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Prazo para famílias desocuparem terra indígena no Maranhão termina hoje

Prazo para famílias desocuparem terra indígena no Maranhão termina hoje

AGÊNCIA BRASIL

09/03/2014 - 17h30
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O prazo dado pela Justiça Federal para que 427 famílias de não índios deixem voluntariamente a terra indígena Awá termina hoje (9). A terra está localizada no noroeste do Maranhão, nos municípios de Centro Novo do Maranhão, Governador Newton Bello, São João do Caru e Zé Doca.

O governo federal, que cumpre determinação judicial, está providenciado apoio logístico de transporte para os agricultores familiares que solicitarem ajuda para retirar os bens das áreas ocupadas.
No entanto, vários agricultores notificados saíram da região antes do prazo e por meios próprios, informou, em nota, a Secretaria-Geral da Presidência da República.

A coordenação da Operação Awá, formada por equipe interministerial, dispõe de caminhões e veículos diversos para fazer a remoção das famílias e desconstruir moradias, cercas, estradas e demais edificações dentro da terra indígena.

De acordo com a nota, o governo federal assentará as 224 famílias que atendem aos critérios do Plano Nacional de Reforma Agrária. No total, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) cadastrou 265 famílias. Para atender as que têm perfil de reforma agrária, o Incra dispõe de dois assentamentos, Parnarama e Coroatá, com 570 vagas, o suficiente para incluir todos os posseiros. As famílias cadastradas terão ainda benefícios como Crédito Apoio e Fomento, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), vias de acesso, assistência técnica e políticas públicas como o Minha Casa, Minha Vida, Luz para Todos e Água para Todos. Todas as famílias de baixa renda notificadas receberão cestas básicas do governo federal.

A nota da Secretaria-Geral acrescenta que, além de cumprir sentença judicial, o governo ofereceu outros serviços à população da região. Foram emitidos 312 documentos, resultado do trabalho da equipe composta por servidores do Incra, Instituto de Identificação, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Delegacia Regional do Trabalho (DRT-MA). Eles estiveram na região para providenciar documentos como CPF, Carteira de Trabalho e Carteira de Identidade, necessários para o cadastro no Incra e no CadÚnico. Essa ação foi coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio do Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural.

No âmbito da operação, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está fazendo o trabalho de medição para identificar a extensão do desmatamento ocorrido na área. Segundo análise feita a partir de imagens de satélite disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com informações do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), de 2000 a 2009, a retirada de madeira e as invasões de posseiros devastaram mais de 30% da área, o que corresponde a aproximadamente 36 mil hectares desmatados. 

Paralisação

CCZ suspende distribuição de senhas para castração de cães e gatos no feriado

Serviço de distribuição presencial de senhas volta ao normal no dia 13 de outubro, próxima terça-feira

09/10/2026 14h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Centro de Controle de Zoonoses suspendeu a distribuição de senhas para a castração de cães e gatos nesta segunda-feira (12) em Campo Grande, feriado de Nossa Senhora Aparecida, data em que se comemora o Dia das Crianças. 

De acordo com a equipe, o serviço de distribuição presencial de senhas volta ao normal no dia 13 de outubro, próxima terça-feira. 

Apesar da interrupção no início da próxima semana, entre os dias 10, 11 e 12 de outubro, a unidade estara aberta das 06h às 22h.

Nesses dias, o espaço mantém a oferta de vacina antirrábica (cães e gatos); coleta de sangue para diagnóstico de Leishmaniose; entrega de corpos de animais (Cães e gatos) para descarte adequado, além de entrega e retirada de felinos agendados para castração (com horário pré-estabelecido). 

