Cidades

Atenção, Motoristas

Ponte da BR-262 será fechada por 19 horas em MS; veja dia e horário

Bloqueio total começa às 17h de quarta-feira (21) e segue até o meio-dia de quinta (22), para continuidade das obras de recuperação da estrutura.

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Motoristas que utilizam a BR-262 para chegar a Corumbá, na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul, precisarão se programar para uma interrupção prolongada no trânsito na próxima semana. A ponte sobre o Rio Paraguai ficará totalmente interditada por 19 horas, entre quarta-feira (21) e quinta-feira (22), para a continuidade das obras de recuperação da estrutura.

De acordo com comunicado divulgado neste sábado (17) pelo Governo do Estado, o bloqueio começará às 17h de quarta-feira e seguirá até o meio-dia de quinta.

Durante esse período, a passagem de veículos ficará suspensa para a realização de serviços de concretagem em pontos da ponte.

A intervenção faz parte de uma obra que recebe investimento superior a R$ 11,7 milhões e é executada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), em cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

A interdição deve afetar principalmente moradores, caminhoneiros, transportadoras e turistas que dependem da rodovia para entrar ou sair de Corumbá, uma das principais cidades da região pantaneira.

Confira os horários de início e término da interdição da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Mato Grosso do Sul.

Segundo a Agesul, a escolha do período entre o final da tarde e a madrugada busca diminuir os transtornos para quem utiliza a BR-262, uma vez que a circulação de veículos costuma ser menor nesses horários.

Apesar disso, o bloqueio também alcançará parte da manhã de quinta-feira, exigindo atenção de quem pretende viajar para Corumbá ou deixar o município nesse intervalo.

A orientação do Governo do Estado é que motoristas e empresas de transporte antecipem o planejamento dos deslocamentos, observem os horários previstos e respeitem a sinalização instalada nas proximidades da ponte.

Ambulâncias poderão atravessar durante o bloqueio?

Embora a interdição seja total para o trânsito comum, situações de emergência terão tratamento diferenciado.

Conforme a Agesul, serão adotadas medidas para permitir a passagem segura de ambulâncias e veículos das forças de segurança pública, mediante acompanhamento de equipes de apoio responsáveis pela operação no local.

A medida busca garantir o atendimento de ocorrências urgentes sem comprometer a segurança dos trabalhadores responsáveis pela recuperação da ponte.

Ponte passa por obras de R$ 11,7 milhões

A recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai integra um conjunto de intervenções destinadas a melhorar as condições estruturais de uma das principais ligações rodoviárias do Pantanal sul-mato-grossense.

Desde junho deste ano, o trânsito funciona em meia pista, por meio do sistema conhecido como pare e siga, no qual os veículos se revezam para atravessar o trecho liberado.

Para permitir a continuidade da circulação durante as obras, também foram instaladas plataformas metálicas, utilizadas como apoio provisório na estrutura.

O trabalho prevê a recuperação de elementos estruturais, correção de falhas e reforço da ponte, com o objetivo de aumentar sua segurança e durabilidade.

As interrupções completas são necessárias em determinadas etapas, especialmente durante a concretagem, e fazem parte do cronograma de execução dos serviços.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, afirmou que a intervenção busca garantir uma solução duradoura para a travessia.

“Estamos avançando para uma recuperação completa da estrutura, com soluções definitivas e tecnologia adequada”, declarou o secretário, ao destacar a importância da ponte para Corumbá e toda a região pantaneira.

Ponte tem quase dois quilômetros de extensão

Com 1.890 metros de comprimento, a ponte sobre o Rio Paraguai está localizada na região de Porto Morrinho, a cerca de 70 quilômetros de Corumbá, e é uma das principais ligações rodoviárias do Pantanal sul-mato-grossense.

A estrutura é utilizada por moradores, trabalhadores, turistas e veículos de transporte de cargas, tornando a interdição um ponto de atenção para quem depende da BR-262.

O Governo do Estado orienta os motoristas a planejarem suas viagens e evitarem o trecho durante o bloqueio. A previsão é de que o trânsito seja liberado ao meio-dia de quinta-feira (22).

 

 

 

 

Em MS

Homem de 69 anos é detido após denúncia de abuso contra criança em Dourados

Menina de 11 anos foi encontrada em apartamento, investigação apura se o suspeito pode ter feito outras vítimas

17/10/2026 11h15

O caso foi registrado na Depac-Dourados

O caso foi registrado na Depac-Dourados Foto: Divulgação/PCMS

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Um idoso de 69 anos foi preso no início da noite de sexta-feira (16), em Dourados, suspeito de estupro de vulnerável contra uma menina de 11 anos.

