Cidades

CAMPO GRANDE

Prefeitura abre mais uma licitação em fim de mandato para obras

Com certames acumulados nos últimos dois meses passando da casa de R$ 100 milhões, obras no Noroeste são esperadas há tempos e, agora, município busca empresa para pavimentação e drenagem

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Com certames lançados nos últimos dois meses já passando da casa de R$ 100 milhões, a Prefeitura de Campo Grande lançou mais uma "licitação de fim de mandato" nesta última semana, em busca de empresa para serviços de pavimentação e drenagem no Jardim Noroeste, bairro que sofre há tempos com problemas de infraestrutura. 

Até o fim de julho, como bem acompanhou o Correio do Estado, os destravamentos de licitações às vésperas das eleições já somavam mais de R$ 70 milhões, sendo que apenas um certame de julho acrescentou R$ 38 milhões nessa conta. 

Agora, a liberação mais recente, conforme publicado em edição de sexta-feira (16) do Diário Oficial de Campo Grande, é de aproximadamente R$ 20,3 milhões. Conforme o documento, o processo recebe propostas até o próximo dia 03 de setembro, com abertura da sessão de disputa de preços prevista para às 08h dessa mesma data. 

Segundo consta no edital para contratação de empresa especializada - disponibilizado no portal da Transparência do município - para os serviços de asfalto e drenagem no Jardim Noroeste, a licitação do Executivo libera R$ 20.309.004,49 em valores totais.

Promessas no Noroeste

Segundo consta no Memorial Descritivo da obra, esse lote dois compreende 21 vias que, conforme registros datados deste ano no documento, hoje estão sem asfalto e as que possuem calçada são por iniciativa própria de moradores. 

Entre as 21 vias previstas estão: 

  • Rua Martim de Sá 
  • Av. Marechal Mallet (LE) 
  • Av. Marechal Mallet (LD) 
  • Rua Ataulfo Paiva 
  • Rua Vaz de Caminha
  • Rua Jordão 
  • Rua Ferreira Viana 
  • Rua Aqueluz 
  • Rua Vassoura 
  • Rua Nazaré 
  • Rua Barbacena 
  • Rua Corinto 
  • Rua Dois Irmãos
  • Rua Pinhal 
  • Rua Custódio de Mello 
  • Rua Panamá
  • Rua Panamá 01 
  • Rua das Perdizes 
  • Rua do Bananal 
  • Rua Adventor Divino de Almeida 
  • Rua Andrade Neves

Porém, há tempos a situação do Jardim Noroeste é acompanhada de perto já que, devido aos desníveis das vias e constantes crateras, cada novo período de chuva gera preocupações para os moradores locais. 

Junto disso, as promessas de pavimentação de ruas para esse extremo leste da Capital são tão antigas quanto as próprias reclamações de abandono, com os pacotes de asfalto posteriores contemplando apenas duas ruas, por exemplo. 

Licitações de fim de mandato

Antes dessa licitação de R$ 20,3 milhões, publicada nessa semana, desde que entrou em período de "véspera das eleições" a Capital já somava R$ 70 milhões em certames destravados, com os alvos focados sendo, principalmente, obras pavimentação; recapeamento e revitalização de diversos locais da capital.

Com outra publicação feita também na metade desta última semana (4ª feira, 14 de agosto), entre nessa matemática os R$ 38 milhões para obras no Nova Lima, licitação essa por sua vez que saiu atrasada em mais de seis meses do prometido. 

 

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alívio

Em cheia antecipada, rio mais piscoso do Pantanal sobe mais 50 cm

Rio Miranda chegou a 6,5 metros na manhã desta terça-feira na régua instalada próximo da cidade com o mesmo nome

13/10/2026 11h56

No final da semana passada, a Defesa Civil teve de retirar galhos presos aos pilares da ponte na MS-339

No final da semana passada, a Defesa Civil teve de retirar galhos presos aos pilares da ponte na MS-339

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O nível do Rio Miranda subiu mais 50 centímetros entre a manhã de segunda-feira e esta terça-feira (13), chegando a 6,5 metros na régua instalada na ponte próximo à área urbana de Miranda. E, segundo a coordenação municipal da Defesa Civil, apesar de não ter chovido forte nas cabeceiras nas últimas horas, o nível continuava subindo por volta da 8 horas, quando foi feita a medição.

O Rio Miranda é considerado o rio com a maior quantidade de peixes do Pantanal e um dos mais piscosos do mundo. Antes das recentes chuvas, cardumes com cententas de milhares de peixes foram flagrados subindo o rio, que há meses estava enfrentando a falta de água.

