Cidades

INTERVENÇÃO MILITAR

Povo não quer intervenção real, mas sim valores, diz comandante do Exército

Para o general, brasileiros não querem de fato interferência, mas princípios

BÁRBARA CAVALCANTI e JONES MÁRIO

07/09/2017 - 16h40
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O Comandante do Exército, general José Luiz Dias Freitas, afirmou que o povo não quer os militares na administração do país, mesmo diante dos pedidos de intervenção militar. O desfile cívico-militar em comemoração aos 195 anos da Independência do Brasil foi marcado por protestos, inclusive pedidos de intervenção.

Em entrevista na manhã de hoje durante evento no centro de Campo Grande, general declarou que brasileiros pedem pela interferência pois forças armadas detêm militares de todas as camadas sociais, mas na verdade não querem, de fato, que governem o país.

“Nós praticamos valores que a sociedade se vê tão carente em determinados lugares, vêm as forças armadas como reserva desses valores, identificam as forças armadas como instituição que poderia mudar alguma coisa. Nós vemos o seguinte: querem alguém que pratique os valores que nós praticamos e por isso temos a aceitação de 83% da sociedade”, disse o comandante do Comando Militar do Oeste (CMO).

Freitas também comentou a importância da data, que para ele, não deve ser comemorada apenas pelos militares e sim por todos os cíveis. “Sete de Setembro não é uma data para ser comemorada apenas pelos militares e sim por todo cidadão de bem brasileiro que tem como meta praticar o civismo”, finalizou.

*Colaborou: Mariane Chianezi

ACIDENTES

Em 7 horas aconteceram cinco mortes por acidente de trânsito em MS

Das cinco, dois acidentes envolveram carretas, e duas mortes foram por atropelamentos que motoristas fugiram do local sem prestar apoio

07/02/2026 11h20

Trecho de MS da BR-163 retoma título de

Trecho de MS da BR-163 retoma título de "rodovia da morte" Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Entre o final da tarde e a noite da última sexta-feira (06), cinco pessoas morreram por acidente de trânsito no Estado. Do número, dois envolvidos nos acidentes fugiram do local e todas as vítimas morreram no momento da colisão.

Conforme registros, o primeiro aconteceu durante a tarde de ontem, por volta das 15h, quando um homem, de 55 anos, identificado como Idecir Lima Moura ficou preso em meio às ferragens após colidir o veículo que conduzia de frente com uma carreta.

O acidente ocorreu na MS-386, no trecho entre Amambai e Ponta Porã, próximo a Fazenda Cascata, a 313 quilômetros da Capital, e devido a força da colisão ambos os veículos foram arremessados para fora da pista.

Nesse caso, o outro motorista que conduzia a carreta não teve ferimentos e permaneceu no local para prestar apoio a Idecir, que morreu na hora. Seu corpo foi retirado do acidente pelas equipes de apoio com auxílio de equipamentos devido a condição.

O segundo acidente aconteceu por volta das 17h e 18h, no fim da tarde de sexta-feira. Ramão Peixoto, de 71 anos, morreu ao ser atingido por um caminhão boiadeiro. O homem estava em uma bicicleta e morreu na hora.

A colisão ocorreu em Anastácio, a 137 quilômetros da capital, em via urbana, no cruzamento da Avenida Integração com a Rua Moisés Flores Nogueira.

De acordo com informações de jornais locais, o homem teria se desequilibrado ao passar por um quebra-mola, porém antes que pudesse se levantar foi atingido pelo caminhão, que tentou frear, O caminhoneiro permaneceu no local.

Ainda na tarde de ontem, o terceiro acidente ocorreu na MS-040, próximo a Bataguassu, a cerca de 70 quilômetros de Santa Rita do Pardo. Novamente de uma colisão frontal entre um carro e uma carreta, um homem não identificado morreu no momento que foi atingido.

De acordo com notícias de jornais locais, o homem invadiu a pista contrária, em que a carreta trafegava. O condutor da carreta tentou desviar quando notou a invasão do carro, mas não foi possível. O motorista do carro ficou preso as ferragens já sem vida.

O carreteiro ficou no local e o trânsito foi interditado pelas equipes de resgate, que apuram as circunstâncias e demais informações do acidente.

Já no início da noite de ontem, em Dourados, uma mulher, de 77 anos, morreu ao ser atropelada por uma caminhonete. O acidente foi em via urbana, no bairro Canaã 4, e aconteceu no momento em que Maria dos Anjos Lima atravessava a rua próximo a sua casa.

Nesse caso, o motorista que conduzia o veículo tentou frear, mas não foi o suficiente por estar em velocidade muito acima do permitido. Ao analisar a perícia constatou o excesso de velocidade pelas marcas de arrasto na rua por cerca de 10 metros.

Apesar da tentativa de evitar o atropelamento, o condutor da caminhonete não prestou apoio a mulher e fugiu do local. Maria dos Anjos Lima morreu na hora.

O quinto acidente, aconteceu mais tarde, por volta das 21h em Campo Grande, na BR-163, saída para São Paulo. Próximo ao posto de combustível às margens da rodovia, Thallison Wagner dos Santos Pereira, de 28 anos, foi atingido por um Jeep Compass.

O veículo estava em direção ao centro da cidade, quando atropelou o homem. Sem prestar apoio, o condutor fugiu do local em que Thallison morreu antes mesmo do socorro chegar.

