Cidades

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Projeto dos bingos coloca base aliada contra o governo

Projeto dos bingos coloca base aliada contra o governo

Redação

03/04/2010 - 23h49
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Brasília

Projeto de lei que legaliza a exploração de bingos e caça-níqueis no País, que deve render cerca de R$ 9 bilhões anuais em impostos diretos se aprovado, está pronto para votação, mas criou uma situação inusitada no Congresso. Enquanto líderes do PDT, PR e PTB, partidos da base de apoio do Planalto, defendem veementemente a matéria, o governo federal é contra e tem a seu favor neste caso os partidos da oposição: PSDB, DEM e PPS.

Enquanto a Caixa Econômica Federal, o Ministério da Fazenda e a Receita Federal alegam impossibilidade de fiscalização da atividade, PDT, PR e PTB não abrem mão da matéria. “Se a Receita fiscaliza o Imposto de Renda, que é muito mais complexo, por que não vão fiscalizar os bingos? Isso é uma hipocrisia”, dispara o líder do PDT na Câmara, Dagoberto Nogueira (MS). “Tem pouca gente ganhando com isso. Quando legalizar, muitos passarão a ganhar”, reforça o sul-mato-grossense, explicando que cerca de 300 mil novos empregos serão gerados. Dagoberto cita, inclusive, que brasileiros formam a maioria dos clientes de cassinos em cidades do Paraguai, país que faz fronteira com Mato Grosso do Sul.

O líder do PTB, Jovair Arantes (GO), também classifica como “hipocrisia” o argumento da dificuldade para fiscalizar os bingos. Para ele, o bingo e os caça-níqueis continuarão a existir no Brasil, independente de legalização. “O governo fiscaliza em qualquer parte do mundo que tem jogo. Isso é problema do governo”, afirma o parlamentar goiano, ressaltando que a clandestinidade do jogo favorece a corrupção de uma parcela de agentes públicos.

Oposição “governista”
Na contramão do que normalmente acontece, em relação à liberação dos jogos, os partidos de oposição concordam com o governo e são contra a matéria. O líder da minoria, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), ressalta a posição da área técnica do governo: não há garantias de fiscalização dos bingos e caça-níqueis. “Qual a prioridade de votar essa matéria agora?”, sintetiza.   
Diante do impasse, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), liberou a bancada para votar a matéria como bem entender. “Isso não é prioridade. O Congresso vai discutir esse tema. Não é assunto de governo”, afirmou o petista. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), preferiu se manter neutro na polêmica, afirmando que não há previsão para que a proposta entre na pauta de votações.

Lula “quer, mas não quer”
Ferrenho defensor da legalização dos bingos, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, afirmou que esteve cinco vezes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do assunto. Segundo o deputado paulista, Lula é favorável à legalização dos bingos. “Para o governo não tem problema não”, teria afirmado Lula, conforme Paulinho.  A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto não confirmou nem desmentiu a versão do pedetista.
Paulinho da Força ressalta que a liberação dos bingos vai criar “um novo setor na economia brasileira”. Contudo, assim como o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), ele avalia que o governo não quer assumir o desgaste de apoiar uma proposta polêmica em ano eleitoral. “O governo quer, mas não quer”, resume.

“Fantasma Waldomiro”
Autor do substitutivo que vai a voto, João Dado (PDT-SP) avalia que, num ano eleitoral, o “fantasma Waldomiro Diniz” pode ter alguma influência na falta de unidade do governo em torno da proposta. “O passado sempre impacta o presente e o futuro. Gato escaldado tem medo de água fria.”
Contudo, Dado avalia que o principal fator para que o governo não abrace a ideia é a resistência declarada de órgãos como a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). “Será que todos os outros países estão errados e nós é que estamos certos”, provoca o parlamentar. 

A exploração de todas as modalidades de jogos de bingo e máquinas caça-níqueis ficou proibida no Brasil por meio da Medida Provisória 168/04. A iniciativa foi uma resposta à primeira grande crise do governo Lula, que envolveu um assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu. No início de 2004, Waldomiro Diniz deixou a subchefia de assuntos parlamentares da Presidência da República após divulgação de uma fita de vídeo, datada de 2002, na qual ele aparece negociando propina com o empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O episódio rendeu uma CPI no Congresso, conhecida com CPI dos Bingos. (Com informações do site Congresso em Foco)

DESVIO

Móveis de luxo avaliados em R$ 100 mil são recuperados em Campo Grande

A carga iria para Manaus, no Amazonas, porém parou na Capital e descarregou os produtos em um galpão, sem autorização do proprietário da mercadoria

13/03/2026 18h30

Foi constatado que entre 20% e 30% dos volumes tinham sido desviados

Foi constatado que entre 20% e 30% dos volumes tinham sido desviados Divulgação / Polícia Civil

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul recuperou, nesta sexta-feira (13), móveis de alto padrão desviados para um depósito localizado na Rua Albatroz, no bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. A ação foi realizada por uma equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras).

