Cidades

Privatização

Governo condiciona concessão da hidrovia do Paraguai à proibição de dragagem no Pantanal

Para o Ibama, apenas a dragagem de manutenção estaria permitida na região

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A concessão da hidrovia do Rio Paraguai voltou a ser tema de discussão no último dia da 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15) neste domingo (29). 

Para o presidente do Ibama, Rodrigo Antonio de Agostinho Mendonça, a superintendência do órgão vem atuando na região, mas com o foco de proteger espécies que podem ser impactadas com as iniciativas.

“Nós temos um plano de ação da incidência da mineração em Corumbá-Ladário. Temos a superintendência do Ibama atuando na região. A Trama Norte já possui licença, a Trama Sul ainda não. A região já é duramente afetada. Na proteção dos peixes, pintado e o Dourado, temos como base o período de defeso, com equipes atuando sobre isso”, afirmou Rodrigo. 

Como adiantado pelo Correio do Estado, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) já considera praticamente certo que o leilão dos cerca de 600 quilômetros do Tramo Sul da hidrovia do Rio Paraguai só será realizado no fim do segundo semestre deste ano, o que representa um atraso de aproximadamente seis meses em relação à estimativa inicial.

No entanto, para o Governo Federal, essa concessão está condicionada ao fato de não haver derrocamento ou dragagem na região, apenas dragagem de manutenção. 

“A eventual concessão da PPP [da hidrovia] perpassa ao fato de que não haja derrocamento e nem dragagem na região, exceto dragagem de manutenção. O derrocamento, principal problema ali, não seria permitido”, ressaltou o presidente da COP15, João Paulo Capobianco. 

Percalços da hidrovia

O projeto da hidrovia é uma estratégia para o escoamento de cargas na região Centro-Oeste do País. A concessão compreende o Tramo Sul do rio, abrangendo o trecho entre Corumbá e a foz do Rio Apa, na fronteira com o Paraguai; e o Canal do Tamengo, em Corumbá.

Em 31 de julho de 2024, durante visita do presidente Lula a Corumbá, o presidente do Ibama, Rodrigo Antonio de Agostinho Mendonça, chegou a dar carta branca para o início imediato da dragagem do Rio Paraguai, acatando o argumento de que aquilo que precisava ser feito no chamado tramo sul da hidrovia não se tratava de dragagem, mas de manutenção de calado, o que não exige os demorados estudos de impacto ambiental. 

Na época, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela hidrovia, no chamado Tramo Sul, entre Corumbá e Porto Murtinho, foram identificados “18 passos críticos e 15 passos potencialmente críticos” que necessitavam de intervenção. 

Menos de um mês depois, em meio às polêmicas provocadas por uma carta assinada por mais de 40 cientistas e pesquisadores, o Ibama recuou e passou a exigir os estudos, que até agora não foram realizados. 
A carta desaconselhava a dragagem do rio em um período de seca extrema que atingia todo o continente. Inclusive, o Rio Ladário chegou a ficar 27 centímetros abaixo de xzero. 

No entanto, com a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, em vigor desde fevereiro de 2026, a necessidade de licenciamento ambiental prévio para dragagens de manutenção foi dispensada. 

Dragagens

Diferentemente do que se possa imaginar, a dragagem de manutenção não significa retirada da areia do leito. Segundo o DNIT, “a dragagem de manutenção promove um novo arranjo do leito, retirando sedimentos de um canal natural identificado e depositando-o dentro do próprio rio, em ponto que não traga riscos à navegação”.

Esta metodologia de trabalho, explica a superintendência, “visa não reduzir a altura da lâmina d'água, o que significa que a dragagem de manutenção não interfere no ciclo de transbordamento do rio”, conforme nota enviada pelo DNIT em agosto de 2024. 

Os principais tipos de dragagens incluem a de manutenção (assoreamento), implantação ou aprofundamento (portos), mineração (extração de areia/minerais) e ambiental (limpeza de poluentes). 

Interesses 

Como já informado pelo Correio do Estado, os principais interessados na dragagem do Rio Paraguai são os exportadores de minério de Corumbá. E, o principal exportador é o grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Desde abril de 2022, após desembolso de US$ 1,2 bilhão, os irmãos Batista controlam as minas de minério de ferro e manganês que pertenciam à Vale em Corumbá. 

Entre 2023 e 2024, por conta da escassez de chuvas, o rio Paraguai demorou a subir no começo do ano e ficou abaixo de um metro já no final de junho. Por conta disso, os volumes transportados pela hidrovia despencaram quase 50% no primeiro semestre do ano. 