Mortes no Trânsito

Segundo o painel de monitoramento de estatísticas, o SIGO, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), os dados de acidentes e mortes no trânsito marcam 11 mortes neste ano, porém somente no primeiro mês, registrados até o dia 14 de janeiro.

Procurada pela reportagem, a Sejusp não informou quantas mortes aconteceram até o momento, desde o começo do ano e com que frequência o painel é atualizado, porém apenas na última sexta-feira, conforme detalhado pela reportagem cinco mortes aconteceram em apenas um dia.

BR-163

Em 2024, a rodovia federal em Campo Grande com saída para São Paulo, retomou o nome de "rodovia da morte", com 74 óbitos naquele ano. No ranking das 10 rodovias federais onde mais ocorreram mortes, divulgado no Anuário da PRF em maio do ano passado, a via que passa por Mato Grosso do Sul é a quarta com mais óbitos.

Em 2024, foram 240 pessoas que perderam a vida nos 4.476 km da rodovia, que vai de Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, a Santarém, no Pará.

Isso significa que o trecho de Mato Grosso do Sul é um dos mais perigosos da rodovia, uma vez que em apenas 845,9 km ocorreram 74 mortes ou 30,8% do total, isto é, de todos os acidentes com mortes pela extensão da BR-163. A parte que cabe ao Estado, porém, é referente a somente 18,8% da via.

Segurança

Confira algumas dicas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MS) para diminuir as chances e/ou evitar acidentes:

Condutor:

- Respeite a travessia de pedestres;
- Respeite os limites de velocidade;
- Cadeirantes devem circular pela calçada e atravessar na faixa, mas fique sempre atento e seja cuidadoso ao cruzar com pessoas em cadeiras de rodas, principalmente quando estiverem embarcando em um veículo;
- Nos cruzamentos sem semáforo, fique atento ao pedestre que se aproxima e sinaliza a intenção de travessia sobre a faixa de pedestre;
- Não ultrapasse veículos aguardando a passagem de pedestres na faixa;
- Sinalize suas intenções com antecedência;
Nos locais de estacionamento, nunca pare em uma vaga reservada para deficientes ou idosos.

Motociclista:

- Além de observar as orientações para os condutores, use sempre capacete, luvas, colete e adesivos refletores;
- Não passe entre veículos quando o trânsito estiver em movimento;
- Só use a buzina se realmente precisar.

Ciclista:

- Pedale sempre pela direita. A calçada é para o pedestre, não para o ciclista;
- Em grupo de ciclistas, siga em fila única;
- Na faixa de pedestre, desça e atravesse empurrando a bicicleta;
- Atente-se para a manutenção da bicicleta: freios, pneus e corrente devem estar em bom estado para garantir a segurança.

Pedestre:

- Nas vias de grande movimento ou alta velocidade, procure atravessar por uma passarela;
- Evite fones de ouvido, para poder ouvir a aproximação de veículos;
- Ande sempre pela calçada, o mais afastado possível da rua;
- Antes de atravessar, olhe para os dois lados. E sinalize sua intenção de atravessar;
- Antes de atravessar na faixa, espere todos os veículos pararem, mesmo que o semáforo esteja vermelho para eles;
- Tome cuidado ao atravessar a rua, mesmo na faixa de pedestres ou lombadas eletrônicas.
- Ao descer do ônibus, aguarde a saída do veículo para atravessar a rua.

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Trânsito

Cerca de 8 mil motoristas de MS tiveram a CNH renovada gratuitamente

Com a renovação automática, o programa Bom Condutor beneficia quem não recebeu multas nos últimos 12 meses

07/02/2026 10h44

Aplicativo CNH do Brasil

Aplicativo CNH do Brasil Crédito: Robson Dantas / Detran-MS

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Em 25 dias, o programa Bom Condutor resultou na renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de 8 mil motoristas que não cometeram infrações em Mato Grosso do Sul.

Conforme dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), até o dia 3 de fevereiro, condutores de diversas categorias foram contemplados por não terem cometido infrações nos últimos 12 meses.

O programa da Senatran serve como incentivo aos motoristas que respeitam as regras de trânsito.

A medida, implementada pelo Governo Federal, entrou em vigor no dia 9 de janeiro e, em menos de uma semana, teve 2.997 habilitações renovadas, sem a necessidade de o condutor enfrentar a burocracia das agências do Detran.

A renovação automática ocorreu sem a cobrança de taxas, o que trouxe alívio ao bolso  dos condutores - referente a renovação da primeira semana - e resultou em uma economia estimada de R$ 1,47 milhão para a população.

Como participar

A renovação ocorre de forma totalmente digital. Os dados do motorista são atualizados diretamente na base nacional, e o novo documento fica disponível no aplicativo CNH do Brasil. Além disso, os condutores contemplados passam a receber um selo de "Bom Condutor", que identifica o histórico positivo no trânsito.

O Governo Federal informou que  685.325 motoristas de habilitações vigentes no país, que atenderam ao critério exigido foram beneficiados.

Critérios do programa

Vale lembrar que nem todos os motoristas, porém, estão aptos à renovação automática. O benefício não se aplica a condutores com 70 anos ou mais. Já os motoristas a partir dos 50 anos têm direito a apenas uma renovação automática ao longo da vida, quando a CNH vencer.

Também não entram na regra condutores que possuem prazo de validade reduzido por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde, além de motoristas com CNH vencida há mais de 30 dias.

Com a nova política, o Governo busca ampliar o uso de ferramentas digitais, reduzir a burocracia e incentivar um comportamento mais responsável no trânsito.

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