Os policiais localizaram e recuperaram parte das mercadorias desviadas, entre elas sofás, poltronas, cadeiras e mesas de luxo, que estavam em um depósito na Capital. Os móveis recuperados estão avaliados em aproximadamente R$ 100 mil.

A investigação teve início após uma empresa fazer o boletim de ocorrência, que relatou o desaparecimento de parte de uma carga transportada de Balneário Camboriú (SC) com destino a Manaus (AM).

Segundo a Polícia Civil, durante o trajeto o caminhão que realizava o transporte apresentou problemas mecânicos em Campo Grande.

Na ocasião, a carga foi descarregada e transferida para um galpão na Capital, sem autorização do proprietário da mercadoria. Quando os produtos chegaram ao destino final, foi constatado que entre 20% e 30% dos volumes tinham sido desviados, além de diversos itens apresentarem danos.

Também foram identificados possíveis receptadores dos bens, que serão investigados durante o procedimento policial para esclarecer a dinâmica do desvio da carga e eventual participação de outros envolvidos. As mercadorias recuperadas serão restituídas aos proprietários.

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Cirurgiões-dentistas

Reposicionamento no plano de carreira de dentistas da rede municipal começa a valer em maio

Mudança atende a uma determinação judicial e encerra um impasse que se arrastava desde novembro

13/03/2026 18h00

Assembleia realizada na sede do sindicato em novembro do ano passado

Assembleia realizada na sede do sindicato em novembro do ano passado Foto: Sioms / Divulgação

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O reposicionamento no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos cirurgiões-dentistas da rede pública de Campo Grande começará a valer a partir de maio.

A medida foi publicada pela Prefeitura em edição extra do Diário Oficial do Município no última segunda-feira (9) e atende profissionais efetivados até 30 de junho de 2020, estabelecendo novos enquadramentos na carreira.

Em junho, os profissionais enquadrados na 2ª classe receberão os valores devidos. Já para os profissionais da 1ª classe, o pagamento será parcelado, com parte prevista para maio e outra para janeiro do próximo ano.

Aqueles que ficaram para janeiro receberão, em maio, os valores correspondentes ao enquadramento na 2ª classe. A publicação também garante o cumprimento da nova tabela do PCCR.

A mudança atende a uma determinação judicial e encerra um impasse que se arrastava desde novembro do ano passado entre a categoria e o Executivo municipal.

Em assembleia realizada na última quinta-feira (5), os associados do Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (Sioms) decidiram, por unanimidade, aceitar o acordo apresentado pela Prefeitura.

Antes disso, os profissionais realizaram assembleias, indicativo e estado de greve, reuniões e também ingressaram com ações judiciais para garantir o cumprimento do plano de carreira.

Presidente do sindicato, David Chadid, comemorou a publicação e destacou que a conquista é resultado da mobilização da categoria.

“Foram dias tensos e de muita negociação. Tivemos que recorrer à Justiça algumas vezes, mesmo tendo decisões favoráveis anteriores, inclusive até do STJ, e também mobilizar os profissionais para pressionar. Essa publicação é uma vitória, resultado da nossa luta, que mostra a força da nossa categoria”, afirmou.

Segundo Chadid, o reposicionamento contempla cirurgiões-dentistas com carga horária de 20h e 40 horas semanais, tanto de 2ª quanto de 1ª classe. 

“Conquistamos integralmente o nosso tão sonhado reposicionamento. Foi uma grande vitória”, afirmou Chadid.

Paralelamente ao acordo, o sindicato também comemorou a aquisição de novos compressores pela prefeitura, equipamentos considerados essenciais para o funcionamento de consultórios odontológicos nas unidades de saúde. Os aparelhos já começaram a ser instalados em algumas unidades da rede municipal.

“Essa é uma luta antiga do sindicato. Fizemos várias denúncias, tanto para a sociedade quanto para o Ministério Público. Hoje podemos comemorar mais essa vitória para os profissionais e, principalmente, para a população, que voltará a ter atendimento de saúde bucal ao seu alcance”, completou.

Imbróglio judicial

As partes tentavam um acordo desde novembro do ano passado. Para o presidente do Sioms, a paralisação prolongada era prejudicial para a população de Campo Grande e para os próprios profissionais.

“Os profissionais investiram tempo e recursos em especializações e abdicaram de tempo com a família para melhor atender a população. Estamos falando de recursos significativos, que também ajudam a movimentar a economia de Campo Grande”, afirmou.

Segundo ele, o setor odontológico público movimenta cerca de R$ 12 milhões por ano no município.

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