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Quarta edição da Corrida da Advocacia reúne 800 participantes

O evento ocorreu neste domingo (16) em Campo Grande, com modalidades de 5 km, 10 km, 21 km e caminhada

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O fato da corrida ser um dos esportes em maior ascensão em Campo Grande não é nenhuma novidade, já que os diversos eventos promovidos para este fim têm tido números expressivos de participantes. 

É o caso da quarta edição da Corrida da Advocacia que aconteceu neste domingo (16) no Parque dos Poderes, na Capital. Promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), o evento reuniu mais de 800 inscritos. 

Entre advogados, praticantes do esporte, profissionais ou não, os competidores disputaram nas categorias feminino e masculino para os percursos de 5 km, 10 km e 21 km, além da modalidade de caminhada, que também reuniu um número expressivo de participantes. 

O presidente da OAB/MS, Bitto Pereira, participou da prova de 5 km e reforçou a importância da prática esportiva, principalmente com acompanhamento e incentivo. 

"A advocacia merece uma corrida que já está se tornando tradicional como um evento esportivo no cenário do Mato Grosso do Sul. Temos uma atividade profissional estressante e é necessária uma atividade para cuidar do bem-estar, da saúde física e mental. Esse é um evento que veio para ficar,” declarou.

A Secretária-Geral Adjunta da OAB/MS, Letícia Arrais Miranda Guimarães, participou do percurso de 21 km e conquistou o segundo lugar na categoria. Para ela, o evento foi um sucesso absoluto, com os 800 competidores transformando a corrida em mais do que uma competição, mas em uma confraternização. 

“A OAB/MS, graças ao apoio do Presidente Bitto Pereira, consegue hoje entregar um evento que já é tradicional no Estado e estamos pensando nas próximas edições. Agradeço a presença de todos, das empresas parceiras, da Bolt que esteve junto conosco na organização e a toda diretoria da OAB/MS por proporcionar um evento tão magnífico e tradicional para a nossa advocacia,” afirmou Letícia.

A participação da comunidade também foi destacada pelo Diretor-Geral da Escola Superior da Advocacia (ESA/MS), João Paulo Sales Delmondes. 

“A ESA/MS entende que esse momento proporciona ao advogado, que vive em uma rotina intensa de trabalho e estudo, um pouco de lazer e que permite a reunião com outros amigos, sendo um excelente espaço de descontração. Os números superaram as expectativas e a cada ano a corrida vem se consolidando como um sucesso absoluto,” disse Delmondes.

Todos os participantes tiveram assistência integral durante todos os percursos e receberam medalhas de participação. 

Confira a lista dos cinco primeiros colocados de cada categoria:

21 km feminino advogado:
1. Gisele Amaral
2. Letícia Arrais Miranda Guimarães
3. Líbera Copetti de Moura Truzzi
4. Ketellen Aparecida da Silva Hostiano
5. Alessandra Duarte dos Santos

21 km masculino advogado:
1. Marcelo Francisco Assis Filho
2. Tiago Marras de Mendonça
3. Heitor Miranda Guimarães
4. Marco Valério da Silva Júnior
5. Rafael Miranda da Silva

10 km feminino advogado:
1. Jordana Pereira Lopes Goulart
2. Maira Nunes Farias Portugal
3. Laisa Carneiro Fernandes Urder de Andrade
4. Renata Pereira Domingos
5. Edilana Hirle da Silva

10 km masculino advogado:
1. Luciano Barbosa de Campos
2. Cássio Simabuco Tibana
3. Bruno Rafael da Silva Taveira
4. Guilherme Vieira de Barros
5. Bruno Colombo Figueiredo

05 km feminino advogado:
1. Juliana Rodrigues
2. Franciele Costa Leite
3. Érica dos Santos Kubota
4. Jhenny Andrade Viana Mugart
5. Fernanda Soares Longuinho Alves

05 km masculino advogado:
1. Victor Marcelo Acosta Cocian
2. Maycon Junio Munhol Costa dos Santos
3. Ioron de Lima Mugart
4. Pedro Maurício Comunello dos Santos
5. Tiago Perosa

Na classificação geral, receberam a premiação: 

05 km feminino geral:
1. Evelin Lima Eich
2. Ana Carolina da Silva Matias
3. Maria Fernanda Brandão
4. Janaína Bittencourt
5. Cláudia Aquino Cavalcante Fonseca

05 km masculino geral:
1. Pedro Antônio Fróes Teixeira
2. Vilmar Roberto Dias
3. Claudemir Gomes da Silva
4. Diego Silva
5. Jair Soares dos Santos

