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Polilaminina: Anvisa aprova início dos testes com pacientes com lesão medular

A proteína vem sendo testada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e gerou repercussão em setembro de 2025

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta segunda-feira, 5, o início da primeira fase do estudo clínico com a polilaminina no tratamento de pessoas com lesão medular. A proteína vem sendo testada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e gerou repercussão em setembro de 2025, após uma coletiva de imprensa com a presença de pacientes que participaram dos testes-piloto.

De acordo com a agência, a pesquisa vai analisar a aplicação da molécula em cinco pacientes, com idades entre 18 e 72 anos, que apresentem lesões medulares agudas completas entre as vértebras T2 e T10, ocorridas há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica.

Essa fase será patrocinada pela farmacêutica Cristália. Em nota, a empresa afirma que possui uma parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e com a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que já dispõem de cirurgiões treinados para a aplicação da substância. Já para a etapa de reabilitação, os pacientes terão o apoio da AACD.

Por se tratar de um estudo de fase 1, o objetivo é avaliar o perfil de segurança da molécula. A eficácia só poderá ser confirmada nas fases seguintes, caso os resultados iniciais permitam o avanço da pesquisa. Durante essa etapa, serão monitorados possíveis eventos adversos, com análise da frequência, gravidade e relação com o uso da substância.

O que é a polilaminina?

A polilaminina é uma forma polimerizada da laminina, proteína natural presente em praticamente todo o corpo humano e fundamental para a organização dos tecidos.

No sistema nervoso, a substância participa da divisão e da sobrevivência das células, orienta a migração dos neurônios, estimula o crescimento dos axônios e contribui para a mielinização, processo essencial para a transmissão dos impulsos nervosos, como explicou Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora responsável pelo projeto, em entrevista ao Estadão.

A proteína vem sendo estudada em lesões medulares há mais de duas décadas no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Entre 2016 e 2021, uma equipe de pesquisadores recrutou dez pacientes que receberam uma injeção de polilaminina na medula em hospitais do Rio de Janeiro e de Minas Gerais até seis dias após o trauma. O objetivo era avaliar a segurança da substância.

Dois voluntários foram excluídos por critérios clínicos. Entre os demais, houve melhora das funções motoras e da sensibilidade em relação ao quadro inicial. Três participantes morreram ao longo do acompanhamento, mas avaliadores externos indicaram que os óbitos não tiveram relação com a molécula.

Testes acadêmicos prévios, como no caso da polilaminina, podem servir de base para novos estudos, mas não substituem a pesquisa clínica, composta por quatro fases:

A substância é testada em um pequeno grupo de participantes com o objetivo de avaliar a segurança.

Os testes são realizados com um número maior de participantes, visando à análise da segurança, eficácia e dosagem ideal.

A substância é testada em grandes grupos de voluntários e os resultados permitem avaliar a eficácia comparativa e o risco/benefício.

Processo de monitoramento contínuo da segurança dos medicamentos após a sua autorização e disponibilização no mercado (farmacovigilância).

Autorização

Os dados iniciais para a autorização da pesquisa foram apresentados à Anvisa no fim de 2022. Desde então, a agência promoveu reuniões técnicas e orientações científicas para adequação aos requisitos regulatórios e técnicos necessários à condução do estudo.

"No estudo clínico, será utilizada a laminina 100 µg/mL na forma de solução injetável, que deve ser diluída antes do uso em um diluente específico para se obter a polilaminina ou laminina polimerizada em solução para administração intramedular única, diretamente na área lesionada", diz a Anvisa.

Segundo a agência, a empresa patrocinadora será responsável por coletar, monitorar e avaliar todos os eventos adversos observados ao longo do estudo, inclusive os não graves..

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MATO GROSSO DO SUL

TCE entra no debate e cobra explicações da Prefeitura sobre aumento do IPTU

Tribunal de Contas deu prazo de cinco dias para que a Prefeitura apresente os critérios técnicos e legais do reajuste que fez carnês dispararem

07/01/2026 12h00

O Tribunal quer saber qual foi a base legal utilizada, quais índices e parâmetros técnicos foram considerados

O Tribunal quer saber qual foi a base legal utilizada, quais índices e parâmetros técnicos foram considerados Divulgação

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O aumento expressivo do IPTU em Campo Grande, que em alguns casos chegou a multiplicar o valor dos carnês, ganhou um novo capítulo. Depois de a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS) cobrar explicações da prefeitura, agora foi a vez do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) entrar no debate e exigir esclarecimentos formais sobre os critérios adotados no reajuste do imposto e da taxa de coleta de lixo.

Em ofício encaminhado ao Executivo municipal, o conselheiro Osmar Jeronymo determinou que a administração apresente, no prazo de cinco dias úteis, uma série de informações técnicas e legais que embasaram o reajuste aplicado ao IPTU de 2026.

O Tribunal quer saber qual foi a base legal utilizada, quais índices e parâmetros técnicos foram considerados, se houve atualização da Planta Genérica de Valores (PGV) ou de outros instrumentos de avaliação imobiliária e qual o impacto estimado do aumento na arrecadação do Município.

Além disso, a Corte também exige explicações específicas sobre os critérios e valores definidos para a cobrança da taxa de coleta de lixo, que passou a pesar no bolso dos contribuintes após a aplicação do novo modelo de cálculo.

A iniciativa tem como objetivo verificar os critérios utilizados no reajuste do IPTU, já que os parâmetros de tributação e avaliação dos imóveis impactam diretamente a arrecadação municipal e o valor pago pelos contribuintes.

Novo critério inflou carnês

A alta dos valores está ligada à implantação do Programa de Sustentabilidade Econômica dos Imóveis (PSEI), aprovado pela Câmara Municipal no segundo semestre do ano passado.

