Cidades

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Professora diz que prefeitura não responde sobre licença maternidade

Com o direito garantido pela Justiça, mães de gêmeos aguardam resposta da Prefeitura de Campo Grande

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A professora Thiely Garcia Peralta, que leciona educação física para o município, aguarda com anseio a resposta em relação à licença-maternidade por parte da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Casada há sete anos em união civil, após um relacionamento de nove anos com a também professora Ana Carolina de Deus, as duas se tornaram mães dos gêmeos Cecília e Leonardo por meio de fertilização in vitro. Os bebês nasceram em novembro de 2025.

Desde então, devido ao fato de a família não contar com rede de apoio, já que Ana, que engravidou, tem pai e mãe falecidos, e Thiely perdeu o pai, isto é, não possuem rede de apoio.

Após tentarem diretamente com a Semed e terem o direito negado, ingressaram na Justiça para que a professora de educação física também tenha direito à licença-maternidade estendida.

O pedido ocorre porque Ana possui um grau de autismo e também por ter se submetido a uma cirurgia de mastopexia (redução dos seios), na qual perdeu o tecido glandular responsável pela amamentação, conforme consta nos laudos médicos anexados ao processo, o que poderia eventualmente acarretar ausência de leite para os bebês.

Como a gestante poderia não produzir o leite necessário para alimentar as duas crianças, Thiely se organizou para participar ativamente da amamentação dos filhos, tomando medicamento para induzir seu organismo a produzir leite.

“Considerando que a autora possui a intenção de auxiliar a sua companheira integralmente nos primeiros cuidados com seus filhos, tendo se submetido a tratamento que possibilitasse a sua participação no aleitamento materno, essa solicitou, a ré que lhe fosse concedida a licença-maternidade”.

“Ademais, no RE 1211446 (Tema 1072/STF) restou fixada a seguinte tese: ‘A mãe servidora ou trabalhadora não gestante em união homoafetiva tem direito ao gozo delicença-maternidade.’”, argumentou o advogado das mães no processo.

Justiça concedeu a licença

A 6ª Vara do Juizado Especial da Fazenda Pública de Campo Grande/MS concedeu, em regime de tutela de urgência, a licença-maternidade para Thiely Garcia Peralta.

“A licença-maternidade configura-se como benefício previdenciário cujo propósito é resguardar a maternidade e a infância. Tal benefício não se limita às mães biológicas, sendo igualmente assegurado às mães adotivas e às mães não gestantes em união homoafetiva. Ainda que estas não passem pelas modificações físicas inerentes à gestação, assumem também as responsabilidades e encargos decorrentes da formação do novo núcleo familiar, razão pela qual fazem jus à proteção conferida pelo ordenamento jurídico”.

A decisão da juíza Ellen Priscile Evangelista Xandu foi baseada no artigo 300 do Código de Processo Civil, concedendo à requerente a licença-maternidade a partir do nascimento dos filhos.


“Pelo período previsto na legislação regente do ente público, no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de multa no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais), a qual poderá ser majorada em caso de recalcitrância”.

Falta de resposta

A saga, que teve início em julho, mostra que, embora as mães tenham obtido resposta favorável da Justiça, mesmo com a determinação de prazo de 30 dias para que a prefeitura concedesse a licença-maternidade, nada ocorreu.

“O juiz concedeu a licença-maternidade à Thiely e determinou que a prefeitura tinha o prazo de trinta dias para conceder. Isso foi por volta do dia 11 de novembro e, até então, nada da prefeitura. Como o contrato de professor contratado acaba em dezembro, que é o caso da Thiely, o contrato dela acabou e eles a desligaram. O que não poderia ter acontecido se ela estava de licença-maternidade”, pontuou Ana.

Na quinta-feira (15), as mães foram até a Semed com os bebês, após tentarem obter informações por telefone e serem informadas de que a pasta não fornece esclarecimentos por esse meio.

“Fomos pessoalmente com os gêmeos chorando, porque eles têm muita cólica, e quando perguntamos sobre a licença disseram que não receberam nenhuma informação. Mostrei o processo, expliquei que o juiz concedeu e tudo mais, e responderam: ‘ah, mas não chegou nada aqui pra gente, tem que chegar aqui pra gente’. E foi isso. A Thiely está no limbo, sem salário no mês que vem. Ela vai ser chamada para trabalhar, nossos filhos têm um mês de vida”, lamentou Ana.