Com a cheia de agora, lembra o chefe da Defesa Civil, Flávio Nogueira Machado, estes peixes ficam praticamente livres de uma possível pesca predatória, já que o período de defeso ainda não começou. 

Apesar da constante alta e da aproximação da água, as famílias que residem às margens do rio na área urbana de Miranda continuavam todas em seus imóveis, segundo o coordenador da Defesa Civil. “É sempre assim, elas só saem das casas depois que a água invade tudo”, lembraFlávio Nogueira Machado. 

A situação fica mais grave quando o nível passa dos sete metros. Mas, como o nível na região das cabeceiras já estava baixando desde ontem, a previsão é de que as águas comecem a baixar nas próximas horas.  No distrito de Águas do Miranda, às margens da MS-345, por exemplo, o nível baixou em torno de um metro nesta segunda-feira.

Cheia do Rio Miranda nesta época do ano, segundo o coordenador da Defesa Civil, é alto totalmente atípico. Flávio tem 49 anos e sempre viveu em Miranda. Ele diz nunca ter visto tanta água em um mês de outubro como agora.

“Normalmente nesta época a gente está preocupado com as queimadas no Pantanal e a falta de água até para os rebanhos nas fazendas”, lembra. Cheias em janeiro, fevereiro e março são recorrentes na região, mas isso porque são os meses em que as chuvas fortes são normais. 

As chuvas mais fortes começaram no dia 4 de outubro e ao longo da semana foram em torno de 300 milímetros, acredita Flávio. Em nove dias o nível do rio subiu 4,4 metros, passando de 2,1 metros, na segunda-feira da semana passada (5), para 6,5 metros nesta terça-feira (13). 

O Rio Aquidauana também subiu em pleno mês de outubro e chegou a superar os 8,2 metros no último sábado (10) na cidade com o mesmo nome. Por conta da cheia, o córrego João Dias ficou represado e se espalhou na região mais baixa em Aquidauana, invadindo imóveis de ribeirinhos.

Na região sul do Estado, o Rio Dourados também está está cheio e transbordando nas regiões mais baixas, como é o caso de Fátima do Sul, onde as águas estão encobrindo pastagens e lavouras nas quais deveria estar crescendo soja.

E para esta terça-feira a meteorologia prevê o retorno de chuvas fortes nas regiões sul e central do Estado, incluindo cidades como Maracaju, Sidrolândia, Dourados, Ivinhema, Iguatemi e outras. Se a previsão se confirmar, os rios Miranda e Dourados devem voltar a receber volume significativo de água.

A chegada antecipada das chuvas fortes está fazendo até o Rio Paraguai começara a subir cerca de dois meses mais cedo que em anos anteriores. Nesta terça-feira ele amanheceu com 1,23 metro. No dia 4 o nível estava 13 centímetros mais baixo.
 

PREVIDÊNCIA SOCIAL

INSS reduz em 61% fila de espera em MS

Durante visita a Campo Grande, presidente do instituto afirmou que capacidade de atendimento aumentou e destacou redução do tempo de espera por benefícios no País

13/10/2026 11h25

Segundo a presidente, a capacidade de análise dos pedidos foi ampliada, permitindo que o instituto trabalhe com um volume de processos pendentes inferior à quantidade de solicitações recebidas mensalmente

Segundo a presidente, a capacidade de análise dos pedidos foi ampliada, permitindo que o instituto trabalhe com um volume de processos pendentes inferior à quantidade de solicitações recebidas mensalmente Marcelo Victor

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Mato Grosso do Sul tem atualmente cerca de 16 mil requerimentos de benefícios em estoque no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), enquanto recebe entre 17 mil e 18 mil novas solicitações por mês. Os números foram apresentados pela presidente do órgão, Ana Cristina Viana Silveira, durante visita a uma agência em Campo Grande, nesta terça-feira (13).

Segundo a presidente, a capacidade de análise dos pedidos foi ampliada, permitindo que o instituto trabalhe com um volume de processos pendentes inferior à quantidade de solicitações recebidas mensalmente. A mudança, conforme explicou, faz parte de uma estratégia nacional para reduzir o tempo de espera e melhorar o atendimento aos segurados.

“Hoje a gente tem menos processos no nosso estoque do que entra mensalmente e tem uma capacidade de análise muito maior”, afirmou Ana Cristina.

Os dados apresentados durante a visita indicam a continuidade de um movimento de redução da fila em Mato Grosso do Sul. Conforme levantamento publicado pelo Correio do Estado em agosto, com base nos boletins estatísticos do INSS, o Estado encerrou junho com 23.924 requerimentos pendentes, após registrar 44.926 solicitações em fevereiro, maior volume daquele período.

