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CAMPO GRANDE

Prefeitura vai conceder quinquênio, títulos e mudança de letra aos professores

Professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande vão receber pagamento do quinquênio em dezembro, títulos em novembro e mudança de letra em setembro

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Acordo celebrado entre o Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) e Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) vai conceder direitos trabalhistas do magistério que são cobrados há anos pela categoria.

Há anos, professores cobram por melhorias salariais, reajuste e pagamento do quinquênio, títulos, mudança de letra.

A ACP pontuou as reivindicações e a Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), acatou os pedidos da categoria, celebrou o acordo e assinou o termo de cooperação na manhã desta segunda-feira (13), na sede do sindicato, localizado na rua Sete de Setembro, número 693, Centro, em Campo Grande.

Os direitos reivindicados e que serão concedidos à classe são:

  • Promoção Horizontal (mudança de letra) – na carreira do magistério, o tempo de serviço na rede é representado por letras, indo da letra A (início da carreira) até a letra J (final da carreira). A cada três anos de serviço ocorre a mudança de letra. O direito foi suspenso pelos decretos de número 12.528/2015 e 12.595/2015. O benefício voltará a ser pago em setembro de 2024. De acordo com a Semed, 2.789 professores efetivados serão beneficiados em setembro.
  • Promoção Vertical (títulos) – é a movimentação do profissional de educação de um nível para outro superior, como a graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado. O direito foi suspenso pelos decretos de número 12.528/2015 e 12.595/2015. Os servidores serão beneficiados com o aumento em novembro.
  • Adicional por tempo de serviço (quinquênio) – é um Adicional por Tempo de Serviço (ATS) no valor de 5% do salário do colaborador que é incorporado ao seu pagamento mensal após um período de cinco anos. O direito foi suspenso pelos decretos de número 12.528/2015 e 12.595/2015. De acordo com a Semed, 3.126 professores efetivados serão beneficiados em dezembro. O benefício voltará a ser pago em dezembro de 2024.
  • Revitalização das escolas municipais e melhorias no material pedagógico – ares-condicionados serão instalados nas salas de aula a partir de 1º de junho de 2024 e a expectativa é que todas as escolas estejam com ar-condicionado até o fim do ano
  • Eleições para diretores de Escola Municipal de Educação Infantil (EMEIs)

Questionada pelo Correio do Estado se a prefeitura tem dinheiro em caixa para arcar com o pagamento dos benefícios, a prefeita disse que educação é prioridade e que faz a gestão financeira do recurso.

"Quando nós assumimos a gestão, nós começamos a colocar o dinheiro da educação. Destinado para a educação, de onde nós estamos avançando muito nessa pauta porque na nossa gestão a educação é prioridade. Desde o primeiro dia quando eu assumi, eu estive lá na Semed, com os professores e os profissionais, eu disse que educação seria prioridade, começando com a gestão do recurso. Fizemos a gestão, avançamos na pauta financeira com o recurso da educação, na educação e tudo o que está sendo feito são avançados planejados nesse tempo".

A ACP também reivindicou pelo chamamento de mais 500 candidatos do Concurso Público para Professor da Rede Municipal de Ensino (Reme), mas, a chefe do executivo municipal disse que, por ora, só consegue chamar os 323 já previstos no edital.

“Nós vamos chamar de pronto as 323 vagas puras e depois com a possibilidade de avançar, após entrega das salas e o término das obras das EMEIs que estavam paralisadas”, explicou Adriane.

Desde 2022, professores cobram pelo pagamento do quinquênio, títulos, mudança de letra e reajuste salarial.

O salário foi reajustado em 10,39% no ano passado, sendo 4% em fevereiro de 2023 e 6,39% em junho de 2023. Mas, o quinquênio, título e mudança de letra haviam sido deixados para trás mais uma vez. No fim de 2022, a categoria entrou em greve reivindicando por reajuste salarial. 

