Cidades

PENALIZAÇÃO

Procon multa 11 bancos de Mato Grosso do Sul em mais de meio milhão de reais

Demora no atendimento e ausência de distribuição de senhas são as irregularidades encontradas pelas equipes do Procon

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A Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-MS) multou 11 instituições de crédito em mais de R$ 500 mil apenas neste ano em Mato Grosso do Sul.

Entre as instituições financeiras multadas estão o Banco Bradesco, BMG, Pan, Itaú, CBSS, Banco do Brasil, Caixa, Santander, Safra, Agiplan e CBSS.

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As infrações cometidas pelos bancos são tempo de espera superior a 25 minutos, ausência de fila preferencial e inexistência de aparelhos que emitem senha.

O Bradesco tem recorde de processos, em um total de 17 notificações, que resultam no valor de 4.665 Unidades Fiscais de Estaduais de Referência de Mato Grosso do Sul (Uferms), que totaliza R$ 184.920,64. O valor do Uferms para o mês de maio é de R$ 39,64.

Em seguida, vem o Banco BMG, com 12 processos, com multa no valor de R$ 104.649,60 ou 2.640 Uferms.

Em janeiro deste ano, o Banco C6 foi multado em R$ 262.628,00 após 13 denúncias de pessoas que constaram valores superiores em suas contas correntes.

A instituição depositava dinheiro na conta de indivíduos que não solicitaram nenhum tipo de empréstimo.

O banco não possui agências físicas e seus serviços são integralmente online. 

Ao Correio do Estado, o superintendente do Procon Estadual, Marcelo Salomão, alerta que quando um cidadão descobrir que ingressou um empréstimo na sua conta sem a sua autorização, imediatamente deve entrar em contato com o banco.

Se o banco não responder, ele deve abrir um processo administrativo no Procon rapidamente.

“É importante o consumidor ficar atento porque isso é uma armadilha. O consumidor fica escravizado por empréstimo consignado sem autorização, pagando juros abusivos por muito tempo e isso pode impactar inclusive na sua margem de crédito”, reitera.

E, para não cair em ciladas, Salomão orienta que é fundamental que o consumidor sempre monitore sua conta bancária.

Denúncias pelo app

O Procon-MS também está no aplicativo “MS Digital”. Além de outros serviços disponibilizados, denúncias e reclamações podem ser feitas pelo app.

Basta ir no ícone “Procon” e depois, na aba “denúncia”. A partir daí, aparecerão seis passos (tipo de denúncia, tipo de lugar, anexo de fotografias, descrição do ocorrido em até 200 caracteres, endereço do local) para preenchimento.

A denúncia cairá automaticamente no sistema do Procon e a partir dela o estabelecimento estará sujeito às penalidades cabíveis, caso as denúncias sejam concretas.

A ferramenta permite que os consumidores façam denúncias sem precisar aglomerar nos postos do Procon, contendo o contágio do novo coronavírus.

Além da possibilidade de efetivação de denúncias pelo app, também é possível averiguar quais são as empresas com mais reclamações ou elogios no Estado, consultar pesquisas de preços e saber quais são direitos do consumidor.

Desenvolvido com o intuito de facilitar a vida do sul-mato-grossense, o “MS Digital” é um aplicativo que permite que o cidadão tenha acesso à quase 80 serviços públicos.

A ferramenta ocupa 32MB de memória do celular e é desenvolvido pela Superintendência de Gestão da Informação (SGI).

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aponta pesquisa

MS registrou 1,7 mil mortes associadas a ondas de calor em 20 anos

Pesquisa aponta que população idosa é a mais suscetível aos efeitos das temperaturas extremas no Estado

17/06/2026 18h16

Em 20 anos, 1,7 mil pessoas morreram de causas associadas a ondas de calor em MS

Em 20 anos, 1,7 mil pessoas morreram de causas associadas a ondas de calor em MS Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Um estudo lançado nesta quarta-feira (17) estima que aproximadamente 1,7 mil mortes ocorridas em Mato Grosso do Sul entre os anos de 2000 e 2018 estiveram associadas às ondas de calor. 

O estudo 'Saúde e ondas de calor no Brasil: evidências sobre mortalidade, morbidade hospitalar e implicações para o SUS' foi elaborado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Conforme o estudo, nos 20 anos analisados, 1.722 pessoas morreram em decorrência de problemas relacionados aos períodos de temperatura extrema no Estado, o que equivale a 0,72% da mortalidade total registrada no período, excluindo os óbitos por causas externas, como acidentes e violências.

  De acordo com a Fiocruz, os resultados revelam de modo consistente a associação entre a exposição ao calor extremo e ondas de calor e o aumento da mortalidade. 

Os efeitos dos períodos de aumentos substancial das temperaturas foram mais evidentes entre idosos, com cerca de 1,3 mil óbitos entre pessoas com 65 anos ou mais em MS. O levantamento identificou, nessa população, elevada sensibilidade para doenças respiratórias, renais e metabólicas, incluindo diabetes.

