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Prefeitura da Capital revoga decreto que privilegiava financeira

Norma restringia acesso de servidores a empréstimos consignados tradicionais, que têm juros de até 1,72%, e permitia empréstimos com juros de até 4,5%

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Alvo de uma série de reportagens do Correio do Estado por conta das reclamações e até questionamento judicial, o decreto que instituiu os cartões consignados e restringiu o acesso aos empréstimos consignados tradicionais na prefeitura de Campo Grande foi revogado nesta segunda-feira (19), conforme publicação do diário oficial do município, o Diogrande. 

E, além de revogar o decreto 15.908, de 19 de abril de 2024, a publicação desta segunda-feira “ressuscitou” as normas anteriores relativas a empréstimos consignados.  A principal diferença entre  o cartão de crédito consignado e o empréstimo tradicional é a taxa de juros.

Enquanto que nos consignados tradicionais a taxa é de até 1,72%,  o novo empréstimo oferecido pela financeira permitia até 4,5% ao mês. Por enquanto, somente o banco Master estava operando, mas outras três financeiras estavam autorizadas e há mais de um mês esperavam a liberação definitiva para que pudessem oferecer os cartões consignados. 

O decreto chegou a ser alvo de questionamento administrativo feito por doze sindicatos e associações que representam servidores da prefeitura de Campo Grande. Em seu pedido, o Fórum dos Representantes dos Servidores, Sindicatos, Associações e Entidades de Campo Grande (FORSSA) questionou exatamente esta alta taxa de juros. 

O decreto tem “inexorável predileção para que seja mantida a margem do cartão consignado de benefício (que pode operar com cobrança de juros de até 4,5%) em detrimento da margem para operações de empréstimo que tem juros de mercado com percentual médio de mercado na casa de 1,7%”, diz o texto que cobrava a revisão do decreto.

Esta suposta predileção foi dada ao banco Master, que em começo de julho passou a oferecer os cartões consignados por meio da empresa Credcesta, que também oferece os cartões a servidores estaduais desde  ano passado. E, por conta de chamadas “pegadinhas”, a empresa já está sendo alvo de pelo menos 25 ações judiciais no Estado. 

Além desse requerimento, segundo o advogado Márcio Almeida, que representa boa parte das 12 entidades que exigem a revisão do decreto, a polêmica também chegou à Justiça e o Ministério Público já havia se manifestado pela ilegalidade do decreto, já que ele proibia que associações de servidores pudessem fazer convênios sobre descontos consignados. 

Mas, o que pesou mesmo para que o decreto fosse revogado, acredita Márcio Almeida, é que o Bradesco, que pagou R$ 100,2 milhões pela exclusividade da folha de pagamento dos servidores, e outras financeiras começaram a questionar a legalidade da prioridade que estava sendo dada ao banco Master. 

APLICAÇÃO DE RISCO

Além de estar operando com exclusividade, outro indício de favorecimento do Master, um banco virtual, é o fato de o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCCG) ter aplicado pelo menos R$ 3,7 milhões na instituição, que paga juros de 0,87% e cobra 4,5% ao mês. A curiosidade é que o dinheiro do IMPCG é dos próprios servidores. 

A aplicação foi feita à revelia dos representantes dos servidores no conselho deliberativo do Instituto. Os servidores defendiam que as aplicações deveriam ser feitas em bancos públicos ou em instituições bancárias mais consolidadas, onde o fisco falência é menor. 

Agora, apesar da revogação do decreto, o dinheiro do Instituto deve continuar no Master, acredita o advogado Márcio Almeira. “A revogação do decreto de abril publicada hoje não tem qualquer relação com aquelas aplicações. Mas os servidores estão se mobilizando para tentar reverter aquela aplicação. O risco de perder aquele dinheiro todo é muito grande”, afirma Márcio Almeida sem dar mais detalhes sobre estas mobilizações. 
 

MATO GROSSO DO SUL

Com alta de 39% jogos escolares custarão R$ 8,4 milhões em MS

Valor previsto em novo edital publicado no Diário Oficial é R$ 2,3 milhões superior ao do ano passado; recursos vão custear etapas estaduais e participação em competições nacionais

18/02/2026 12h11

A entidade escolhida ficará responsável pela organização e execução das competições

A entidade escolhida ficará responsável pela organização e execução das competições Divulgação

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O Governo de Mato Grosso do Sul prevê investir até R$ 8.399.260,80 na realização dos Jogos Escolares da Juventude em 2026. O valor representa aumento de aproximadamente 39% em relação ao montante autorizado no ano passado, que foi de R$ 6.069.324,35, diferença de cerca de R$ 2,33 milhões.