Por fim, a prefeita ressaltou que, a partir desta segunda-feira (13), os profissionais do magistério têm a garantia de que receberão seus direitos trabalhistas, após longas discussões, debates e lutas da categoria.

"Eram cinco pedidos e hoje nós estamos cumprindo as cinco demandas na construção da ACP com a gestão, atendendo a carreira que já estava paralisada há alguns anos e a gente vai continuar dando segmento na validação, na valorização dos profissionais da educação. Foi um longo prazo de discussões com a ACP, uma construção demorada, mas que hoje nós estamos colhendo os frutos de um trabalho sério e responsável. Hoje nós damos essa notícia para todos os profissionais da educação numa valorização que não acontece há muitos anos. É um momento histórico para a educação na Capital", disse a prefeita.

Marcaram presença no evento a prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP), secretária de Finanças, Márcia Hokama, secretário de Educação, Lucas Bitencourt, presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, vereador Valdir Gomes (PP), vereador Prof. Riverton (PP) e centenas de professores.

A Rede Municipal de Ensino (Reme) tem 205 escolas, 111 mil alunos e 5.974 professores efetivos, além disso, contempla estudantes da Educação Infantil até o 9º ano do Ensino Fundamental.

crise

Ao contrário de vizinho, arrecadação de MS segue encolhendo

Em Mato Grosso, a receita estadual cresceu 19,7% nos dois primeiros meses do ano. Em MS, ela encolheu 1,3% na comparação com igual período de 2025

30/05/2026 13h01

Apesar do aumento contínuo da frota de veículos, a arrecadação de IPVA no começo do ano foi menor ao do ano passado em MS

Apesar do aumento contínuo da frota de veículos, a arrecadação de IPVA no começo do ano foi menor ao do ano passado em MS

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Em direção contrária à arrecadação federal e de Mato Grosso, que no primeiro bimestre cresceram 19,7% e 8,8%, respectivamente, a receita estadual de Mato Grosso do Sul encolheu 1,3% nos primeiros dois meses de 2026 na comparação com igual período do ano passado. 

Dados disponíveis no site do Ministério da Fazenda revelam que nos dois primeiros meses do ano passado a arrecadação de impostos em Mato Grosso do Sul somou R$ 3,782 bilhões. No mesmo período do ano passado, o montante foi R$ 49 milhões maior e somou R$ 3,782 bilhões.  Se for contabilizada a inflação do período, a queda real é de quase 6,5%. 

Os dados relativos aos dois primeiros meses de Goiás não estão disponíveis no site do Ministério da Fazenda. Porém, Mato Grosso já disponibilizou as informações e mostra que naquele Estado a receita total saltou de R$ 4,478 bilhões para R$ 5,360 bilhões, o que representa aumento de 19,7%.

No caso de Mato Grosso do Sul, as duas principais fontes de receita no começo do ano encolheram. O ICMS, que no ano passado rendeu R$ 2,848 bilhões, caiu para R$ 2,835 milhões, o que representa recuo de quase 0,5%. Uma das explicações é a queda na importação de gás boliviano, que é da ordem de R$ 25 milhões por mês. 

Quando o assunto é IPVA, a retração é maior, de 7%. No ano passado entraram R$ 673,8 milhões nos cofres estaduais. Neste ano, o valor recuou paraR$ 626,8 milhões. A explicação é a queda no número de veículos sobre os quais incide o imposto, apesar de anualmente serem emplacados em torno de 60 mil veículos no Estado. 

No começo deste ano foram 867.755. Cinco anos antes, em  2021, haviam sido lançados 1,121 milhão de cobranças. De lá para cá, a redução do número de veículos sobre os quais incide o imposto chega 22,6%. 

A explicação para a queda significativa é que a partir de 2022 não incide mais imposto sobre veículos com mais de 15 anos de fabricação. Até então, a isenção era para veículos com mais de 20 anos. Os dados relativos a março e abril ainda não foram disponibilizados no site do ministério da Fazenda. 