O programa alterou os critérios de avaliação dos imóveis urbanos e elevou os valores de referência registrados no cadastro imobiliário da prefeitura. Na prática, isso resultou no aumento da base de cálculo do IPTU e fez com que moradores de diferentes regiões da cidade recebessem carnês com reajustes que, em alguns casos, chegam a até 400%.

A mudança também impactou a taxa de coleta de lixo. Em audiência pública realizada na Câmara, representantes do Município afirmaram que o reajuste da taxa é necessário para cobrir pagamentos de serviços prestados pela concessionária Solurb, incluindo valores atrasados e atuais, que somariam até R$ 160 milhões.

“O perfil socioeconômico evoluiu em alguns bairros, diminuiu em outros e se manteve em outros. É só para aumento da taxa de lixo”, explicou o diretor-executivo de Receita da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), Ricardo Vieira Dias.

Ainda de acordo com o representante da Sefaz, o valor médio anual da taxa do lixo para residências de alto padrão é de R$ 911,00.

“Isso corresponde, dividido por 12 meses, por 4 semanas e por 3 coletas diárias, a cerca de R$ 9 por coleta. Ou seja, toda vez que o gari vai à sua casa, está cobrando R$ 9 para retirar o lixo e levar a um depósito para fazer o descarte. Em um bairro mais humilde, tirando os isentos, que não pagam a taxa de lixo, a média é de R$ 0,40 a cada vez que o gari vai à casa dele”.

O Tribunal quer saber qual foi a base legal utilizada, quais índices e parâmetros técnicos foram considerados

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CAMPO GRANDE

Trecho da Rachid Neder deve ser liberado apenas no fim da semana

Chuva de quase 30 mm em uma hora levantou asfalto, provocou interdições e deve manter a via fechada até o fim da semana

07/01/2026 11h15

Diante do cenário, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) interditou três pontos estratégicos da região

Diante do cenário, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) interditou três pontos estratégicos da região Marcelo Victor

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A forte chuva que atingiu Campo Grande na tarde desta terça-feira (6) provocou alagamentos, enxurradas e danos significativos na malha viária da Capital. Em apenas uma hora, o volume de precipitação chegou a 29,8 milímetros, volume suficiente para abrir crateras, arrancar placas de asfalto e provocar interdições em pontos considerados críticos da cidade.

Um dos trechos mais afetados foi a Avenida Rachid Neder, que voltou a apresentar alagamentos severos e ceder em vários pontos entre as ruas Pedro Celestino e Padre João Crippa. Partes do asfalto foram arrancadas pela força da enxurrada, dificultando a passagem de veículos e colocando motoristas em risco.

Diante do cenário, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) interditou três pontos estratégicos da regiãoEquipes da GCM auxiliam no fluxo do trânsito - Marcelo Victor

Diante do cenário, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) interditou três pontos estratégicos da região.

Segundo o auditor de mobilidade urbana da Agetran, Jeová Vitor, a pista da Rachid Neder no sentido leste/oeste foi totalmente interditada, assim como o cruzamento da Pedro Celestino com a Padre João Crippa. Já na Pedro Celestino com a João Dinarte, foi mantido apenas o acesso local.

“São três interdições neste trecho. Não dá para liberar porque precisamos de um parecer técnico e do início da recuperação do asfalto. Enquanto isso, a gente orienta os motoristas a procurarem desvio”, explicou.

De acordo com ele, a principal rota alternativa indicada pela Agetran é a Avenida Mascarenhas de Moraes.

“A Mascarenhas é o caminho mais prático para não cair e ficar dentro do bairro. É por ali que o pessoal consegue desviar sem correr risco”, afirmou.

Recuperação deve levar até o fim da semana

Diante do cenário, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) interditou três pontos estratégicos da regiãoCapa danificada já está sendo retirada - Marcelo Victor

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) iniciou os trabalhos de recuperação do trecho danificado. Conforme a engenheira da pasta, Débora Barbosa, a via precisará passar por um processo completo de reconstrução da base antes da aplicação de nova capa asfáltica.

“Vamos tirar esse asfalto danificado, fazer a limpeza das bocas de lobo e depois a recuperação da base. Em alguns pontos vai ser preciso recortar e retirar o que foi danificado para refazer tudo e lançar uma capa nova”, explicou.

Ela alertou que a situação ainda é considerada delicada e pode se agravar caso volte a chover com intensidade.

“Do jeito que está, se vier uma chuva forte de novo, é capaz de prejudicar mais ainda, porque a base está exposta e o asfalto levanta com mais facilidade”, disse.

Segundo Débora, a previsão inicial é de que a liberação do trecho só ocorra no fim da semana.

“Hoje é feito a retirada mais pesada da capa danificada. Depois entra outra equipe para os recortes e a recuperação total. Eu acredito que talvez só sexta-feira”, pontuou.

Estragos pela cidade

Além da Rachid Neder, a chuva causou alagamentos severos na Avenida Três Barras, onde moradores registraram ruas completamente submersas e a queda de granizo. Em vídeos enviados à reportagem, é possível ver veículos atravessando a via tomada pela água.

A engenheira da Sisep informou ainda que outros trechos também apresentaram danos pontuais, como as avenidas Joaquim Murtinho, Gabriel Delpino e Fábio Zahran, que devem passar por vistorias para definição dos reparos necessários.

Alerta para mais chuvas

A previsão do tempo indica pancadas de chuva durante toda a semana em Mato Grosso do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas laranja e amarelo de potenciais perigos para o Estado. Em Campo Grande, a máxima prevista para esta quarta-feira é de 29°C.

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