Na ocasião, a redução acumulada no primeiro semestre chegou a 45,1%, considerando o estoque de 43.569 pedidos registrado em janeiro.

O número de 16 mil informado nesta terça-feira representa um estoque inferior ao observado em junho. Entretanto, a presidente não detalhou o período de referência nem os critérios de contabilização dos requerimentos, o que impede estabelecer uma comparação percentual direta com os boletins anteriores.

Durante a agenda na agência localizada na Rua 26 de Agosto, no Centro da Capital, Ana Cristina explicou que o INSS também conseguiu ampliar a capacidade de análise em âmbito nacional, atualmente estimada em 1,6 milhão de processos mensais.

Em julho, o instituto recebeu 1,43 milhão de requerimentos, enquanto a média de novas solicitações ultrapassa 1,3 milhão por mês. Segundo ela, o estoque nacional está em aproximadamente 1,2 milhão de processos.

A presidente afirmou ainda que o tempo médio de decisão dos benefícios, que anteriormente chegou a 180 dias, está abaixo de 30 dias.

“Nós saímos de um tempo médio de decisão de 180 dias e agora a gente está com menos de 30 dias. Então hoje a gente tem um controle total do nosso estoque, saindo de uma gestão de fila, de números, para uma gestão de atendimento”, declarou.

Além da análise administrativa, o tempo de espera pelas perícias médicas foi um dos assuntos abordados durante a visita. Segundo Ana Cristina, o prazo para realização dos exames chegou a ultrapassar 100 dias, mas atualmente está abaixo de 20 dias na maioria dos estados brasileiros, alcançando seis ou sete dias em algumas localidades.

Apesar dos avanços, a presidente reconheceu que determinados processos mais complexos ainda não são concluídos dentro do prazo considerado razoável de 45 dias.

De acordo com os números apresentados, mais de 300 mil atendimentos foram realizados em mutirões até 30 de agosto deste ano. Em todo o ano passado, foram 170 mil.

Ana Cristina também afirmou que o programa de gerenciamento de benefícios, que prevê pagamento de bônus por análises adicionais, contribuiu para ampliar o atendimento a mais de 2 milhões de pessoas.

Outro ponto abordado foi a procura por benefícios por incapacidade, destinados a trabalhadores que precisam se afastar das atividades profissionais por problemas de saúde.

Segundo a presidente, essa modalidade está entre as que concentram maior número de requerimentos. Ela relacionou o adoecimento dos trabalhadores, entre outros fatores, à necessidade de manter mais de uma atividade profissional e à intensificação das jornadas de trabalho.

Ana Cristina avaliou que o avanço das plataformas digitais e das redes sociais ampliou as possibilidades de obtenção de renda, mas também pode contribuir para a sobrecarga dos trabalhadores.

“Isso sempre existiu, agora potencializa porque a parte das redes possibilita que a pessoa tenha outras atividades, facilita isso, só que também faz com que a pessoa trabalhe mais e acaba adoecendo mais”, afirmou.

A presidente explicou que, nos casos em que o segurado possui mais de um vínculo contributivo, as remunerações podem ser consideradas no cálculo dos benefícios, conforme as regras previdenciárias.

Mulheres vítimas de violência

Durante a entrevista, Ana Cristina também destacou uma nova regulamentação previdenciária voltada às mulheres vítimas de violência doméstica.

Segundo ela, uma portaria assinada na sexta-feira anterior à visita trata da proteção financeira de seguradas que precisam se afastar do trabalho por determinação judicial em decorrência da violência sofrida.

A presidente explicou que a medida está relacionada à previsão de afastamento do trabalho estabelecida pela Lei Maria da Penha e busca garantir condições financeiras para que a vítima consiga se afastar do agressor.

Conforme as informações apresentadas, a proteção poderá durar até seis meses e dependerá do enquadramento da mulher nas regras previdenciárias, além da determinação judicial de afastamento.

“A Lei Maria da Penha já previa a medida cautelar de afastamento do trabalho, mas não tinha nada que assegurasse essa mulher a sair desse ciclo de violência, porque ela poderia ser afastada, mas ia sobreviver de quê?”, questionou.

Ana Cristina afirmou que a regulamentação pretende proporcionar segurança financeira às vítimas durante o afastamento, permitindo que reorganizem suas vidas longe do ambiente de violência.

A visita à agência de Campo Grande integra a agenda de acompanhamento das unidades do INSS. Segundo a presidente, o objetivo é conhecer as condições de atendimento, ouvir servidores e segurados e identificar dificuldades que ainda precisam ser solucionadas.
 

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