No começo de 2022, por exemplo, foram 924.056 boletos de cobrança. No ano seguinte, no começo de 2023, o volume recuou para 909.785. Depois, no começo de 2024, a administração estadual informou ter emitido 898.515. No começo de 2025, a quantidade recuou para 872,9 mil e em 2026 foram 867.755, conforme dados oficiais informados pela Sefaz. 

Porém, a tendência é de que o arrecadação na terceira, quarta e quinta parcela seja maior que no ano anterior, já que a administração estadual passou a exigir o pagamento à vista no começo do mês. Nos anos anteriores, o prazo para pagamento com direito a desconto se estendia até o fim de janeiro.

Por conta disso, o número de pagamento à vista foi menor. Em fevereiro do ano passado o imposto rendeu R$ 89 milhões. Em igual mês de 2026 foram R$ 10 milhões a mais. 

O recuo na arrecadação de impostos não é de agora. No começo do ano passado já ocorreu fenômeno semelhante. E, por conta disso, em agosto do ano passado a administração estadual anunciou corte generalizado de gastos e previa economizar entre R$ 500 e R$ 800 milhões somente no ano passado. 


 

CAMPO GRANDE

Promotor é denunciado ao CNMP por agredir réu dentro do Fórum

Caso ocorreu em fevereiro no Fórum de Campo Grande e é investigado nas esferas administrativa e criminal

30/05/2026 12h30

Imagens registradas durante audiência de custódia mostram momento em que promotor deixa a sala e agride custodiado no Fórum de Campo Grande.

Imagens registradas durante audiência de custódia mostram momento em que promotor deixa a sala e agride custodiado no Fórum de Campo Grande. Reprodução

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Um promotor de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) é alvo de procedimentos de apuração após agredir verbal e fisicamente um homem preso por violência doméstica durante uma audiência de custódia realizada no Fórum de Campo Grande.

O episódio ocorreu em 3 de fevereiro deste ano e veio a público após a divulgação de imagens que registram parte da confusão dentro da sala de audiência.

O custodiado, identificado como Paulo Ricardo Oliveira de Morais, havia sido preso em flagrante por agressão e ameaças contra a esposa. Na audiência estavam presentes a juíza Tatiana Decarli, o defensor público Nilson da Silva Geraldo e o promotor de Justiça Izonildo Gonçalves de Assunção Júnior.

Segundo as imagens divulgadas, durante a leitura das acusações o promotor se irrita após ser interrompido pelo preso e faz uma repreensão. Ao término da audiência, a magistrada converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

Veja o vídeo abaixo do portal G1 MS: 

Minutos depois, já durante a saída do custodiado da sala, ocorreu o episódio que passou a ser investigado. As gravações mostram o promotor deixando seu lugar e partindo em direção ao preso, que estava acompanhado por um policial penal.

Em relato escrito à mão posteriormente, Paulo Ricardo afirmou ter sido agredido com socos e enforcamento. Ele também alegou ter sofrido ameaças para não realizar exame de corpo de delito após ser encaminhado para a viatura.

A defesa do custodiado, assumida pelas advogadas Gabrielly Dias Petersen e Bianca do Carmo Rezende exclusivamente em relação ao episódio ocorrido durante a audiência, apresentou representações ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

As advogadas informaram que aguardam a conclusão das apurações pelos órgãos competentes e que, até o momento, não receberam retorno do Ministério Público sobre o andamento das medidas adotadas.

Na decisão que manteve a prisão preventiva de Paulo Ricardo, a juíza registrou que, conforme relato do policial penal responsável pela escolta, o custodiado teria feito ameaças de morte ao promotor após o encerramento da audiência.

A magistrada destacou, contudo, que eventuais infrações ocorridas após o término da sessão deveriam ser apuradas em procedimento próprio, sem relação direta com o auto de prisão em flagrante analisado naquele momento. 

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