Cidades

União Estável

Primeiro casal gay do Brasil prepara festa

Primeiro casal gay do Brasil prepara festa

Uol

06/05/2011 - 15h19
Continue lendo...

Estava tudo pronto para a festinha de "casamento" de Toni Reis com seu amado David Ian Harrad, um "príncipe inglês" que ele foi buscar há mais de 21 anos "lá na Inglaterra da família real". A gravata lilás já estava comprada, o local para o choppinho do brinde fora escolhido e o cartório estava marcado para as 14h desta sexta-feira (6), em Curitiba, no Paraná.

A comemoração, no entanto, precisou ser adiada, porque a Associação de Notários e Registradores (Anoreg) decidiu que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) pelo reconhecimento das uniões estáveis de homossexuais no Brasil só começa a valer a partir de semana que vem nos cartórios do país. Antes é preciso definir as diretrizes e normatizar o novo modelo de cadastro, para que haja uniformidade.

Mas nada parece atrapalhar a alegria do casal, que mora junto há 21 anos e já havia feito história quando se tornou o primeiro casal gay no Brasil a registrar a união em cartório, em março de 2004, quando assinaram o termo comprobatório de convivência marital. Com o documento, eles conseguiram outra vitória importante: o visto para Harrad permanecer legalmente no país, depois que o inglês foi preso pela Polícia Federal como clandestino.

A declaração de convivência marital é um documento usado para comprovar união em situações pontuais, para convênios e clubes, por exemplo. Já a escritura de união estável firma o compromisso entre o casal para direitos e deveres sobre móveis, imóveis, pensão, educação dos filhos, etc. Esse documento pode substituir o casamento e tem valor jurídico, podendo ser adotado em processo judicial, bancos e expedição de documentos.

“Estamos radiantes. Não ia ter smoking, véu ou grinalda, porque não queremos gastar muito dinheiro, mas estamos vivendo o extremo da felicidade. Estou me sentindo mais brasileiro, mais cidadão e mais confortável por ter o aparo jurídico”, contou Reis. 

Reis é hoje o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e encabeça a luta no Brasil pelos direitos dos homossexuais. Tantas vitórias dão a ele mais força para lutar agora pela aprovação do casamento gay e pelo direito de adotar uma criança.
“Conseguimos metade do pão e hoje não temos mais que viver de migalhas. Mas queremos o pão inteiro”, resumiu.
Faz seis anos que Toni e David tentam vencer o Ministério Público do Paraná, que recorre em todas as instâncias para impedir que eles adotem, apesar de a Vara da Família de Curitiba já ter dado sentença inédita favorável ao casal.
“Sempre tive o Supremo como senhores conservadores e quebrei todos os meus preconceitos. Ou seja, não podemos ter preconceitos com ninguém. Eles são modernos, são fashion, são clubber, são GLS, são tudo. Eu não sou beijoqueiro, mas quero dar um beijo em todos eles”, brincou Reis.

O movimento gay marcou para dia 18, às 12h, um abraço simbólico dos homossexuais aos ministros do Supremo. A marcha pelos direitos dos homoafetivos sairá da Catedral Metropolitana de Brasília, passará pelo Congresso, onde haverá um discurso, e seguirá para o STF.

Decisão histórica
 

Em um julgamento histórico e por unanimidade, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira (5) reconhecer uniões estáveis de homossexuais no país. Os dez ministros presentes entenderam que casais gays devem desfrutar de direitos semelhantes aos de pares heterossexuais, como pensões, aposentadorias, inclusão em planos de saúde e outros benefícios.

Os casais gays já podiam solicitar o documento de união estável, mas as decisões eram esparsas e davam margem a vários entendimentos. Segundo a advogada Cilene Hirata, não havia uma diretriz e muitas vezes a união era tida como contratual. “Agora determinou-se que se trata de uma entidade familiar, que diz respeito à Vara da Família, com todos os direitos que a família heterossexual tem”, explicou.

Dirty Pix

Juíza afasta 3 vereadores e 3 ex-vereadores envolvidos em escândalo

Os três ex-vereadores ocupavam cargos de secretário ou assessoria na prefeitura de Sidrolândia e foram afastados por 180 dias por suspeita de propina

08/10/2026 09h16

Investigação aponta que políticos de Sidrolândia estão envolvidos em fraudes em contratos da ordem de R$ 18 milhões

Investigação aponta que políticos de Sidrolândia estão envolvidos em fraudes em contratos da ordem de R$ 18 milhões

Continue Lendo...

Um dia depois de revelar supostos desvios milionários no setor de saúde de Sidrolândia, a  Operação Dirty Pix  teve novos desdobramentos e nesta quinta-feira (8) veio a público a informação de que a  Justiça determinou o afastamento cautelar de seis agentes políticos, entre eles três vereadores em exercício e três ex-parlamentares que atualmente ocupam cargos na administração municipal. O afastamento vale por seis meses.

