Cidades

Operação Athos

Quadrilha de tráfico agia em MS e outros cinco estados

Quadrilha de tráfico agia em MS e outros cinco estados

G1

10/06/2014 - 11h22
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Dezenove pessoas foram presas, nesta terça-feira (10), durante uma operação para desmontar uma quadrilha de tráfico internacional de drogas que agia em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, de acordo com a Polícia Federal (PF). Dois mandados de prisão preventiva ainda devem ser cumpridos em São Paulo, e uma pessoa é considerada foragida.

Cerca de 250 policiais federais cumpriram 38 mandados de busca e apreensão e nove de conduções coercitivas. Do total de detidos nesta terça (10), 14 foram presos em Juiz de Fora, na Zona da Mata. De acordo com o delegado Regional de Investigação em Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais, Paulo Henrque Barbosa, todos vão ser indiciados por organização criminosa e, se condenados, a pena pode chegar a 20 anos.

Inicialmente, a polícia informou que o grupo atuava em cinco estados, mas, durante coletiva, divulgou também ramificação no Mato Grosso do Sul. De acordo com a PF, durante as investigações da Operação Athos, um núcleo responsável por financiar o tráfico foi identificado e um dos integrantes estava diretamente ligado a fraudes bancárias, que podem chegar a R$ 120 milhões em um ano.

A polícia informou que, durante seis meses de investigação, outras 16 pessoas já haviam presas e uma detida detida por transporte de dinheiro advindo do tráfico de drogas. As localidades ainda não foram divulgadas. Segundo o delegado, a apuração foi aberta a partir de dados obtidos pela inteligência da polícia.

A quadrilha, considerada uma das principais distribuidoras de drogas do país, segundo a PF, comprava os entorpecentes na Bolívia e no Paraguai, fazendo o transporte de avião para o interior do estado de São Paulo. Depois, eram distribuídos em Minas Gerais, Rio de Janeiro e região Nordeste do país.

Os criminosos movimentaram milhões de reais, utilizando contas bancárias, serviços de doleiros e dinheiro em espécie e fazendo a lavagem dos lucros por meio de empresas de transporte de passageiros e de comércio em geral. Além de documentos falsos, a quadrilha também contava com uma rede de tráfico de influências, que ajudava na manutenção das atividades criminosas.

A PF informou que, para desarticular o poder econômico da quadrilha, medidas judiciais foram tomadas como o bloqueio de valores e ativos depositados em instituições bancárias em titularidade de 28 CPFs e quatro CNPJs; sequestro de todos os bens imóveis e veículos em nome das mesmas pessoas físicas e jurídicas; além do sequestro de patrimônio já identificado dos investigados, incluindo cinco aeronaves, quatro lanchas de luxo, uma moto aquática, 11 imóveis e 14 veículos. Todos os bens foram avaliados em cerca de R$ 70 milhões.

A PF ainda apreendeu 594 quilos de cocaína (pasta base e cloridrato), cerca 1,5 tonelada de maconha, uma pistola calibre .380, munição, seis veículos, um caminhão, R$ 203.695 e US$ 390.228.

O nome Athos vem da mitologia grega. Athos era um dos gigantes, filho de Gaia e Urano, que, em uma batalha, jogou uma montanha sobre Zeus. Daí o significado do nome Athos, "aquele que nada teme".

MEIO AMBIENTE

Às vésperas do fim do veto, governo inicia estudos sobre pesca do dourado em MS

A cinco meses do fim da proibição, Imasul libera pesquisadores para capturar exemplares da espécie e reunir dados que poderão fundamentar a continuidade da restrição

23/10/2026 12h00

Proibida desde 2019, a pesca do dourado em Mato Grosso do Sul poderá ter futuro definido com base em estudos científicos que devem ser apresentados até fevereiro de 2027

Proibida desde 2019, a pesca do dourado em Mato Grosso do Sul poderá ter futuro definido com base em estudos científicos que devem ser apresentados até fevereiro de 2027 Edemir Rodrigues / SecomMS

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Depois de quase oito anos de proibição da pesca do dourado em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado autorizou a captura de exemplares da espécie para pesquisas científicas que poderão embasar a manutenção do veto. A medida foi oficializada por meio de portaria do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), publicada no Diário Oficial do Estado, nesta sexta-feira (23), a pouco mais de cinco meses do encerramento da restrição, previsto para março de 2027. 

A autorização ocorre em meio à proximidade do prazo para apresentação dos estudos técnicos que deverão orientar a decisão sobre o futuro da pesca do dourado nos rios sul-mato-grossenses. Embora a proibição esteja em vigor desde 2019, a legislação estabelece a necessidade de levantamentos científicos e econômicos para justificar uma eventual prorrogação.

A Portaria Imasul nº 1.767, assinada na quinta-feira (22), permite a captura, o manejo e o transporte de exemplares do dourado (Salminus brasiliensis) exclusivamente para fins científicos. Os trabalhos integram o projeto interinstitucional "Estado da arte Dourado - Salminus brasiliensis em Mato Grosso do Sul”, desenvolvido por instituições de pesquisa e universidades.