O recurso será repassado por meio de termo de colaboração firmado com uma Organização da Sociedade Civil (OSC) selecionada por chamamento público. A entidade escolhida ficará responsável pela organização e execução das competições.

O edital é conduzido pela Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), que coordena as etapas estaduais e a formação das delegações que representam o Estado nas disputas nacionais.

As competições contemplam estudantes de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos, com modalidades individuais e coletivas como futsal, voleibol, handebol, basquetebol, atletismo, natação, ginástica artística, judô e wrestling, entre outras previstas no regulamento técnico.

Os Jogos são realizados em etapas regionais e estaduais, envolvendo os 79 municípios sul-mato-grossenses. A seletiva define os campeões e os atletas que atingem índice técnico para compor a delegação estadual nas fases nacionais, incluindo os Jogos Escolares Brasileiros (JEBs).

De acordo com o edital, o objetivo é promover a integração entre estudantes das redes pública e privada, estimular o intercâmbio esportivo e identificar novos talentos. A iniciativa integra o Programa Transformação pelo Esporte e Lazer, dentro da política estadual de incentivo ao esporte de formação.

O que será custeado

O valor global estimado cobre despesas com organização das etapas regionais e estaduais, arbitragem e coordenação técnica, alimentação e hospedagem de atletas, transporte das delegações, aquisição de materiais esportivos, premiação e participação em competições nacionais.

Os recursos estão vinculados ao Fundo de Investimentos Esportivos (FIE-MS), dentro do orçamento destinado ao esporte e lazer no Estado.

Seleção da entidade

As propostas devem ser apresentadas dentro do prazo estabelecido no edital, mediante envio de plano de trabalho, documentação institucional e comprovação de regularidade fiscal e jurídica.

Após o encerramento das inscrições, os projetos passam por análise técnica e jurídica. A entidade melhor classificada firmará termo de colaboração com o Estado e terá prazo de até 12 meses para execução das atividades.

Com o novo orçamento, o Estado amplia o investimento no esporte escolar, considerado porta de entrada para o alto rendimento e ferramenta de inclusão social entre adolescentes da rede de ensino.

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RIO VERDE DE MT (MS)

Homem reage a abordagem e acaba morto pelo Choque no interior

"Zaroio", de 48 anos, tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e indícios de vínculo com organização criminosa

18/02/2026 11h40

Viaturas em confronto em Rio Verde (MS)

Viaturas em confronto em Rio Verde (MS) Foto: Rio Verde News

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Homem, de 48 anos, popularmente conhecido como "Zaroio", morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque), na manhã desta quarta-feira de Cinzas (18), em Rio Verde de Mato Grosso, município localizado a 203 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, os militares deram voz de abordagem ao indivíduo, mas, ele desobedeceu e disparou contra os policiais. Em seguida, os policiais revidaram, balearam e desarmaram o rapaz.

Ele foi socorrido pelos militares e encaminhado a unidade hospitalar do município, mas, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Em nota enviada à imprensa, o Choque não detalhou a dinâmica do confronto, ocasião, local e crime cometido momentos antes da abordagem. Coletiva de imprensa está marcada para as 15h30min desta quarta-feira (18) para detalhar o confronto.

Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local dos fatos para preservar o local, recolher os indícios do confronto e realizar a perícia.

"A ocorrência foi formalmente registrada, sendo adotadas todas as providências legais e administrativas pertinentes, incluindo a preservação do local dos fatos, acionamento da perícia técnica, apreensão dos instrumentos relacionados ao evento e comunicação às autoridades competentes, em observância aos protocolos institucionais", informou o Batalhão de Choque por meio de nota.

"Zaroio" tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e indícios de vínculo com organização criminosa.

ESTATÍSTICA

Ao todo, 15 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 18 de fevereiro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Em 2025, foram 68 mortes. Desse número, 10 óbitos ocorreram em janeiro, 8 em fevereiro, 2 em março, 10 em abril, 4 em maio, 9 em junho, 4 em julho, 7 em agosto, 4 em setembro, 5 em outubro, 5 em novembro e 1 em dezembro.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança governamentais e grupos armados ocorrem em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

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