A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), anunciou na manhã desta sexta-feira (23) um pacote de obras de pavimentação e infraestrutura que prevê a aplicação de R$ 544 milhões para levar asfalto e drenagem a 40 bairros da Capital. As intervenções devem começar em 2026 e contemplar as sete regiões da cidade.
Segundo a prefeita, o investimento representa uma retomada dos avanços em infraestrutura urbana após mais de uma década sem grandes obras deste modelo.
“São 40 frentes de pavimentação em uma cidade que ficou muito tempo sem avançar nessa área. O asfalto muda a vida das pessoas, valoriza os imóveis e traz dignidade para quem vive nesses bairros”, afirmou.
Na primeira fase do pacote, o volume de recursos deve ultrapassar os R$ 140 milhões. As licitações, que estão em fase de preparação, devem contemplar inicialmente 28 bairros, entre eles Vila Nossa Senhora Aparecida, Bosque da Saúde, Jardim Noroeste, Vilas Boas, Jardim Auxiliadora, Nova Tiradentes, Jardim Vitória, Anhembi, Jardim Itamaracá, Moreninha III e IV, Jardim Los Angeles, Aero Rancho, Jardim das Nações, Guanandi II, Coophavila II, São Conrado, Tijuca, Parque dos Girassóis e Residencial Flores.
Além da pavimentação, os projetos incluem drenagem urbana e interligação viária, com destaque para a conexão entre bairros da região do Grande Paraty, Jardim das Nações e Piratininga. A proposta é melhorar o fluxo de veículos e reduzir a sobrecarga em algumas vias, como a Rua da Divisão.
Junto ao novo pacote de asfalto, a prefeitura mantém os serviços de tapa-buracos e inicia uma nova etapa de recapeamento viário, com a previsão de recuperar mais de 40 quilômetros de ruas ainda este ano. O foco são vias com pavimento antigo, que já não suportam mais intervenções pontuais.
Contrato de R$ 11 milhões
Conforme matéria publicada pelo Correio do Estado, no Diário Oficial de Campo Grande da última segunda-feira (19), foi publicado dois extratos de contratos que somam quase R$ 12 milhões para obras de recomposição do asfalto, firmados com a Empresa Construtora Rial e a RR Barros Serviços e Construções, frutos de editais que datam de 2022
Conforme os extratos, ambos os contratos são fruto do mesmo processo licitatório (n°005) de 2022, e agora prevêem o prazo de 365 dias consecutivos, ou seja, o período de um ano, para que os respectivos serviços para os quais as empresas foram contratadas sejam executados.
Os valores, conforme o extrato, ficam divididos da seguinte forma:
- R$ 6.979.892,07 - Construtora Rial Ltda.
- R$ 4.832.984,29 - RR Barros Serviços e Construções Ltda.
Ainda cabe destacar, conforme consta no edital de 2022, essa concorrência em questão era dividida em sete lotes, com a Rial vencendo os de número 01, 04 e 07, enquanto a RR Barros saindo vencedora do 03 e 06, com as planilhas orçamentárias prevendo até R$ 51.844.670,55 para tirar os serviços do papel.
Além disso, como bem acompanha o Correio do Estado, a Rial está entre as empresas para com as quais o Executivo possui dívidas, listada como "a receber" mais de R$ 4,4 milhões dos R$ 54.883.275,45 dos passivos relacionados no Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) aderido pela Prefeitura.
Para além das regiões do Bandeira e Lagoa, os lotes e quase R$ 52 milhões previam ainda a contratação de empresa para composição de capa asfáltica e da estrutura do pavimento, nas seguintes localidades:
- Anhanduizinho - R$ 10.495.591,78
- Centro - R$ 8.326.084,40
- Imbirussu - R$ 5.512.303,74
- Prosa - R$ 8.914.890,55
- Segredo - R$ 4.370.531,74
Inicialmente prevista para 16 de maio de 2022, conforme previsão da abertura original, o processo licitatório só foi retomado e teve suas propostas abertas a partir de 10 junho do período em questão, há quase quatro anos.
Em outras palavras, apenas os dois contratos que têm assinatura celebrada no último dia 05, mais de três anos após o resultado da licitação, somam R$ 11.812.876,36.
De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISSEP) de Campo Grande, "a empresa Arnaldo Santiago, que executava o tapa-buracos nessas duas regiões urbanas rescindiu o contrato e foram chamadas as duas segundas colocadas na licitação".
Ainda segundo o órgão, "o valor é o orçamento estimado, as empresas recebem à medida que executam os serviços e após as medições serem aprovadas. Ou seja, pode ser que até o final só ano nem seja gasto todo o valor que consta no contrato".

