Polícia

EMBOSCADA 

Polícia ainda na estaca zero da investigação da chacina com quatro mortes em MS 

Vítimas tinham entre 16 e 20 anos de idade; elas foram fuziladas assim que desceram do carro, em bairro de Ponta Porã 

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Ao menos até por volta das 17h deste domingo (8), investigadores da chacina que provocou a morte de quatro rapazes, ocorrida na madrugada de sábado, em bairro de Ponta Porã, cidade de Mato Grosso do Sul, situada na faixa de fronteira com o Paraguai, distante 313 de Campo Grande, ainda não tinham pistas dos criminosos.

Possibilidade real, segundo a própria polícia, é a de que os matadores possam ter escapados para o território vizinho, já que as duas cidades se dividem por apenas uma rua. Por lá, atravessar a fronteira, é como um morador daqui sair de um bairro e seguir até outro. 

Pelo apurado até agora, as vítimas foram executadas assim que estacionaram o carro, um Ônix, na garagem de uma casa que haviam alugado semanas atrás, no residencial Ponta Porã. O crime ocorreu por volta das 4h da madrugada de sábado.

Para os investigadores do caso, os pistoleiros podem ter armado uma tocaia para matar os rapazes. Não houve tiroteio, embora na casa e carro das vítimas acharam armas. 

Ainda no sábado, os mortos foram identificados como Xilon Henrique Vieira da Silva, de 20 anos de idade, Luan Vinícius Cândia da Silva, 17, Jonas Wesley Morais Deterfam, 18 e Gabriel dos Santos Peralta, 16. 

Dois dos rapazes foram mortos do lado do carro, outro, na porta da sala e o quarto, já na parte dos fundos do imóvel. Ao menos em território sul-mato-grossense, não consta que os dois maiores de idade respondam processos judiciais ou inquéritos policiais. Dois dos mortos seriam moradores do interior de São Paulo.

Conforme apurou a polícia, projéteis achados no local indicam que os criminosos estavam armados com pistolas e fuzis. Os tiros teriam sido disparados a curta distância e atingiram, principalmente, as cabeças dos rapazes. 

Vizinhos das vítimas chamaram o socorro, mas as vítimas ali morreram assim que baleadas. O carro ainda estava ligado.

INVESTIGAÇÃO 

Ao menos até este domingo, a polícia não informara se as vítimas teriam ligação com alguma organização criminosa que age na fronteira. No entanto, há fortes indícios de que os mortos poderiam ter planejado algum delito, já que tinham alugado o imóvel recentemente na cidade e portavam armas. 

“Olha, eles [rapazes] podem ter sido seguidos até a casa onde estavam morando e ali foram executados. Ou seja, tinham inimigos ou algo assim”, afirmou ao jornal um policial da cidade que preferiu não ver o nome publicado e aconselhou a reportagem a procurar pelo delegado que atua na investigação na segunda (9).

Policiais paraguaios também ajudam na investigação. 

CALMARIA 

Desde o começo do ano até a sexta passada (6), 20 pessoas haviam sido assassinadas em Ponta Porã, o que equivale a uma morte a cada 14 dias. É a menor média desde 2013, ano em que a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública começou a computar e divulgar os dados.  

“Calmaria” semelhante havia ocorrido no ano passado, quando a cidade que faz fronteira com cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero havia registrado 28 assassinatos, o que equivale a uma morte a cada 13 dias.  

Nestes 11 anos, o mais sangrento foi 2021, quando os dados oficiais apontaram 65 homicídios, dando uma morte a cada 5,6 dias. Parecido com isso foi 2016, ano em que ocorreu o assassinado de um dos chefões do crime organizado na fronteira, Jorge Rafat. Naquele ano, Ponta Porã foi palco de 64 assassinatos.  

Os dados da Sejusp também apontam que historicamente, Ponta Porã concentra quase 10% dos assassinatos ocorridos em Mato Grosso do Sul, chegando a quase 14% dos 489 registros de 2021.  

No ano passado e em 2023, porém, esta participação recuou para menos de 6%, confirmando que as quadrilhas que dominam o narcotráfico, o tráfico de armas e o contrabando estão (ou estavam) vivendo uma espécie de trégua. 

 

 

Tentativa de Estupro

Adolescente corre no pasto para fugir de estupro em Batayporã

Jovem contou à família que havia sido atacada; suspeito foi preso pela PM durante buscas

12/08/2026 15h45

Reprodução/PM

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Uma adolescente de 14 anos foi encontrada correndo por uma pastagem, bastante abalada, após fugir de um homem que, segundo o relato dela à família, a teria prendido em uma propriedade rural de Batayporã. O caso aconteceu na madrugada desta quarta-feira (12) e é investigado como estupro.

Segundo o registro da Polícia Militar, familiares perceberam que a adolescente estava desaparecida e começaram a procurá-la pela propriedade. Quando foi encontrada, a jovem contou o que havia acontecido e relatou ter conseguido se soltar e fugir.

A PM iniciou as buscas nas proximidades e localizou, ainda durante o atendimento da ocorrência, o homem apontado pela adolescente como autor. Na consulta aos registros, os policiais também constataram que havia contra ele uma ordem de prisão por dívida de pensão alimentícia.

O homem foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Batayporã, onde está à disposição das autoridades e deve passar por audiência de custódia. O caso de estupro seguirá sob investigação da Polícia Civil.

 

Crime

Jovem de 21 anos morre após ser esfaqueado durante briga no Centro de Campo Grande

Vítima foi encontrado ferido após uma briga nas proximidades de um bar; suspeito fugiu antes da chegada da polícia

09/08/2026 15h15

Homem morre esfaqueado na 14 de julho

Homem morre esfaqueado na 14 de julho Reprodução

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Um jovem de 21 anos, identificado como Kayke Juliano dos Santos Theotônio, morreu após ser esfaqueado durante uma briga na noite do último sábado (8), no cruzamento da Rua Maracaju com a Rua 14 de Julho, na região central de Campo Grande.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 23h17, após frequentadores de bares informarem sobre uma briga e relatarem que havia uma pessoa ferida por faca.

Ao chegarem ao local indicado, os policiais encontraram o jovem caído no chão, com uma perfuração na região do lado esquerdo do tórax. O Corpo de Bombeiros Foi acionado  para o atendimento com duas unidades enviadas ao local. Foram ealizadas manobras de reanimação, mas Kayke não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, o autor da facada fugiu antes da chegada da polícia e não havia sido localizado até o registro da ocorrência.

Equipes da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), unidade tática especializada das Guarda Civil Municipal, que passavam pela região, também auxiliaram no controle da aglomeração formada no local.

Testemunhas relataram aos policiais que o suspeito seria morador de uma área conhecida informalmente como “Glebinha”, mas não souberam informar o endereço exato nem fornecer características suficientes para a identificação do autor.

A Perícia Técnica esteve no local, acompanhada do delegado de plantão, para realizar os levantamentos necessários. Segundo o registro policial, havia câmeras de segurança na região, mas as imagens não puderam ser recolhidas durante as diligências, devido ao horário noturno e ao fato de os estabelecimentos comerciais estarem fechados.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol como homicídio simples.

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