Distante aproximadamente 363 quilômetros de Campo Grande, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) localizaram um carregamento com mais de cem quilos de cocaína, apreensão feita em trecho sul-mato-grossense da BR-158.
Conforme divulgado pela PRF, ao abordarem o caminhão no trecho mais próximo ao município de Brasilândia, os agentes puderam identificar na fiscalização que esse condutor em questão sequer possuía a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Viajando de caminhão acompanhado de quem seria sua mãe, o veículo desse condutor acabou vistoriado pelos policiais rodoviários federais, que localizaram aproximadamente 160 quilos de cocaína escondidos em um compartimento oculto na cabine do caminhão.
Após pesagem, as substâncias totalizaram:
- 99,4 quilos de pasta base e
- 61,3 quilos de cloridrato de cocaína
As duas pessoas abordadas foram encaminhadas, juntas das substâncias e do caminhão, até a unidade da Polícia Civil no município de Brasilândia.
Aumento de apreensões
Até o fim de junho deste ano, Mato Grosso do Sul havia registrado um aumento de 50% no volume de cocaína apreendida em rodovias federais que cortam o Estado, conforme dados compilados pela PRF em balanço semestral, sendo 8,3 toneladas totais nesse período em 2025.
Menos de uma semana após a divulgação desses dados, MS anotou a apreensão da maior carga de cocaína do ano até então, cerca de 1,1 tonelada, quantidade das chamadas "drogas de consórcio" com foco em alimentar o tráfico internacional e interestadual de substâncias ilícitas.
Antes desse carregamento, duas outras cargas figuraram como as "maiores apreensões do ano" até então em 2025 no Mato Grosso do Sul, anotadas nos meses de abril e maio.
Aqui, cabe destacar que, diferente da ação desta sexta-feira (11) que foi executada pela PF, ambos os casos citados a seguir tratam-se de apreensões feitas pela Polícia Rodoviária Federal em trechos de BR.
Por ordem cronológica, o primeiro sinal de "maior apreensão do ano" apareceu em 1° de abril, com 673,5 quilos de cocaína encontrados em uma carreta carregada de soja, conduzida por um morador de Ponta Porã em trecho.
Esse homem envolvido com o tráfico de drogas teve seu carregamento aprendido no município de Alto Paraíso, distante cerca de 95 quilômetros de Naviraí, que faz divisa com o estado sulista do Paraná.
Depois disso, em fiscalização na BR-262, em Miranda, a PRF abordou um caminhão transportando ferro gusa em 26 de maio, onde foram encontrados 675,9 kg de cocaína, sendo 524,8 Kg de cloridrato e 151,1 Kg de pasta base.
Esse carregamento em questão foi investigado graças às suspeitas levantadas, uma vez que o motorista preso na ocasião apresentou divergências entre as informações repassadas e a nota fiscal da carga.
O homem ainda transportava mais 10,4 Kg de haxixe, sendo preso sem dar informações sobre a origem ou destino das drogas.
Mocós de pó
Apreensões recentes deste 2025 revelam que o crime organizado ainda se vale de algumas práticas antigas, como o uso dos populares "mocós", como são chamados os esconderijos feitos em veículos que acomodam as substâncias a serem distribuídas ao tráfico.
Somente neste ano, num intervalo de 30 dias, carregamentos foram localizados ocultos das mais diversas formas, entre cargas de ossos, minério e até entre produtos de limpeza.
Em 12 de fevereiro, por exemplo, 120 kg de cocaína foram apreendidos na BR-262, droga essa que estava fracionada e escondida entre cargas de ossos, armazenadas em tambor plástico com capacidade para armazenar até 200 litros
Outra carga interceptada na BR-262, menos de dez dias depois, também tentava passar substâncias entorpecentes entre carregamento lícitos, sendo 391 kg de cocaína e 247 Kg de maconha localizados nessa ocasião em um bitrem, que transportava minério de ferro.
Como se não bastasse, até mesmo uma carga de produtos de limpeza foi usada para tentar camuflar um carregamento de cocaína que, segundo a Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON), foi avaliado em R$ 15 milhões após apreensão feita em após o início de março.

