Prometida há três anos, a entrega das obras do Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu (antiga rodoviária) foi novamente adiada pela Prefeitura de Campo Grande, que deve terminar o serviço somente em junho deste ano.
A prorrogação do prazo foi oficializada em Diário Oficial na tarde desta quinta-feira (22), e contempla o oitavo termo aditivo de contrato entre a administração municipal e a NXS Engenharia, executora da obra que possuía entrega prevista para junho de 2023.
Com ordem de serviço assinada no dia 15 de junho de 2022, a reforma deveria ser entregue em junho do ano seguinte, em celebração aos 124 anos da Capital, comemorados em agosto. De lá para cá, o contrato sofreu uma série de prorrogações, seja de prazo de entrega, seja financeiro.
Após o primeiro adiamento, as obras que terminariam após um ano de contrato foram prorrogadas para fevereiro de 2024 e posteriormente para dezembro do mesmo ano. Em outras duas oportunidades, a entrega das "chaves" foi adiada para julho de 2025 e posteriormente para dezembro último.
Além disso, conforme o Portal da Transparência, o contrato já sofreu acréscimo de R$ 7.559.056,51, com valor global saltando de R$ 16.598.808,77 no início das obras, para R$ 24.157.865,28, aumento de 45% no período. Do total, a prefeitura ja pagou R$ 12,4 milhões à empresa.
Cabe destacar que em visita técnica às obras no fim do ano passado, o chefe da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) Marcelo Miglioli disse que a entrega deveria ser novamente adiada, o que se confirmou nesta quinta-feira.
Na ocasião, o secretário afirmou que a obra estava dentro de um "ritmo normal" com cerca de 75% da parte física concluída, mas que não seria possível entregar dentro do prazo previsto. Desta vez, o principal problema, segundo Miglioli, seria a parte da instalação do sistema de ar-condicionado, não terminada dentro do previsto.
Longa espera
Localizado no bairro Amambaí na Cidade Morena, o Terminal Heitor Laburu foi desativado ainda em 2009, com a requalificação da famosa "rodoviária antiga".
A partir de 2021, a prefeitura fez a requalificação das vias do entorno, de modo que as ruas Joaquim Nabuco, Vasconcelos Fernandes, Barão do Rio Branco e Dom Aquino foram interligadas às principais vias da cidade, compreendendo um espaço de aproximadamente 80 quadras.
O projeto de reforma do prédio só foi efetivamente licitado em 2022, com a reforma acelerada por causa dos constantes problemas na região em função do aumento do número de pessoas em situação de rua.
Em 1º de agosto de 2023 a Sisep sinalizou a retomada das obras e de lá para cá, até mesmo o Governo do Estado entrou na história, em outubro do ano passado, com a liberação de R$ 3,5 milhões para destravar as reformas.
O projeto prevê a revitalização de 11,9 mil metros quadrados de área pública, dividida entre o prédio da antiga rodoviária, área onde ficava o terminal de ônibus do transporte coletivo, e o quadrilátero de calçadas que compreende as ruas Joaquim Nabuco, Dom Aquino, Vasconcelos Fernandes e Barão do Rio Branco.
Por ser particular, o edifício vizinho onde funcionavam as lojas ficou de fora desta obra de revitalização, sendo um total de 264 salas pertencentes a 164 proprietários, com apenas 15 em funcionamento e outras 30 em reforma.
Futura sede da Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat) e de posto da Guarda Civil Metropolitana (GCM), a revitalização compreende as plataformas de embarque e desembarque (térreo) e onde eram vendidos os tíquetes para viagens (piso superior).
*Colaborou Leo Ribeiro