Outro lado

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da prefeitura para obter mais informações; no entanto, até o fechamento do material, não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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SERVIÇOS À POPULAÇÃO

Faculdade oferece atendimento gratuito de fisioterapia e psicologia em Campo Grande

Serviços são oferecidos nas clínicas-escola da Anhanguera, mediante agendamento

12/03/2026 17h30

O serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos referidos cursos

O serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos referidos cursos Divulgação

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A Faculdade Anhanguera Campo Grande está com agendamento aberto para quem busca atendimento gratuito nas áreas da fisioterapia e psicologia. Para utilizar os serviços, é preciso agendar via Whatsapp ou presencialmente nas clínicas.

Na clínica-escola de fisioterapia, os serviços oferecidos estão nos campos da ortopedia e neurologia, direcionados a pacientes de todas as idades. 

Já na área de psicologia, para quem busca cuidados com a saúde mental, a clínica-escola oferece dois tipos de serviços para o público adulto e infantil: psicoterapia, por meio de atendimentos individuais; ou avaliação psicológica, conforme demanda.

Além da abertura de consultas à população, o serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos cursos de fisioterapia e psicologia por meio da vivência prática nas futuras profissões, conforme destaca a coordenadora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, Gisele Leite de Abreu.

“Os estudantes conseguem efetivar na prática todo conhecimento adquirido durante a graduação, além de trabalhar as competências socioemocionais de humanização, empatia com o contato direto ao paciente. É uma forma de contribuirmos com o desenvolvimento social a partir da promoção da saúde e bem-estar à população”, salienta a fisioterapeuta. 

Serviço

Clínica-Escola de Fisioterapia
Horário de atendimento: segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30.
Agendamento: via WhatsApp ou presencialmente. Necessário encaminhamento. 
Contato: (67) 99325-7613
Endereço: Rua Júlio Verne, 109, Universitário – Campo Grande

Clínica-Escola de Psicologia 
Horário de atendimento: Segunda 13h30 às 16h30 e das 18h30 às 21h30, quarta-feira das 8h às 11h e sexta-feira das 8h às 11h e das 13h30 às 16h30
Agendamento: diretamente na clínica 
Contato: (67) 99171-5236
Endereço: Av. Gury Marques, 3203, Vila Olimpia – Campo Grande

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PROPOSTA NA MESA

Prefeitura de Corumbá avalia criação de grupo para consultar imposto territorial rural

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões

12/03/2026 17h00

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Em um movimento para aprimorar a transparência e engajamento da sociedade na gestão fundiária e tributária, foi entregue ao prefeito de Corumbá, Doutor Gabriel, a proposta que cria uma comissão consultiva para avaliar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

A comissão servirá como um canal permanente de diálogo entre os produtores rurais e o poder público para garantir que a integridade na base de cálculo do imposto. O foco é favorecer medidas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do Pantanal.

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões. O alinhamento para que essa comissão possa ser criada ocorreu a partir de discussão realizada durante a 27ª Feira Internacional Agropecuária e Cultural do Pantanal (Feapan), realizada em outubro de 2025.

Com a presença do Sindicato Rural, o objetivo é subsidiar informações no processo de levantamento do Valor da Terra Nua (VTN), dado que serve de base para o ITR, para que não haja distorções que ignorem as peculiaridades geográficas do Pantanal.

Com a proposta oficialmente apresentada, a Prefeitura de Corumbá agora passa a tramitar com a análise do pedido. Ainda não há prazo definido para deliberação.

Participaram da entrega da proposta, o Sindicato Rural de Corumbá em trabalho conjunto com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, por meio da Secretaria Executiva de Produção Rural. 

Diálogo e segurança jurídica no campo

A proposta desta Comissão Consultiva representa a transparência da formatação do imposto, bem como um aumento da participação da sociedade.

A comissão terá representantes da Prefeitura de Corumbá (Finanças, Desenvolvimento Econômico, Procuradoria Jurídica), Sindicato Rural de Corumbá, alguma cooperativa agrícola interessada, profissional técnico da área agronômica ou ambiental, representante da Receita Federal.

Impacto na economia do Pantanal

Corumbá detém um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil e o setor da pecuária é um importante fomentador da economia pantaneira. Esse avanço em andamento construído em parceria busca aprimorar três pontos:

  • justiça fiscal: diferenciação técnica entre pastagens nativas, áreas formadas e zonas de reserva ambiental;
  • redução de contenciosos: favorecer a economia e a geração de riqueza a partir da produção do campo;
  • investimento local: garantir que o recurso arrecadado (que pode ficar 100% no município via convênio com a Receita Federal) seja aplicado para aprimorar estruturas de Corumbá.

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