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Projeto de revitalização da Feira Central de Campo Grande é reprovado pelo Iphan

Recursos para custear reforma estão em última instância no Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (Depam)

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Anunciado em dezembro de 2022, o projeto de revitalização da Feira Central de Campo Grande, que tem aporte de R$ 40 milhões, foi negado após análise técnica feita pela Superintência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Mato Grosso do Sul (Iphan-MS).

Um dos principais pontos turísticos e gastronômicos da Capital, a Feira Central, desde outubro de 2006, está localizada na antiga Estação Ferroviária. A mudança de local da Feirona, que desde quando foi transferida das ruas José Antônio, Abrão Júlio Rahe e Padre João Crippa para o complexo ferroviário, causou polêmica e muita discussão, por se tratar de um espaço histórico da antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (EFNOB), que foi tombado em 2009, três anos depois de a Feira Central ser realocada na região.

O projeto de revitalização proposto pela Associação da Feira Central, Cultural e Turística de Campo Grande e técnicos da prefeitura teria, de acordo com o parecer técnico do Iphan-MS, obtido pela reportagem do Correio do Estado, irregularidades, pois é proposta a segmentação do espaço em dois, construindo a nova Feirona onde atualmente está o estacionamento.

“A implantação da nova Feira Central na área da Esplanada Ferroviária, em parte do antigo leito ferroviário, que propõe segmentar este espaço em dois, afeta diretamente valores destacados no processo de tombamento, referentes à percepção e ao entendimento do sistema linear composto pelo complexo e das relações entre este sistema e a cidade. Sua locação em meio à Esplanada Ferroviária não é passível de aprovação”, consta em trecho da conclusão do parecer técnico do Iphan-MS.

Outros fatores levantados pelo instituto são a altura e a distância do empreendimento, em que é considerado que o “modelo da nova Feira Central é superior, em muito, aos imóveis existentes, podendo afirmar que sua inserção causará danos irreversíveis na visibilidade e ambiência do conjunto protegido”.

O projeto da nova Feira Central propõe uma estrutura de dois pavimentos, com mais de 5 mil metros quadrados de área construída, que seria edificada onde hoje está o estacionamento, que será remanejado para a área da frente.

Em resposta ao parecer técnico do Iphan-MS, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) entrou com um recurso para solicitar nova análise, informando que a construção buscará revitalizar a área, atraindo mais investimentos e turismo, e que o projeto desenvolvido foi pensado para implantar a nova feira no espaço logo após os trilhos originais da ferrovia, de forma que estes ficassem visíveis ao público e que toda a vista da Rua 14 de Julho fosse aberta.

Também informou que, de dentro da nova edificação, será possível “ter visão geral de todos os edifícios do complexo, além de visão privilegiada da rotunda, além de um restaurante que terá função de mirante para esta parte da explanada”, diz a Sisep no recurso encaminhado ao Iphan-MS.

BUSCANDO SOLUÇÕES

Sobre o andamento do processo, a reportagem do Correio do Estado entrou em contato com o Iphan-MS, que informou que o documento ainda segue em análise dos órgãos federais de patrimônio histórico.

“O projeto de revitalização da Feira Central de Campo Grande (MS) foi analisado pelo Iphan-MS, tendo sido negado primeiro pela área técnica e, novamente, em recurso, pelo superintendente. Em fevereiro, um novo recurso foi submetido, em segunda instância, à presidência do Iphan, que o encaminhou ao Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (Depam), cuja manifestação ocorrerá por meio de parecer técnico a ser elaborado pela Câmara de Análise de Recursos (CAR)”, diz o Iphan-MS, em nota.

Em apuração da reportagem, também foi informado que existe uma busca para solucionar os problemas da revitalização que envolvem o patrimônio cultural, com conversas entre o Iphan-MS e a Prefeitura de Campo Grande para que se chegue em um denominador comum.

Procurada pela reportagem, a Associação da Feira Central, Cultural e Turística de Campo Grande informou que desconhece o imbróglio referente a interferências do projeto no patrimônio cultural nacional, citados em análise técnica feita pelo Iphan-MS. Informou ainda que a revitalização vem passando por processos de licitações e autorizações do Corpo de Bombeiros.

PROJETO

O atual projeto para a nova Feira Central prevê que o térreo do empreendimento, com 5,5 mil m² de área construída, será reservado para as 58 bancas de hortigranjeiros além do espaço de venda dos demais

produtos.
Em um segundo pavimento, com 6 mil m², haverá um espaço multiúso de 700 m² destinado a eventos, como apresentações musicais e artísticas. 

No pavimento superior também haverá um setor de alimentação, dividido em 30 restaurantes centrais, com capacidade para 920 lugares. Haverá também uma praça de alimentação dividida em 10 setores, e todo o complexo terá um estacionamento para 500 veículos.

SAIBA

O projeto de revitalização da Feira Central foi assinado em convênio com o governo do Estado, no valor de R$ 25 milhões, além de parceria firmada entre a Prefeitura de Campo Grande e a bancada federal, totalizando R$ 40 milhões em investimento.

três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

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