade" anormal na tramitação do processo de inexigibilidade, com conclusão em apenas 5 dias, e a coincidência de datas entre o Estudo Técnico Preliminar e a proposta da empresa, sugerindo possíveis ajustes prévios.

Questionados, servidores públicos envolvidos no processo de licitação e contratação apresentaram divergências, o que reforça as suspeitas de irregularidade no processo de inexigibilidade. A empresa suspeita tem natureza jurídica individual de responsabilidade limitada e apresenta capital social de R$ 200.000,00.

Desde sua criação em 2015, a empresa firmou contratos administrativos com diversos municípios do interior do Estado, totalizando R$ 11.804.947,05, levantando a suspeita de manipulação de requisitos para favorecimento em licitações.

Diante das circunstâncias suspeitas, o DRACCO e o Ministério Público representaram pela busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados, que foram deferidas pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Três Lagoas.

A operação resultou no cumprimento de 9 mandados de busca e apreensão, tendo o DRACCO e MP contado com apoio de outras unidades da Polícia Civil (DRP TRÊS LAGOAS (SIG) / DRP COXIM (SIG) / GARRAS E DERF) sendo essenciais para garantir a efetividade das investigações. 

A ação conjunta entre o DRACCO e o Ministério Público visa arrecadar elementos de prova e convicção para solidificar as suspeitas existentes, contribuindo para o sucesso da investigação criminal relacionada ao crime de lavagem de dinheiro envolvendo os suspeitos.

Diante do contexto e da complexidade das investigações, a medida é crucial para materializar os esforços no combate à corrupção e garantir a transparência na administração pública.
**(Com assessoria)

 

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Festival América do Sul

Governo de MS contrata show de Dilsinho por R$ 450 mil

Artista vai subir ao palco por 1h30min para cantar sucessos do pagode no dia 17 de maio

24/04/2026 10h45

Cantor de pagode brasileiro, Dilsinho

Cantor de pagode brasileiro, Dilsinho Reprodução/Instagram Dilsinho

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Governo de Mato Grosso do Sul contratou o pagodeiro Dilsinho, por R$ 450 mil, para cantar em show no Festival América do Sul (FAS 2026).

O cantor vai subir ao palco por 1h30min para cantar sucessos do pagode, às 22 horas de 17 de maio, domingo, em Corumbá.

A contratação foi realizada por meio da empresa GH Music Produção Musical Editora e Gravadora LTDA, responsável pela exclusividade do artista.

Conforme publicado no Diário Oficial Eletrônico (DOE), inexistiu licitação para a contratação do artista, por inviabilidade de competição. Confira o trecho redigido no DOE:

Cantor de pagode brasileiro, Dilsinho

FESTIVAL

O Festival América do Sul (FAS-2026) ocorrerá entre 14 e 17 de maio, no Porto Geral, em Corumbá, município localizado a 416 quilômetros de Campo Grande.

Os artistas que vão se apresentar são Marcelo D2 (16 de maio), Dennis DJ (15 de maio) e Dilsinho (17 de maio). A expectativa é que outros nomes sejam divulgados nos próximos dias.

O evento é realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura, Fundação de Cultura (Setesc) e apoio da Prefeitura Municipal de Corumbá

De acordo com dados da Fundação de Turismo do Pantanal, a edição de 2025, realizada entre 15 e 18 de maio, contabilizou 1,9 mil turistas, ocupação hoteleira de 61,25%, saldo de 170 trabalhadores no evento e movimento de R$ 2,7 milhões na economia local.

O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Eduardo Mendes, ressaltou a importância do festival

“O Festival América do Sul é um espaço onde a cultura cumpre seu papel mais essencial: aproximar. Em Corumbá, essa vocação se intensifica, porque a cidade já nasce encontro. O que fazemos é potencializar essa força, criando oportunidades para que diferentes povos e expressões se conectem por meio da arte”.

O evento reúne atrações culturais, artísticas e musicais e é considerado um dos principais do calendário sul-mato-grossense.

É um dos principais eventos culturais de Mato Grosso do Sul e reúne atrações nacionais e internacionais, além de promover integração cultural entre países vizinhos.

Realizado no Porto Geral, o festival é fruto de parceria entre o Governo do Estado, a Prefeitura de Corumbá e instituições públicas e privadas, consolidando-se como um dos principais motores culturais e econômicos da região.

FIGUEIRAS CENTENÁRIAS

Deputado pede que MP investigue a remoção de árvores históricas na Avenida Mato Grosso

A medida visa apurar possíveis danos ao patrimônio ambiental e cultural da Capital

24/04/2026 10h30

Soro com medicamentos foram injetados em figueiras centenárias no centro de Campo Grande para tratamento

Soro com medicamentos foram injetados em figueiras centenárias no centro de Campo Grande para tratamento Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O deputado estadual Pedrossian Neto protocolou uma representação no Ministério Público Estadual (MPE), pedindo a apuração da remoção das figueiras centenárias (Ficus microcarpa), localizadas na Avenida Mato Grosso, em frente ao Colégio Dom Bosco. A medida visa investigar possíveis danos ao patrimônio ambiental e cultural da Capital.

Pedrossian Neto requer que a Prefeitura de Campo Grande e a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) apresentem a cópia integral do processo administrativo que autorizou a remoção das árvores. O pedido inclui a exigência de laudos e pareceres técnicos que justifiquem a ação, a identificação individualizada de cada exemplar e a documentação de compensação ambiental, caso tenha sido prevista.

Além disso, a representação propõe que o MPE recomende ou determine a suspensão imediata de qualquer nova retirada, poda drástica ou mutilação no trecho entre a Rua Pedro Celestino e a Avenida Calógeras.

Segundo o deputado estadual, o objetivo é evitar que novas intervenções ocorram antes de uma análise técnica aprofundada sobre a legalidade das ações executadas.

Se forem comprovadas as irregularidades ou a intervenção em bens especialmente protegidos sem o amparo legal, o documento pede que responsabilizem os órgãos públicos na esfera administrativa, por meio de multas e sanções; e na esfera civil, para a reparação do dano ambiental e paisagístico.

A denúncia baseia-se no Decreto Municipal nº 11.600, de 17 de agosto de 2011, que dispõe sobre o tombamento de 22 árvores da espécie e dos canteiros centrais da Avenida Mato Grosso, no trecho entre a Rua Pedro Celestino e a Avenida Calógeras.

De acordo com o acervo de bens tombados da Fundação Municipal de Cultura ( Fundac), esses exemplares são reconhecidos como patrimônio histórico e paisagístico do município de Campo Grande, o que impõe restrições a qualquer tipo de alteração.

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