Segundo dados da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) foram transportadas 4,51 milhões de toneladas pelo Rio Paraguai no primeiro semestre de 2023. No mesmo período em 2024, o volume caiu pela metade, para 2,28 milhões de toneladas. 

E ao mesmo tempo em que o DNIT preparava a dragagem, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) está desenvolvendo estudos para “privatizar” a hidrovia, tirando do DNIT a responsabilidade pela manutenção.

Com a concessão, empresas que transportam minérios, combustíveis, grãos e fertilizantes terão de pagar pedágio. Barcos que transportam turistas ficarão livres desta cobrança, conforme a Antaq. 

A dragagem, então, deveria transformar a hidrovia em navegável durante o ano inteiro. No entanto, com a paralisação da obra para os estudos, o cenário ainda está descartado. O prazo para andamento era de dois anos, com previsão para o segundo semestre de 2026. 
 

Quase Milionário

Por um número, apostador de Campo Grande perde bolada, mas leva R$ 30 mil na Mega-Sena

Aposta simples foi feita pela internet e acertou cinco das seis dezenas; prêmio principal acumulou.

06/09/2026 17h32

Sorteio da Mega-Sena foi realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Sorteio da Mega-Sena foi realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo. Foto: Reprodução.

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Um apostador de Campo Grande ficou a apenas um número de levar o prêmio principal da Mega-Sena e faturou R$ 30 mil ao acertar cinco das seis dezenas sorteadas no concurso 3054. A aposta foi registrada pela internet, por meio dos canais eletrônicos das Loterias Caixa.

O sorteio foi realizado na manhã deste domingo (6), no Espaço da Sorte, em São Paulo, e tinha prêmio principal estimado em R$ 47,4 milhões. Os números sorteados foram 08 - 17 - 24 - 43 - 47 - 58. Como nenhuma aposta acertou as seis dezenas, a bolada acumulou para o próximo concurso.

O bilhete sul-mato-grossense foi uma das 78 apostas que acertaram a quina no concurso. Nenhum jogador, porém, conseguiu cravar as seis dezenas, e o prêmio principal acumulou para o próximo sorteio.

Conforme o resultado das Loterias Caixa, a aposta de Campo Grande foi simples, com seis números marcados. O jogo não participou de bolão e garantiu sozinho o prêmio de pouco mais de R$ 30 mil ao apostador.

Mais de 5 mil acertaram a quadra

Além dos ganhadores da quina, milhares de apostadores conseguiram acertar quatro números. Ao todo, 5.268 apostas fizeram a quadra, e cada uma recebeu cerca de R$ 736.

Apesar da quantidade de premiados nas faixas inferiores, ninguém acertou todas as seis dezenas sorteadas. Com isso, o prêmio máximo da Mega-Sena segue acumulado.

Aposta pela internet

O jogo premiado em Campo Grande aparece no detalhamento oficial como registrado por meio do Internet Banking Caixa, da Caixa Econômica Federal. Por ter sido feito pelos canais digitais, o apostador não precisou procurar uma casa lotérica para registrar o bilhete.

Para receber prêmios de loteria, os ganhadores devem observar as regras e os procedimentos estabelecidos pela Caixa para cada faixa de valor.

Próximo sorteio

O próximo sorteio da Mega-Sena, pelo concurso 3055, será realizado na terça-feira (8), a partir das 20h. Para concorrer, as apostas podem ser feitas nas casas lotéricas credenciadas ou pelos canais eletrônicos das Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis dezenas escolhidas entre as 60 disponíveis, custa R$ 6, e há premiação para quem acertar quatro, cinco ou seis números.

 

Previsão do Tempo

Semana começa fria, mas calor volta e chuva pode atingir MS nos próximos dias

Temperaturas voltam a subir a partir de terça-feira, enquanto há possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas ao longo da semana.

06/09/2026 17h06

Pedestre enfrenta tarde de frio em Campo Grande, após queda nas temperaturas neste fim de semana.

Pedestre enfrenta tarde de frio em Campo Grande, após queda nas temperaturas neste fim de semana. Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul inicia a semana entre segunda-feira (7) e domingo (13) sob um cenário de mudanças no tempo. Depois da chuva e da queda acentuada das temperaturas registradas durante o fim de semana, o frio perde força gradativamente e as temperaturas voltam a subir, enquanto novas áreas de instabilidade podem trazer chuva novamente nos próximos dias.

O início da semana ainda será marcado pelos efeitos da massa de ar mais frio que alcançou o Estado. A partir de terça-feira (8), entretanto, as temperaturas começam a subir, com maior aquecimento previsto para o meio da semana.