A liberação busca complementar a coleta de dados nas bacias do Alto Paraguai e do Paraná, com foco na avaliação da biologia, da pesca e da dinâmica populacional da espécie. Entre os levantamentos previstos está a análise da estrutura etária dos dourados, que permite estudar a composição por idade dos exemplares encontrados nos rios.

Para isso, os pesquisadores poderão capturar peixes e coletar escamas, otólitos e outros materiais biológicos necessários às análises laboratoriais. A portaria também permite o sacrifício de exemplares, desde que limitado à quantidade estritamente necessária para a execução da pesquisa. 

A autorização não representa a liberação da pesca comercial ou recreativa do dourado. A captura continua restrita às equipes científicas vinculadas ao projeto, que deverão seguir as condições estabelecidas pelo órgão ambiental.

A legislação que impede a pesca do dourado foi instituída em janeiro de 2019, durante o governo de Reinaldo Azambuja, com a proposta de proteger a espécie e contribuir para a recuperação de suas populações nos rios de Mato Grosso do Sul.

Inicialmente prevista para durar cinco anos, a restrição foi prorrogada posteriormente, chegando ao prazo atual de 31 de março de 2027. 

A Lei Estadual nº 6.390, sancionada em março de 2025, estabeleceu que estudos técnico-científicos e econômicos devem subsidiar a discussão sobre a continuidade ou suspensão do veto.

Pesquisa reúne sete instituições

A execução dos trabalhos está vinculada ao Termo de Cooperação Técnica nº 001/2025, firmado entre a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o Imasul, a Embrapa Pantanal, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM), por meio do Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura (Nupélia).

As atividades serão desenvolvidas por equipes coordenadas por Agostinho Carlos Catella, da Embrapa Pantanal; Cristiane Fátima Meldau de Campos Amaral, Yzel Rondon Suarez e Elaine Antoniassi Luiz Kashiwaqui, da UEMS; Anderson Ferreira, da UFGD; Maria José Alencar Vieira, da UFMS; e Diego Corrêa Alves, da UEM.

A pesquisa deverá abranger as bacias do Alto Paraguai e do Alto Paraná, dentro do território sul-mato-grossense.

Conforme a portaria, os pesquisadores deverão apresentar resultados parciais e um relatório final ao Imasul, seguindo o cronograma previsto no termo de cooperação. A autorização permanecerá válida até o encerramento do acordo ou de eventuais prorrogações.

O documento também dispensa as equipes vinculadas ao projeto da emissão de autorizações individuais para o manejo dos peixes, desde que sejam cumpridas as exigências estabelecidas pelo órgão ambiental.

CLIMA

MS terá onda de calor no próximo trimestre causada pelo El Niño

O atual período registra forte aquecimento diurno, gera instabilidade e favorece as tempestades severas de curta duração com chuvas intensas

23/10/2026 11h30

A recomendação é reforçar a hidratação ao longo do dia, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes, especialmente entre o fim da manhã e o meio da tarde

A recomendação é reforçar a hidratação ao longo do dia, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes, especialmente entre o fim da manhã e o meio da tarde Gerson Oliveira

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O El Niño tem previsão de causar uma onda de calor e mudar os padrões de chuva em Mato Grosso do Sul. De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), há tendência de precipitação com acumulados acima da média histórica no Estado, acompanhada por temperaturas elevadas e risco de ondas de calor.

O atual período registra forte aquecimento diurno, gera instabilidade e favorece as tempestades severas de curta duração com chuvas intensas, vendavais, raios e queda de granizo.

Valesca Fernandes, meteorologista e coordenadora do Cemtec, explica que apesar da tendência de precipitações acima da média, é importante destacar que essa condição não deverá ocorrer de forma homogênea em todo o Estado.

“Mato Grosso do Sul está inserido em uma zona de transição climática, apresentando elevada variabilidade espacial e temporal das condições atmosféricas, principalmente de precipitação. O trimestre, entre novembro e janeiro, tem tendência de chuvas acima da média, mas podem ocorrer períodos de estiagem, distribuição irregular, diferenças significativas entre regiões e municípios”.

O próximo trimestre também tem previsão de ser mais quente do que o normal, com temperaturas acima da média histórica, com permanência do El Niño e deve atingir uma categoria muito forte.

Episódios de calor intenso, associado a tendência geral de precipitações acima da média histórica em MS, além da variação típica do Estado, indicam que os períodos chuvosos podem ocorrer de maneira irregular.

“Embora o Estado já tenha registrado algumas ondas de calor e episódios de temperaturas acima da média histórica, o cenário atual difere de 2023 e 2024, quando sob o domínio de El Niño forte, ocorreu um intenso aquecimento acompanhado por expressivo déficit pluviométrico, criando um ambiente extremamente propício à propagação de grandes queimadas”, disse Valesca Fernandes.

 

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