As defesas de ao menos três dos sete suspeitos — membros ou ex-integrantes do primeiro escalão do governo Hélio de Oliveira Santos (PDT) — que tiveram mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça no Caso Sanasa entrarão com pedido de habeas corpus, para tentar reverter a decisão, amanhã (13).
São eles o ex-secretário de Segurança Pública Carlos Henrique Pinto e o ex-diretor financeiro da Sociedade de Abastecimento de Água e Esgoto S.A. (Sanasa) Marcelo Figueiredo, que estão presos, além do ex-diretor técnico da Sanasa Aurélio Cance Júnior.
Cinco dos acusados, inclusive a primeira-dama Rosely Nassim Jorge Santos e o vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT), estão foragidos desde a manhã de sexta-feira.
O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo juiz da 3ª Vara Cível de Campinas, Nelson Augusto Bernardes, e derrubou a liminar de habeas corpus que assegurava a liberdade do grupo.
O advogado de Carlos Henrique, Marcelo Martins de Oliveira, e de Figueiredo, Mario de Oliveira Filho, impetrarão o pedido amanhã no Tribunal de Justiça de São Paulo ao desembargador Poças Leitão. Os dois permanecem presos no 2º Batalhão da Polícia Militar (PM) de Choque em São Paulo. “O juiz tomou uma decisão da qual eu discordo. Não se justifica essa prisão, ele não cometeu nenhuma irregularidade”, disse Oliveira.
Os advogados do ex-diretor de Planejamento da Prefeitura Ricardo Cândia e de Vilagra, Ralph Tórtima Filho e Ralph Tórtima, respectivamente, disseram que já entraram com o pedido que assegura a liberdade de ambos anteontem. No entanto, qualquer decisão deve ser tomada somente a partir de amanhã, por causa do final de semana.
Tórtima defende que não há motivo para que fosse expedido mandado de prisão, principalmente porque a temporária foi revogada um dia depois de Vilagra ter sido preso. “Ninguém solta alguém existindo razões para manter preso.”
Conforme o despacho, o juiz considerou necessária a prisão por entender que, solto, o grupo poderia atrapalhar as investigações e manter o funcionamento do suposto esquema de fraudes.
Não há informações se já foi impetrado o pedido de habeas corpus para Rosely e Lagos. O advogado da primeira-dama, Eduardo Carnelós, disse que não possui “nenhuma informação”. O de Lagos, Hugo Leonardo, não foi encontrado.
O presidente do diretório do PT de Campinas, Ari Fernandes, disse estar na expectativa para que haja a revogação da prisão de Vilagra. “Esperamos que haja um mínimo de respeito com ele.” Ele ainda disse que desconhecia o paradeiro do vice-prefeito, mas que havia “gente do partido que sabia”. “Pedi para que não me dissessem.”



