Cidades

SAÚDE

Prefeitura busca novo parceiro para reduzir dependência da Santa Casa

Campo Grande pretende recorrer a parceria público-privada para construir hospital, ao custo de cerca de R$ 200 milhões, que terá atendimento pelo SUS, mas empresa privada receberá por consultas

Continue lendo...

A Prefeitura de Campo Grande ontem anunciou que pretende iniciar neste ano a construção de um hospital municipal com 250 leitos de capacidade. A ideia é que o prédio seja construído por meio de uma parceria público-privada (PPP) e que a empresa responsável receba por meio de contratualização quando o local estiver em funcionamento.

A medida aumenta o número de vagas de alta complexidade e reduziria a dependência de outros hospitais públicos, como a Santa Casa de Campo Grande, que continuará como o maior centro médico de Mato Grosso do Sul.

De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Sandro Benites, ele e a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), estiveram em algumas capitais do País onde existe esse modelo para avaliar essa possibilidade.

“A gente pesquisou em outros lugares, eu estive na Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro e de Curitiba, e a prefeita esteve em Salvador. E a gente estudou se é viável para Campo Grande essa parceria, e ela se mostrou muito mais rápida e muito mais eficiente”, disse Benites ao Correio do Estado.

No caso de Salvador (BA), o Hospital do Subúrbio (HS) foi a primeira PPP na área da saúde pública no Brasil. O local foi inaugurado em 2010. Quem construiu a unidade foi o Estado, e o consórcio que administra o hospital, formado pelas empresas Promédica (baiana) e Dalkia (francesa), atual Vivante, aparelhou, equipou e mobiliou o local.

“As PPPs têm sido um modelo de gestão no País, nós pesquisamos em outros estados e capitais onde já deram certo, como Salvador, que é referência nacional e já tem seu hospital nessa mesma parceria. E aí nós buscamos o nosso conceito, o que atenderia à demanda de Campo Grande”, declarou a prefeita.

No caso da capital sul-mato-grossense, a ideia é que essa empresa que for selecionada, por meio de edital público de manifestação de interesse, faça a construção do local, além que equipá-lo, contratar pessoal e administrar a unidade.

Conforme Benites, essa forma de parceria traria uma agilidade maior para que a obra saia finalmente do papel.

“Teve uma licitação nossa para construir uma unidade de saúde, que era para ser entregue em dezembro de 2012 e foi entregue em dezembro de 2022. Com a parceria privada fica muito mais interessante, muito mais rápido, por isso eu me arrisco a falar 12 meses, porque as empresas já fizeram isso nas outras capitais e deu certo em 12 meses”, alega o secretário.

O nome da empresa, no entanto, ainda não foi definido, garante Benites, porém, segundo informações do Correio do Estado, já há conversas adiantadas com alguns grupos que fizeram parcerias parecidas em outras capitais.

“Há quanto tempo a gente não houve falar disso, as pessoas ficam às vezes horas esperando dentro da UPA, dias esperando por uma vaga na Santa Casa e no Regional, só que agora não, nós vamos fazer uma coisa rápida e nós vamos desafogar a Santa Casa e os outros hospitais contratualizados”, disse o secretário de Saúde.

A ideia de implantar um hospital municipal na Capital já existe há mais de 10 anos e nunca saiu do papel por esbarrar na falta de recursos para sua construção.

“A gente procurou outros hospitais até mesmo para a gente comprar, mas ficou inviável, o mais barato para a população [será a PPP]. O Hospital da Criança, por exemplo, que está à venda, não suporta, ele tem menos de 50 leitos, a gente precisa de um hospital com no mínimo 250 leitos, com capacidade para aumentar para até 500 leitos. O El Kadri pediu R$ 400 milhões, então é mais barato e rápido a gente construir”, explica o titular da Sesau.

O projeto, de acordo com a prefeita de Campo Grande, é estudado desde o ano passado pela Secretaria Municipal de Saúde. 

O próximo passo deverá ser a divulgação do terreno onde o hospital deverá ser construído. Benites alega que há três áreas em estudo e que ainda neste mês o endereço do novo hospital será definido.

“A gente precisa de uma região de fácil acesso à população e uma saída de ambulância. Nós vamos ter um heliponto também, para fazer uma evacuação mais rápida, já que a gente firmou parceria com a Polícia Rodoviária Federal [PRF] e vai ter um helicóptero à disposição do Samu. Tem dee ser uma área de, no mínimo, 10 mil metros quadrados até 20 mil m² e próximo à região central”, disse.

O secretário de Saúde não quis adiantar quais seriam os locais em estudo, porém, na gestão passada já havia um terreno reservado, localizado na saída para Três Lagoas, em uma das entradas do Parque dos Poderes, mas não há confirmação de que esta área segue entre as estudadas pela atual administração.

Sandro Benites ainda acrescentou que, assim que for definido o local, será publicado o chamamento público para que empresas interessadas na construção e no gerenciamento da unidade se cadastrem. Depois de escolhido o parceiro, as obras devem ter início. “Este ano começa a construção”.

Conforme a ideia divulgada pela prefeitura, a proposta é de que o hospital tenha 250 leitos, 25 salas de diagnóstico, 10 salas no centro cirúrgico e capacidade para atender até 1.500 pessoas por mês.

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

Continue Lendo...

A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

Continue Lendo...

Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).