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DESMANTELADA

Presa mulher que seria mentora de facção criminosa em Nova Andradina

Presa mulher que seria mentora de facção criminosa em Nova Andradina

NOVA NEWS

22/01/2012 - 09h15
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Uma mulher de 31 anos está entre as pessoas presas pela Polícia Civil de Nova Andradina em uma operação desencadeada na manhã deste sábado (21). Ela é suspeita de ser a mentora de uma facção criminosa apontada como autora de diversos roubos ocorridos recentemente no município, incluindo um sequestro.

A operação foi realizada em conjunto com a Delegacia Especializada em Repressão de Roubos e Furtos (Derf), de Campo Grande, e apreendeu várias pessoas que vinham sendo acompanhadas pelo Serviço de Investigações Gerais (SIG), da Polícia Civil de Nova Andradina. Entre os suspeitos detidos neste sábado, uma mulher e três homens permanecem presos na Cadeia Pública.

Em nota, o delegado André Luiz Novelli Lopes afirma que a mulher é apontada como uma das mentoras de uma facção criminosa que atuava em Nova Andradina e contava com ramificações no distrito de Nova Casa Verde e na fronteira com o Paraguai.

Vítima de sequestro
De acordo com o delegado, uma vítima da organização havia procurado a Polícia para pedir proteção, logo após ser sequestrada e ter permanecido sob cárcere privado na casa de um dos três homens presos neste sábado.

"O grupo queria explicações sobre o paradeiro de um desafeto da facção criminosa, a qual está jurada de morte. Nessa oportunidade, a mulher de 31 anos se apresentou à vítima como uma das lideranças da organização criminosa na cidade e ameaçou de morte a vítima, caso abrisse o bico", diz Novelli em trecho da nota.

Prisões

A ação que culminou com a prisão da suposta mentora da quadrilha aconteceu nas primeiras horas do sábado, na casa da mulher. Simultaneamente, um dos possíveis membros do grupo foi detido pela Polícia Civil e integrantes do Derf.

Ainda durante a madrugada, outros dois homens foram presos, acusados de tentativa de roubo. A dupla foi detida após tentar assaltar uma empresária de Nova Andradina, que acabou baleada em um dos braços. Após a prisão, os dois confessaram que pretendiam roubá-la.

Eles também disseram que participaram do sequestro da vítima que ficou por dois dias sob cárcere privado da quadrilha, "o que reforça o envolvimento da acusada como coordenadora de ações criminosas na cidade", frisa Novelli.

Os investigadores não descartam o envolvimento dos quatro presos neste sábado em outros roubos ocorridos na região. Novas prisões deverão ocorrer nos próximos dias.
 

Cidades

Imaginário Maracangalha oferece curso gratuito de teatro de rua em Campo Grande

O percurso terá duração de seis meses, com práticas corporais, musicais e políticas, e termina com uma encenação coletiva aberta ao público

02/02/2026 16h00

Imagem Divulgação

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O Ponto de Cultura Imaginário Maracangalha abriu inscrições para a Formação em Teatro de Rua, com duração de seis meses e totalmente gratuita, voltada a pessoas interessadas em arte, cultura e ocupação criativa do espaço público.

A iniciativa é do Ponto de Cultura Imaginário Maracangalha e realizada pela Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande (Fundac), com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, via Sistema Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Ao todo, serão oferecidas 20 vagas, que serão preenchidas por meio de processo seletivo. Na formação, os participantes terão contato com conteúdos como:

  • teatro de rua;
  • cultura popular;
  • circo;
  • capoeira angola;
  • agitprop e cortejos cenopoéticos,
  • integrando práticas corporais, musicais e políticas.

Ao final do curso, será realizada e apresentada uma encenação teatral coletiva aberta ao público.

Trajetória

Com quase 20 anos de atuação no teatro de rua, o Teatro Imaginário Maracangalha é referência na cena cultural campograndense e reconhecido por ações como o projeto Sarobá, as Temporadas do Chapéu, o Maracangalha de Pé na Rua, além da promoção do Carnaval de Rua com o bloco Evoé Baco.

O grupo também circula com espetáculos, intervenções e cortejos cenopoéticos, consolidando a rua como seu principal espaço de criação, pesquisa e diálogo com a comunidade.

A proposta do curso parte da trajetória construída pelo grupo ao longo dessas duas décadas, reunindo vivências práticas, referenciais teóricos, pesquisas etnográficas, documentos históricos e experiências em diferentes espaços e contextos do ambiente urbano.

A partir desse acúmulo, o Imaginário Maracangalha estrutura a formação como uma síntese dos conhecimentos produzidos na prática e na pesquisa, fortalecendo uma identidade própria de criação e investigação artística em espaços a céu aberto.

A formação terá coordenação geral do diretor Fernando Cruz, artista e pesquisador com 40 anos de experiência no teatro em espaços públicos, com trabalhos voltados à criação, à pesquisa e à produção de conhecimento em teatro de rua.

Ele também tem uma trajetória marcada pela formação de artistas que hoje integram o grupo e ampliaram seus diálogos estéticos dentro da proposta do Maracangalha. As aulas serão ministradas por integrantes do coletivo: Moreno Mourão, Fran Corona, Paulo Fernandes e Rodrigo Nantes.

A iniciativa é voltada a universitários, estudantes do ensino médio, artistas, moradores de periferias e interessados em arte e cultura com mais de 18 anos, reforçando o compromisso do Imaginário Maracangalha com a democratização do acesso, a formação cultural e o fortalecimento das expressões artísticas populares.

