O Centro Penal Agroindustrial da Gameleira tem se tornado referência no país por concentrar o maior número de presos trabalhando, são no total 990 internos que prestam serviços para uma rede ampla de convênios firmados com instituições públicas e privadas.
Os detentos exercem diversas funções com empresas parceiras e atuam nos setores de construção civil, redes de supermercados, em universidades públicas, hospitais públicos, Sistema Sesc/Senac, além de também trabalharem no Poder Judiciário, Poder Executivo Estadual e no Conselho da Comunidade local.
Do total de trabalhadores, uma parcela ainda trabalha remuneradamente, podendo receber ao equivalente à um salário mínimo, cerca de 783 detentos recebem o auxílio.
O trabalho realizado dentro da unidade prisional, também traz impactos positivos na sociedade. Um exemplo claro disso é a padaria industrial, que fica na unidade e foi construída com recursos oriundos do próprio trabalho dos internos.
O trabalho realizado na padaria tem como destino à doação e já ultrapassou a marca de 1,5 milhão entregues de pães entregues a entidades assistenciais, com apoio logístico do Sesc, por meio do programa Mesa Brasil.
Dados de 2025 da 2ª Vara de Execução Penal, mostram que os internos da Gameleira somam mais de 155 mil dias trabalhados no total, resultando em mais de 52 mil dias de remição da pena.
A conta para receber redução na pena é bem simples, a cada três dias trabalhados, reduz um dia na pena final do interno.
Para o detento estar apto para realizar essas atividades, ele tem que cumprir alguns pré-requisitos como no mínimo 30 dias no regime, ausência de faltas disciplinares e aptidão para o trabalho.
Vale destacar que este benefício do trabalho pode ser exercido tanto por quem cumpre a pena em regime fechado ou quanto para quem cumpre em semiaberto, porém existem algumas normas que distinguem o que cada um pode fazer.
Por exemplo, para o trabalho externo do custodiado que cumpre em regime semiaberto ele tem uma flexibilidade um pouco maior, podendo exercer funções laborais, educacionais ou profissionais durante o dia, tendo que retornar à noite.
Já para os detentos que cumprem a pena em regime fechado, têm maiores restrições e acompanhamento mais rigoroso, é possível sair, porém fica restrito o seu trabalho à obras públicas ou em empresas privadas, mas com limitações e também exige autorização específica.
Existem também atividades internas, para serviços prestados para dentro da unidade prisional, atuando em setores como padaria, horta, marcenaria, serralheria, costura, manutenção predial, barbearia e mecânica, entre outros.
Todo o processo recebe uma fiscalização rigorosa da unidade e é vinculado também com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), com o acompanhamento do Conselho da Comunidade e do Poder Judiciário.


