Polícia

Combate ao crime

Rota do tráfico: Polícia Federal de MS está entre as que mais indiciam suspeitos no Brasil

Superintendência de Mato Grosso do Sul já enquadrou 147 possíveis criminosos neste ano, mais do que no Rio de Janeiro

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Embora o Estado de Mato Grosso do Sul seja apenas o 21º dentre os 28 do País no ranking população, as condições geográficas locais põem a unidade da federação como uma das que mais geram demandas para a Polícia Federal. 

Nos primeiros 10 meses de 2023, Mato Grosso do Sul é o sexto estado em volume de indiciamentos feitos pela Polícia Federal, e o sétimo no total de inquéritos policiais relatados. 

A maior da demanda da Polícia Federal no Brasil está no Estado de São Paulo, o mais populoso (44,4 milhões de habitantes) e no Paraná (quinto mais populoso, 11,4 milhões), que assim como Mato Grosso do Sul, também tem elevada demanda por estar localizado na fronteira com dois países. 

Enquanto o Paraná, faz fronteira com Paraguai e Argentina, Mato Grosso do Sul tem Paraguai e Bolívia como países fronteiriços, e com um detalhe: uma longa fronteira seca com o Paraguai, em um dos maiores corredores para o tráfico de drogas da América do Sul. 

De janeiro a outubro, a Polícia Federal em Mato Grosso do Sul indiciou 147 pessoas, e relatou 175 inquéritos. São Paulo foi o Estado com o maior volume de inquéritos relatados: 749, e o Paraná, o Estado com o mais indiciados: 371. Paraná e São Paulo invertem a ordem na segunda posição: a Polícia Federal em SP indiciou 349 pessoas, enquanto no PR, foram relatados 452 inquéritos (segunda posição). 

No que se refere ao alto volume de indiciados pela Polícia Federal, Mato Grosso do Sul supera a Superintendência da PF no Estado do Rio de Janeiro: lá foram 133 pessoas indiciadas. O volume de inquéritos relatados, porém, é maior que o de MS: 305.

Unidade     UF IPLs Relatados                             

Unidade (UF) IPLs Relatados     Qtd Indiciados 
RS                         251                                                    212 
MS 175 147
RJ 305 133
MT  98 70
DF 163 76
SP 749 349
SC 208 124
ES 96 67
AC 59 74
SE 33 31
PI 108 68
MG 395 203
BA 115 80
PR 452 371
PB  79 86
CE 119 44
PA 175 128
MA 78 39
RR 45 152
AM 57 52
RO 68 87
AL 30 22
TO 26 28
PE 85 104
GO 70 59
RN 70 49
AP 7 6
Departamento PF 7 0

 

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feminicídio

Homem mata namorada em SP e é preso em MS

César Ferreira matou Simone Trigueiro estrangulada na casa dela em Andradina (SP) e depois fugiu para Água Clara (MS)

27/02/2026 10h40

César Ferreira da Silva, acusado de feminicídio

César Ferreira da Silva, acusado de feminicídio DIVULGAÇÃO

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César Ferreira da Silva assassinou a namorada, Simone Trigueiro, na tarde desta quarta-feira (26), no cruzamento das ruas Joaquim Antônio Proença e Presidente Vargas, Vila Mineira, em Andradina (SP), cidade que faz divisa com Três Lagoas (MS).

Ele matou ela estrangulada e asfixiada na casa dela. Ambos namoraram por oito meses.

Após o crime, fugiu em direção a Mato Grosso do Sul, mas foi capturado e preso, por policiais militares da 13ª Companhia Independente (13ªCIPM), em Água Clara (MS).

Conforme apurado pela mídia local, familiares estavam sem notícias há dois dias de Simone e estranharam seu sumiço. Com isso, foram até a casa dela e a encontraram sem vida, com sinais de estrangulamento e luta corporal.

Em seguida, acionaram a polícia. Polícia Militar, Polícia Científica, Polícia Civil e funerária estiveram no local para isolar a área, realizar a perícia, recolher indícios do feminicídio e retirar o corpo, respectivamente.

O autor do crime fugiu para Água Clara (MS), onde foi preso pela Polícia Militar.

"A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, por meio da 13ª CIPM, recebeu informações sobre um indivíduo suspeito de feminicídio que estaria em deslocamento sentido Água Clara/MS. Uma equipe realizou diligências pela BR-262 e localizou o suspeito e realizou a abordagem, confirmando sua identidade durante a abordagem. Na ocasião, o autor declarou espontaneamente ter cometido o crime. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão e, posteriormente, ele foi apresentado na delegacia para as providências legais", informou a PMMS por meio de nota.

As circunstâncias do caso serão investigadas pelas autoridades competentes. O corpo da vítima será submetido a exame necroscópico, que deverá confirmar a causa da morte.

FEMINICÍDIO

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 3 mulheres foram mortas ente 1º de janeiro e 27 de fevereiro de 2026, em Mato Grosso do Sul. Em 2025, 39 mulheres foram assassinadas, 35 em 2024 e 30 em 2023.

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

Denuncie!

SEGURANÇA PÚBLICA

Forças federais suspendem mobilização após possível reunião

Ação foi adiada para 9 de março, podendo ser suspensa novamente caso as tratativas avancem

24/02/2026 08h25

Penitenciária Federal em Campo Grande (MS) - Paulo Ribas - ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

Penitenciária Federal em Campo Grande (MS) - Paulo Ribas - ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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Mobilização das forças de segurança federais, pela criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC), foi suspensa.

A ação estava prevista para a manhã desta terça-feira (24), às 10h30min, em frente à Penitenciária Federal, localizada na avenida Henrique Bertin, Jardim Los Angeles, em Campo Grande.

A mobilização seria realizada simultaneamente em vários estados do Brasil e envolve Policiais Penais Federais (PPF), Policiais Federais (PF) e Policiais Rodoviários Federais (PRF).

De acordo com a categoria, uma reunião foi realizada, nesta segunda-feira (23), com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), para tratar de pautas institucionais sobre o assunto.

Por ora, nada está resolvido. Mas, possivelmente uma nova reunião poderá ser agendada ainda nesta semana, dando continuidade ao processo de negociação em curso.

Por enquanto, a mobilização foi adiada para 9 de março, em uma segunda-feira, podendo ser suspensa novamente caso as tratativas avancem.

FUNDO

Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC) é destinado ao financiamento permanente das ações de enfrentamento às organizações criminosas, com investimentos em inteligência, tecnologia, estrutura operacional e fortalecimento das atividades de segurança pública federal.

Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF), Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FENAPRF) e Federação Nacional dos Policiais Penais Federais (FENAPPF) pressionam o Governo Federal para enviar ao Congresso Nacional o Projeto de Lei que cria o FUNCOC.

O Governo Federal anunciou a criação do fundo em novembro de 2025, mas, até o momento, não saiu do papel.

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