Horário

As aulas acontecerão aos sábados, no período da manhã, com encontros semanais de quatro horas, na sede do grupo, localizada na Rua Marechal Cândido Mariano, nº 1500.

Inscrições

As inscrições seguem até o dia 06 de fevereiro, pelo link https://bit.ly/MaracangalhaTeatrodeRua 
Mais informações no instagram: @Imaginario.maracangalha

Serviço

 

  • Formação em Teatro de Rua – Ponto de Cultura Imaginário Maracangalha
  • Inscrições gratuitas: até 06 de fevereiro
  • Formulário: https://bit.ly/MaracangalhaTeatrodeRua

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Período decisivo

Semana será decisiva para regras do IPTU, no Judiciário e no Legislativo

Frentes caminham de forma paralela e podem produzir efeitos diretos e imediatos sobre os valores cobrados dos contribuintes neste ano

02/02/2026 15h30

Contribuintes formam fila para pagar imposto predial em Campo Grande

Contribuintes formam fila para pagar imposto predial em Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A próxima semana promete ser decisiva para o futuro das regras que definem o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em Campo Grande.

Enquanto no Judiciário aguarda-se uma decisão sobre o mandado de segurança coletivo impetrado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso do Sul (OAB-MS), no Legislativo Municipal a Câmara de Vereadores se prepara para votar, já na terça-feira, a manutenção ou derrubada do veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que suspende o aumento da taxa do lixo embutida no carnê do imposto.

As duas frentes caminham de forma paralela e podem produzir efeitos diretos e imediatos sobre os valores cobrados dos contribuintes neste ano.

De um lado, a OAB-MS questiona no Judiciário a legalidade do reajuste aplicado pela prefeitura, apontando aumento real da carga tributária sob o rótulo de mera atualização monetária. De outro, vereadores enfrentam forte pressão do Executivo para manter o veto que restabeleceu a cobrança da taxa do lixo nos moldes definidos pelo decreto municipal.

No campo Judicial, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deu parecer favorável à concessão de liminar no mandado de segurança ajuizado pela OAB-MS. A expectativa é que o Poder Judiciário decida, nesta semana, neste processo. 

A manifestação foi assinada pela promotora de Justiça Paula da Silva Volpe, que entendeu estarem presentes os requisitos para a suspensão imediata das cobranças consideradas excessivas, decorrentes tanto do aumento da taxa do lixo quanto da redução do desconto para pagamento à vista do IPTU, que caiu de 20% para 10%.

No parecer, o MPMS refutou os argumentos apresentados pelo Município de Campo Grande e reconheceu a legitimidade da OAB-MS para propor a ação coletiva, ressaltando o dever institucional da entidade de defender a ordem Jurídica. Segundo a promotora, a controvérsia não trata de situações individualizadas, mas de atos administrativos e normativos de efeitos gerais, que incidem de forma uniforme sobre todos os lançamentos do IPTU deste ano.

A promotoria também destacou que houve majoração indireta do imposto, uma vez que imóveis cujas características físicas permaneceram inalteradas tiveram aumento expressivo no valor cobrado, em razão da mudança de enquadramento e da elevação da alíquota aplicada, que passou de 1,5% para 3,5% em alguns casos. Um dos exemplos citados no parecer mostra um imóvel cujo IPTU saltou de R$ 425,37 para 
R$ 1.118,15, sem qualquer alteração estrutural.

Outro ponto considerado central pelo MPMS é o descumprimento do princípio da anterioridade nonagesimal. Conforme a análise, como o fato gerador do IPTU ocorreu em 1º de janeiro deste ano, a lei que promoveu o aumento deveria ter sido publicada até 3 de outubro de 2025 para produzir efeitos válidos. No entanto, a Lei

Complementar Municipal nº 550/2025 só foi publicada em 27 de outubro daquele ano, com efeitos antecipados para 5 de novembro, o que, segundo o MPMS, viola a Constituição.

Além disso, o parecer sustenta que o Decreto Municipal nº 16.422/2025 extrapolou os limites da simples recomposição inflacionária ao adotar o IPCA-E de 5,32% e, simultaneamente, introduzir critérios administrativos adicionais que resultaram em aumentos assimétricos e substanciais da carga tributária, sem respaldo em lei formal específica.

Câmara

Enquanto isso, no Legislativo Municipal, a disputa política se intensifica. No sábado, secretários do Executivo participaram de uma reunião emergencial com vereadores na Câmara Municipal para tentar convencer os parlamentares a manter o veto da prefeita Adriane Lopes ao Projeto de Lei Complementar nº 1.016/2026, que suspende os efeitos do decreto que elevou a taxa do lixo.

Participaram do encontro o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli, e o secretário de Governo (Segov), Ulisses Rocha. A estratégia do Executivo foi apresentar tabelas de arrecadação e despesas para demonstrar que a manutenção da taxa, nos valores atuais, seria necessária para evitar um colapso financeiro nos serviços de coleta de lixo.

Segundo dados apresentados na reunião, o Município gastou R$ 179,7 milhões em 2025 com os serviços relacionados aos resíduos sólidos, enquanto a arrecadação com a taxa do lixo somou apenas 
R$ 41,8 milhões, gerando um deficit de aproximadamente R$ 137,9 milhões.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy, confirmou que o encontro teve momentos de tensão e revelou que a maioria dos vereadores segue inclinada a derrubar o veto do Executivo. 
Segundo ele, os secretários tentaram sensibilizar os parlamentares diante dos desafios fiscais enfrentados pelo município, mas o desgaste na relação entre Câmara e Prefeitura ficou evidente. A votação do veto está prevista para a sessão ordinária de amanhã.

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