Cidades

SAÚDE

Proposta de cobrança no SUS não é viável nem tem eficácia, diz Chioro

O ministro evitou, contudo, fazer críticas mais fortes à proposta

FOLHAPRESS

11/08/2015 - 21h00
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O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou nesta terça-feira (11) que a proposta de uma cobrança no SUS por faixa de renda, apresentada ao Planalto por líderes do Senado para ajudar na recuperação da crise política, segue um modelo "que não tem eficácia".
Para Chioro, já há uma forma de cobrança no SUS, "em que a população contribui com impostos".

"Não acredito que haja viabilidade na proposta tal como ela em um primeiro momento aparece, com cobrança por classe social. Isso seria equivalente ao modelo chileno, que não mostra nenhuma eficácia", disse, em evento de lançamento da campanha de vacinação contra a pólio.

O ministro evitou, contudo, fazer críticas mais fortes à proposta e disse que o debate sobre financiamento da saúde "é bem-vindo". Mas utilizou a campanha para fazer uma defesa do atual sistema, que prevê atendimento gratuito para toda a população.

"Hoje a Organização Mundial de Saúde usa o Brasil como exemplo. Erradicamos a pólio em 1994 em um país com dimensão continental e áreas pobres. É um exemplo típico que o sistema nacional de saúde público, gratuito para todo mundo funciona", disse.

"Temos na nossa Constituição um sistema universal, o que é uma luta que a gente compartilha", completou.

AGENDA BRASIL

Intitulado "Agenda Brasil", o pacote de sugestões liderado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), lista 28 itens com medidas e ações como "contribuição do Congresso" para a retomada do crescimento.

A proposta, entregue nesta segunda-feira (10) aos ministros Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento) e Edinho Silva (Comunicação Social), é dividida em três áreas: nove medidas para "melhoria do ambiente de negócios e infraestrutura"; 14 no campo do "equilíbrio fiscal"; cinco de "proteção social".

Na área da saúde, além da sugestão de cobrança no SUS por faixa de renda, há uma proposta de estabelecer regras para o pagamento de medicamentos e procedimentos solicitados na esfera judicial.

Para Chioro, a discussão é positiva.

"Há um consenso entre todos os gestores e é também uma percepção na área dos planos de saúde que precisamos aperfeiçoar os marcos regulatórios em relação à judicialização."

Uma das possibilidades, afirma, é estabelecer regras para o pagamento de tratamentos experimentais, ainda sem registro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

"Remédios muitas vezes são submetidos à nossa população, e o Brasil acaba sendo plataforma de lançamento de produtos sem confiança, sem que tenham sido testadas sua efetividade e segurança", criticou.

Mato Grosso do Sul

Energia solar: proposta que exige mais clareza nas faturas de luz avança na CCJ

Entre os dados que deverão constar estão a quantidade de energia injetada na rede, o volume consumido, o saldo e os créditos disponíveis

15/04/2026 15h00

Foto: Luciana Nassar / Alems

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou, nesta quarta-feira (15), o Projeto de Lei 186/2024, que prevê maior transparência nas faturas de energia elétrica para consumidores com microgeração ou minigeração de energia solar. A proposta segue agora para análise e votação. 

De autoria dos deputados Paulo Duarte (PSDB) e Gerson Claro (PP), e com relatoria de Caravina (PSDB), o projeto estabelece a obrigatoriedade de informações detalhadas nas contas de luz. Entre os dados que deverão constar estão a quantidade de energia injetada na rede, o volume consumido, o saldo e os créditos disponíveis.

A medida busca garantir que consumidores que utilizam sistemas fotovoltaicos tenham acesso claro às informações sobre a compensação de energia, o que permite melhor compreensão dos valores cobrados e dos créditos acumulados.

Na justificativa, os autores destacam o crescimento da adesão à energia solar no país e em Mato Grosso do Sul como alternativa para reduzir custos. Apesar da expansão, apontam que a regulamentação das pequenas usinas ainda apresenta limitações, o que dificulta o entendimento das faturas por parte dos consumidores.

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Condolências

Ministério dos Povos Indígenas lamenta morte de sobrinha de ministro

Luna Mayara Eloy Terena sofreu uma parada cardiorrespiratória após passar mal na escola

15/04/2026 14h15

Luna Eloy Terena

Luna Eloy Terena Foto: Reprodução

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A sobrinha do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, morreu aos 9 anos após passar mal na escola, em Brasília, na segunda-feira (13). Luna Mayara Eloy Terena chegou a ser atendida em uma unidade de saúde, mas sofreu uma parada cardíaca pouco depois e não resistiu.

O velório ocorreu nesta quarta-feira (15), na aldeia Imbirussú, em Aquidauana, sepultamento realizado no cemitério da aldeia Pegue, terra ancestral da família. Luna Mayara é filha das grandes lideranças do povo Terena, Leosmar Terena e Simone Eloy Terena.

Segundo informações, a criança passou mal enquanto estava na escola e foi levada a uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico e foi liberada. Em seguida, voltou a apresentar sintomas, precisou retornar ao local e sofreu uma parada cardíaca.

Em nota oficial, o Ministério dos Povos Indígenas manifestou pesar pela morte da menina:

"O Ministério dos Povos Indígenas manifesta seu profundo pesar pela partida da pequena Luna Mayara Eloy Terena, que ancestralizou nesta segunda-feira (13). Sua partida tão precoce deixa um vazio irreparável em todas e todos que conviveram com ela, e toda a comunidade da Aldeia Cachoeirinha e da terra indígena Taunay Ipegue em luto. Neste difícil momento, prestamos nossa solidariedade a toda família e amigos de Luna, em especial seus pais, Leosmar Terena e Simone Eloy Terena; e seu tio, Ministro Eloy Terena. Desejamos muita força e resiliência para enfrentar esta grande perda."

Sem esclarecimentos, a causa da morte segue sob investigação. 

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