A decisão foi proferida pela juíza May Meike Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias da Comarca de Campo Grande, no âmbito das investigações conduzidas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Os investigados são suspeitos de envolvimento em um esquema de recebimento de vantagens indevidas relacionado a contratos e convênios destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia.

A determinação judicial afastou três integrantes da Câmara: Adavilton Brandão (MDB); Cledinaldo Cotócio (PSDB) e Izaqueu de Souza Diniz, conhecido como Gabriel Autocar (PSD). Com o afastamento, os parlamentares ficam temporariamente impedidos de exercer suas funções legislativas.

O presidente da Câmara, Otacir Pereira Figueredo, conhecido como Gringo, deverá providenciar a convocação dos respectivos suplentes para ocupar as cadeiras durante o período estabelecido pela Justiça. 
A previsão é de que sejam convocados Maria Tereza Fiúza Ferreira, a Maria Fiúza (MDB), Itamar de Souza Silva (PSDB) e Claésio Lechner de Albuquerque (PSD).

A juíza também pune três ex-vereadores que atualmente integram a estrutura administrativa da Prefeitura de Sidrolândia. Enelvo Iradi Felini Júnior, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente; Cleyton Martins Teixeira, secretário municipal de Agricultura e Abastecimento e Ademir Gabardo, assessor da Secretaria Municipal de Desenvolvimento.

Além de determinar o afastamento dos cargos públicos, a Justiça proibiu os investigados de exercer atividades de gestão, administração ou chefia durante o período fixado.

De acordo com informações divulgadas pelo site Região News, o Ministério Público identificou uma série de movimentações financeiras após analisar dados obtidos mediante quebra de sigilos bancários.

Entre os valores apontados na investigação estão R$ 25 mil destinados a Cledinaldo Cotócio e R$ 120 mil relacionados a Gabriel Autocar. Os investigadores também identificaram um repasse de R$ 20 mil para Adriana Zarati Franco Brandão, esposa do vereador Adavilton Brandão.

No caso de Cleyton Martins, foram identificadas transferências de R$ 20 mil e R$ 5 mil. Já Ademir Gabardo aparece relacionado a movimentações nos mesmos valores.

O levantamento aponta ainda que Cristina Fiúza, Enelvo Felini Júnior e Ademir Gabardo teriam recebido R$ 20 mil cada, por intermédio de Júlia Carla Nascimento.

Ela é filha de Júlio César Alves da Silva, identificado nas investigações como representante comercial de empresas envolvidas nas contratações investigadas.

Segundo os dados apresentados, Júlio César recebeu R$ 482,5 mil das empresas, quantia registrada como comissão comercial. Desse montante, R$ 100 mil teriam sido posteriormente transferidos à filha, que aparece como intermediária de parte dos pagamentos investigados.

O Ministério Público apura se essas movimentações financeiras foram utilizadas para viabilizar pagamentos indevidos a agentes políticos.

R$ 18 milhões

Os afastamentos ocorreram no mesmo dia em que o MPMS deflagrou a segunda fase da Operação Dirty Pix, na quarta-feira (7). A ofensiva resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão.

Nesta nova etapa, as investigações foram ampliadas e passaram a abranger convênios que somam mais de R$ 18 milhões em recursos públicos destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa.
Entre as finalidades dos recursos estão a aquisição de equipamentos hospitalares, materiais médicos, uma UTI móvel e a execução de obras de reforma na unidade.

A primeira fase da operação, realizada em novembro de 2025, concentrou-se na apuração de possíveis irregularidades envolvendo aproximadamente R$ 5,4 milhões destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e uma autoclave.

Conforme as investigações, parte dos recursos teria sido desviada e utilizada para pagamentos indevidos, inclusive por meio de transferências bancárias via Pix.

As medidas determinadas pela Justiça possuem natureza cautelar e não representam condenação dos investigados. Mas, o afastamento temporário busca resguardar o andamento das investigações e impedir possíveis interferências na apuração dos fatos.

(Informações do site Sidronews)

Operação Kathárisma

Polícia Federal prende faccionados do PCC em 8 municípios de MS

Os mandados foram cumpridos em Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande

08/10/2026 08h45

O PCC atua, principalmente, na região norte de Mato Grosso do Sul

O PCC atua, principalmente, na região norte de Mato Grosso do Sul Divulgação: Polícia Federal

Continue Lendo...

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8), a Operação Kathárisma, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que atuava principalmente na região norte de Mato Grosso do Sul.

Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão. As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande.

Em Campo Grande, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em unidades prisionais, sendo dois na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira (PEMRFG) e um no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC), a Máxima de Campo Grande.

A apuração investiga a atuação dos envolvidos para integrar a facção criminosa. As investigações identificaram uma estrutura organizada, com diferentes níveis de atuação e mecanismos próprios de comunicação, além de elementos relacionados à identificação de integrantes e à movimentação financeira do grupo. 

O nome da operação, Kathárisma, tem origem grega que significa “purificação” e faz referência à ação de desarticulação da estrutura criminosa investigada.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).