Segundo os pesquisadores, do ponto de vista fisiopatológico, esses efeitos podem estar associados à redução da capacidade de termorregulação, à maior prevalência de doenças crônicas e ao uso de medicamentos que interferem no balanço hídrico e eletrolítico, favorecendo a desidratação e a disfunção renal.

O estudo sugere que, durante ondas de calor mais severas, internações por doenças cardiovasculares podem evoluir rapidamente para quadros graves, com possibilidade de óbito antes da hospitalização.

Em todo o Brasil, foram aproximadamente 120 mil mortes associadas às ondas de calor.

Em âmbito nacional, a pesquisa também explorou os efeitos do calor extremo sobre as internações hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na população em geral foi identificado um aumento consistente do risco de internação por doenças respiratórias, especialmente pneumonia, e geniturinárias, como insuficiência renal, em quase todas as regiões, mas sem trazer estatísticas regionalizadas.

O levantamento aponta que o estresse térmico sobrecarrega as funções cardiorrespiratórias, contribuindo para inflamações sistêmicas e agravando doenças respiratórias pré-existentes, além de afetar o trato urinário por meio da desidratação, da hipovolemia (redução do volume total de sangue e líquidos no corpo) e da disfunção renal.

A pesquisadora da Fiocruz Beatriz Oliveira destaca a relevância do estudo pela capacidade de fazer um diagnóstico mais abrangente do país.

“A inovação deste estudo está em integrar, em escala nacional, a caracterização das ondas de calor considerando frequência, intensidade e duração com uma análise detalhada de seus impactos sobre internações hospitalares e mortalidade”, explica a pesquisadora.

“Percebemos que os efeitos são observados em todo o território. Quando a gente olha para os resultados, consegue ter uma dimensão melhor do problema e orientar políticas públicas mais eficazes”, complementa.

O pesquisador da UFBA Ismael Silveira diz que os resultados alertam para a seriedade do problema.

“Uma importante implicação é o reconhecimento das ondas de calor como um risco importante para a saúde pública. Com isso, podemos chamar atenção para planos de contingência específicos, além de fortalecer a capacidade tanto de antecipação quanto de resposta do SUS”, diz.

o diretor de Meio Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e do projeto ProAdapta, Maurício Guerra, alerta para a necessidade de fomentar planos e projetos pra enfrentar os períodos de ondas de calor.

"A pesquisa traz uma mensagem inequívoca: o calor extremo já está custando vidas no Brasil. Os mais de 120 mil óbitos associados às ondas de calor revelam que a adaptação à mudança do clima precisa avançar com urgência, ampliando a construção de cidades verdes e resilientes", afirmou.

Segurança

Presídio de MS reforça segurança com alambrados e telas antidrones

Medidas visam impedir entrada de ilícitos e ampliar controle interno na Penitenciária de Paranaíba

17/06/2026 17h58

Foto: Divulgação

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A Penitenciária de Paranaíba, em Mato Grosso do Sul, concluiu a instalação de alambrados no perímetro externo da unidade e iniciou a implantação de telas de proteção sobre os pavilhões, em mais uma etapa de reforço na segurança do sistema prisional.

As ações são coordenadas pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

As intervenções têm como principal objetivo criar uma barreira física próxima à muralha da unidade, dificultando o arremesso de materiais ilícitos por pessoas do lado de fora, além de conter o uso de drones para o transporte irregular de objetos para dentro do presídio.

Com os alambrados já instalados em todo o entorno da estrutura e o avanço do telamento nos pavilhões, a unidade passa a contar com um reforço significativo no controle e na vigilância.

A medida busca impedir a entrada de drogas, celulares e outros itens proibidos que comprometem a segurança, a disciplina e o funcionamento interno do estabelecimento penal.

Novos alambrados instalados na Penitenciária de Paranaíba.

De acordo com André França, diretor do presídio, a iniciativa faz parte de um conjunto de estratégias voltadas ao fortalecimento da segurança institucional e ao apoio ao trabalho dos policiais penais.

“Essa é uma iniciativa que fortalece o controle interno da unidade e proporciona mais segurança tanto para os servidores quanto para a população carcerária, dificultando práticas ilícitas que possam comprometer a rotina operacional do estabelecimento penal”, destacou o diretor André França.

O uso de drones para envio de materiais proibidos tem se tornado um desafio crescente nos sistemas penitenciários de todo o país.

Diante desse cenário, a adoção de barreiras físicas, aliada a ações de inteligência, vigilância e monitoramento, surge como uma ferramenta essencial para prevenir tentativas de acesso irregular às unidades.

A Agepen afirma que segue investindo em melhorias estruturais e operacionais nas unidades penais de Mato Grosso do Sul, com foco na ampliação da segurança, valorização dos profissionais do sistema penitenciário e manutenção da ordem e disciplina nas unidades prisionais do estado.

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