Saiba *

O CCZ está localizado na Avenida Senador Filinto Müller, nº 1.601, Vila Ipiranga. 

temporal em IVINHEMA

"Mais louco" volta a usar caos para faturar views e atacar rivais

Dezenas de casas foram danificadas por temporal e logo cedo o prefeito Juliano Ferro gravou vídeo em uma delas. Em 2024 ganhou 190 mil seguidores nas cheias do RS

09/10/2026 13h15

Rajadas de vento chegaram a 79 km/h, segundo o CEMTEC, e provocaram série de estrados no sul de MS

Rajadas de vento chegaram a 79 km/h, segundo o CEMTEC, e provocaram série de estrados no sul de MS

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Um temporal danificou dezenas de imóveis na cidade de Ivinhema, cidade a 190 quilômetros ao sul de Campo Grande, e no distrito de Amandina na madrugada desta sexta-feira (9). E o prefeito Juliano Ferro (PL), que se identifica como “o mais louco do Brasil”, rapidamente aproveitou o cenário de caos para garantir adesão em suas redes sociais e para criticar rivais políticos.

Em 2024, durante as cheias no Rio Grande do Sul, o prefeito conquistou dezenas de novos seguidores após publicar dezenas de vídeos durante a catástrofe climática.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC), a velocidade das rajadas de vento em Ivinhema atingiu 79 quilômetros por hora e a chuva durante a madrugada somou 31 milímetros. Ao longo da manhã, porém, a chuva voltou a cair.

E, logo nas primeiras horas do dia o prefeito youtuber, que tem mais dois milhões de seguidores nas redes sociais, gravou um vídeo em uma das casas destelhadas para informar que estava começando a tomar providências para socorrer as famílias.

Em meio às promessas de socorro, aproveitou para alfinetar a administração petista do Governo Federal. Dizendo ter certeza que receberia ajuda do governador Eduardo Riedel (PP), seu aliado político, disse que recentemente pediu ajuda ao Governo Federal e “infelizmente não nos atendeu”.

Antes de concluir o vídeo, que foi gravado sob chuva por sua equipe de assessoria, aproveitou o cenário para atacar aqueles que chama de seus críticos. “Não tô vendo nenhum crítico, nenhum filho da peste que fica falando tá aqui. Enquanto isso a gente tá aqui fazendo o movimento. Só sabem falar”. Confira: 

Logo nas primeiras duas horas o vídeo já estava com 137 mil visualizações, cerca de 9 mil curtidas, mais de 700 comentários, 300 compartilhamentos e mais de 50 salvamentos.

Embora em sua grande maioria elogiosos ao prefeito Juliano Ferro, os comentários seguiram o tom do discurso do prefeito. Dezenas deles criticando aqueles que ousam questionar o estilo administrativo do prefeito, ataques ao Governo Federal e discursos em defesa de Flávio Bolsonaro. As vítimas do temporal foram praticamente ignoradas pela maior parte dos seguidores do “mais louco”.

A estimativa inicial era de que pelo menos 40 casas tenham sido danificadas pelo temporal, sendo três delas, na zona rural, praticamente destruídas. A casa simples que serviu de cenário para mostrar que ele estava “no movimento” em meio à chuva teve o telhado completamente arrancado.

Esta não foi a primeira vez em que Juliano Ferro utiliza o caos para “faturar” nas redes sociais. Em 2024, em meio à catástrofe das cheias no Rio Grande do Sul, deixou a administração municipal e se juntou a um comboio de caminhonetes rebocando jet skis e foi a Porto Alegre ajudar nos resgates.

Lá, ficou hospedado em um salão de festas de um condomínio de alto padrão e aproveitou a comoção mundial para fazer dezenas de vídeos. A iniciativa turbinou ainda mais suas redes sociais. Antes da viagem, tinha 582 mil seguidores no instagran. Depois da iniciativa, obteve 190 mil novos “fãs”.

Na época, tinha em torno de 900 mil fãs em todas as redes sociais. Hoje, são mais de dois milhões. Em seu perfil, alimentado com ajuda de assessores, publica desde anúncio para rifas de veículos, vídeos motivacionais, detalhes de sua vida familiar e ações da prefeitura. 


 

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