Em Campo Grande, a mudança será perceptível em poucos dias. A segunda-feira deve começar com temperaturas na casa dos 13°C, enquanto a máxima fica próxima dos 24°C. Na quarta-feira (9), os termômetros já podem alcançar os 30°C, com algumas projeções indicando até 32°C.

Além do aumento das temperaturas, a chuva volta a aparecer nas projeções para a Capital a partir do meio da semana. A instabilidade pode permanecer durante os dias seguintes e avançar pelo próximo fim de semana.

A previsão de médio prazo, no entanto, está sujeita a alterações, principalmente em relação ao volume e à localização das chuvas.

Previsão para Mato Grosso do Sul

O feriado da Independência, nesta segunda-feira (7), ainda será influenciado pelo ar mais frio que provocou a queda das temperaturas durante o fim de semana.

A mudança ocorre depois de um período de instabilidade provocado pela atuação de sistemas meteorológicos sobre o centro-sul do País.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já havia indicado que os maiores acumulados de chuva no Centro-Oeste entre 31 de agosto e 7 de setembro deveriam se concentrar justamente no centro-sul de Mato Grosso do Sul.

Segundo o instituto, os volumes poderiam chegar a aproximadamente 40 milímetros em algumas áreas, enquanto o sul do Estado aparecia com possibilidade de totais semanais próximos dos 50 mm.

Com o afastamento do ar mais frio, porém, a tendência é de que as temperaturas voltem a subir a partir de terça-feira. O calor deve ganhar força entre quarta e sexta-feira, principalmente nas regiões tradicionalmente mais quentes de Mato Grosso do Sul.

Ao mesmo tempo, a chuva pode voltar a ganhar força. A previsão aponta possibilidade de novas pancadas de chuva e trovoadas em diferentes pontos do Estado ao longo da semana.

A tendência está inserida em um mês que pode ser mais chuvoso que o habitual em grande parte de Mato Grosso do Sul.

Para setembro, o Inmet prevê precipitações acima da média climatológica em grande parte do território sul-mato-grossense. A exceção é o leste do Estado, onde os volumes devem ficar próximos da média histórica.

Em relação às temperaturas, o prognóstico mensal do instituto aponta valores acima da média climatológica em grande parte do Centro-Oeste durante setembro.

Campo Grande começa semana fria e volta a esquentar

Na Capital, a semana começa bem diferente dos dias de calor registrados antes da chegada da frente fria. Para segunda-feira (7), a previsão indica mínima em torno dos 13°C e máxima entre 24°C e 25°C, com sol entre muitas nuvens e sem indicação de volumes significativos de chuva.

Na terça-feira (8), o frio começa a perder força. A mínima deve subir para aproximadamente 17°C a 18°C, enquanto a máxima pode alcançar 28°C a 29°C. O dia ainda deve apresentar variação de nebulosidade.

A mudança fica mais evidente na quarta-feira (9). As projeções apontam mínima próxima dos 22°C e máxima entre 30°C e 32°C. Além do calor, volta a aparecer a possibilidade de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas.

Para quinta-feira (10) e sexta-feira (11), a previsão indica que o tempo deve continuar instável, com possibilidade de chuva e trovoadas. As temperaturas e a quantidade de chuva esperada ainda podem variar ao longo dos próximos dias.

A instabilidade pode permanecer durante o próximo fim de semana. Para sábado (12) e domingo (13), a previsão aponta aumento da nebulosidade, possibilidade de chuva e temperaturas mais baixas em comparação com o calor esperado para o meio da semana.

Como se trata de uma previsão de sete dias, os valores, principalmente a partir de quinta-feira, podem sofrer alterações conforme a atualização dos modelos meteorológicos.

Chuva causa transtornos na Capital

A mudança no tempo ocorre depois de Campo Grande enfrentar um sábado (5) marcado por chuva intensa. Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), Campo Grande registrou 17,2 milímetros de chuva até as 10h de sábado.

No período da tarde, a Capital acumulou outros 54,4 mm, evidenciando a intensidade das precipitações que atingiram diferentes regiões da cidade.

Os efeitos da chuva puderam ser vistos nas ruas. No Bairro Los Angeles, uma moradora registrou a situação na Rua José Peixoto e nas proximidades da Rua Fernando Sardinha, onde a água tomou as vias e dificultou a circulação.

Nas imagens, veículos de passeio aparecem atravessando trechos alagados em meio ao grande volume de água acumulado.

 

O cenário reforça a atenção para novas mudanças nas condições meteorológicas ao longo da semana, principalmente diante da possibilidade de retorno das chuvas a partir dos próximos dias.

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