Segundo o Dourados News, a prisão ocorreu após denúncias levarem a Guarda Municipal até uma residência no bairro Ildefonso Pedroso, na região sul da cidade.

Conforme o boletim de ocorrência, por volta das 19h30, as equipes de segurança foram acionadas após informações de que a menina havia entrado no imóvel. Ao chegarem ao local, os guardas encontraram a criança no apartamento e o suspeito arrumando as calças.

Durante a abordagem, o homem negou ter cometido qualquer crime. Ainda segundo o registro policial, ele teria tocado na menina.

A vítima foi encaminhada ao Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), onde passou por exames para verificar se houve conjunção carnal.

Testemunhas relataram a possibilidade de existirem outras vítimas, situação que permanece sob investigação. Conforme os relatos, o suspeito teria atraído a criança oferecendo doces e dinheiro.

O idoso foi levado pela Guarda Municipal à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde o caso foi registrado como estupro de vulnerável.
 

MEIO AMBIENTE

Após cheia fora de época, Rio Miranda enfrenta decoada e registra peixes mortos

Vídeos publicados no Facebook mostram pintados, dourados e cacharas afetados pelo fenômeno, que reduz o oxigênio na água

17/10/2026 10h57

Vídeos publicados no Facebook mostram pintados, dourados e cacharas afetados pela decoada no Rio Miranda, após cheia fora de época

Vídeos publicados no Facebook mostram pintados, dourados e cacharas afetados pela decoada no Rio Miranda, após cheia fora de época Reprodução

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O Rio Miranda, em Mato Grosso do Sul, enfrenta o fenômeno natural conhecido como decoada após uma cheia fora de época. Vídeos publicados no Facebook mostram peixes afetados pela falta de oxigenação da água, enquanto moradores relatam a ocorrência de animais mortos e outros buscando oxigênio na superfície.

Segundo informações da Defesa Civil de Miranda, o nível do rio está em 6,90 metros e permanece estabilizado nessa marca há pelo menos 24 horas. 

Em um dos vídeos compartilhados nas redes sociais, um homem percorre a região e mostra diferentes espécies de peixes encontradas durante o fenômeno. Ao longo da gravação, ele aponta a presença de pintados, dourados e cacharas. 

“Que dó, um pintado aqui, ó. Outro ali, um dourado, um cachara ali”, relata o homem, enquanto registra os peixes. 

Em um segundo vídeo, outro homem relata a situação na região do Salobra, no Rio Miranda, e confirma a ocorrência da decoada. Segundo ele, a cheia fez com que o rio transbordasse, provocando alterações nas condições da água. 

“O rio encheu demais, saiu da caixa. Já foi encontrado dourado morto, bastante dourado morto”, afirma.

Durante a gravação, ele lamenta a situação e afirma que a água apresenta condições ruins.  “Nesse exato momento aqui, a água tá podre demais”, relata.

Apesar os impactos sobre os peixes, o autor do vídeo destaca que a decoada faz parte dos ciclos natuais do Pantanal e manifesta a expectativa de que o fenômeno passe rapidamente para que o rio volte às condições normais. 

O que é decoada ?

A decoada é um fenômeno natural característico do Pantanal, associado à elevação do nível dos rios e à inundação de áreas com grande quantidade de vegetação e matéria orgânica acumulada.

Durante as cheias, a água avança sobre campos e áreas alagáveis, onde folhas, plantas e outros materiais orgânicos entram em decomposição. Esse processo consome parte do oxigênio dissolvido na água e pode provocar alterações em suas características químicas.

Com a redução do oxigênio e o aumento da concentração de gás carbônico, os peixes passam a enfrentar dificuldades para respirar. Em situações mais intensas, podem subir à superfície em busca de condições mais favoráveis e até morrer por asifixa.

No vídeo publicado no Facebook, um dos homens explica o processo de forma semelhante. Segundo ele, quando o rio transborda, a água alcança os campos e forma áreas alagadas, conhecidas como baías, onde permanece acumulada por meses.

Com a decomposição da matéria orgânica, essa água perde oxigênio. Quando ocorre uma nova cheia, ela pode retornar ao leito do rio, misturando-se à água corrente e contribuindo para a ocorrência da decoada.

Embora seja um fenômeno natural e recorrente na região pantaneira, sua intensidade varia conforme as condições ambientais e pode provocar episódios de mortandade de peixes.

A ocorrência da decoada em outubro chama a atenção por estar associada a uma cheia fora de época no Rio Miranda.

De acordo com a Defesa Civil do município, o nível permanece em 6,90 metros há 24 horas.

Entretanto, mesmo com o nível estabilizado, os efeitos da decoada podem persistir, já que a recuperação da qualidade da água depende de fatores como temperatura, circulação e quantidade de matéria orgânica em decomposição.

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