10 km feminino geral:
1. Thais Delazari
2. Alayne Michelli Almeida Gomes
3. Mariana Cabriotti Rodrigues
4. Beatriz Lopes Cox
5. Larissa Regina Souza Valdiovino

10 km masculino geral:
1. Maicon Dieferson Gomes
2. Nelício da Silva Antônio
3. Diego Garcia Baumgardt
4. Weslley Batista Rolon
5. Lucas Leandro dos Santos

21 km feminino geral:
1. Danielle Lemoigne
2. Patrícia Donida
3. Vanessa de Oliveira Cortez
4. Cláudia Ferreira Nunes
5. Lilian Dornelas

21 km masculino geral:
1. Alan Ferreira Araújo da Silva
2. Ederson Rodrigo de Jesus
3. Bruno Alves Silva
4. Luiz Felipe Samuel Ferreira
5. Samuel Souza


 

Relatório

Inspeção aponta revista com nudez e 13 horas sem comida em presídio de MS

Procedimento foi constatado após entrevistas reservadas com 85 internas, feitas sem a presença de policiais penais

23/02/2026 17h45

Foto: Divulgação

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Mulheres presas no Estabelecimento Penal Feminino de Ponta Porã relataram à Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul que são submetidas a revistas com exigência de nudez e agachamentos, inclusive durante o período menstrual, além de passarem 13 horas sem comida. A prática foi identificada durante inspeção ordinária realizada sem aviso prévio pela instituição, que apontou uma série de violações de direitos dentro da unidade.

O procedimento foi constatado após entrevistas reservadas com 85 internas, feitas sem a presença de policiais penais, além de vistoria em todos os espaços do presídio.

Segundo o coordenador do Núcleo Institucional do Sistema Penitenciário, defensor público Maurício Augusto Barbosa, o relatório foi concluído no ano passado, mas, até o momento, poucas medidas efetivas teriam sido adotadas para corrigir os problemas apontados.

Além das revistas consideradas vexatórias, o documento registra relatos de agressões físicas com uso de spray de pimenta, punições coletivas, retenção de correspondências e denúncias de racismo, LGBTfobia e xenofobia.

O relatório descreve que a unidade funciona em um prédio adaptado de uma antiga escola, sem arquitetura adequada para presídio e sem laudos atualizados da Vigilância Sanitária ou do Corpo de Bombeiros.

Durante a vistoria, foram identificadas infiltrações, goteiras, rachaduras nas celas e deterioração em áreas de higiene.

As internas também relataram restrição no fornecimento de água, disponível apenas em horários específicos. Em alguns casos, segundo os depoimentos, o corte no abastecimento seria utilizado como forma de punição coletiva. Há registros de uso de baldes para banho devido à falta de funcionamento de chuveiros.

A alimentação também foi apontada como problema. São servidas três refeições por dia, às 6h30, 11h30 e 16h30, o que impõe um intervalo de cerca de 13h sem comida até o café da manhã seguinte. A Defensoria também apontou que a produção da horta mantida na unidade seria destinada exclusivamente aos agentes penais.

O relatório indica ainda ausência de estrutura interna para atendimento psicológico regular, limitação da assistência odontológica a procedimentos básicos e inexistência de exames preventivos, como mamografia.

Entre as recomendações encaminhadas estão a realização de vistorias técnicas, garantia de fornecimento contínuo de água potável, ampliação da assistência médica, odontológica e psicológica, eliminação de revistas com nudez e respeito aos direitos da população LGBTQIA+.

O documento pede investigação de denúncias de violência física e psicológica, maus-tratos, assédio sexual, racismo, LGBTfobia e xenofobia atribuídas a agentes penais e à direção da unidade.

O relatório foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, ao Governo de Mato Grosso do Sul e a outros órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema prisional.

O documento é assinado pelos defensores públicos Maurício Augusto Barbosa, Andréa Pereira Nardon e Diogo Alexandre de Freitas.

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CORREÇÃO DOS VENCIMENTOS

Inquérito investiga prefeitura de MS por pagar salário-base abaixo do mínimo aos servidores

Promotora aponta inconstitucionalidade na política remuneratória dos servidores públicos de Naviraí

23/02/2026 17h10

Centro da cidade de Naviraí

Centro da cidade de Naviraí Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu inquérito civil contra a Prefeitura de Naviraí para apurar e corrigir uma suposta violação do Poder Executivo em relação aos pagamentos dos salários-base dos servidores públicos, que estão recebendo abaixo do vencimento mínimo nacional.

De acordo com a Promotora de Justiça, Fernanda Proença de Azambuja Barbosa, a medida adotada pela Prefeitura viola o artigo 7º, inciso VII, da Constituição Federal, o qual trata dos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais e da garantia de salário, que não deve ser nunca inferior ao mínimo.

Ainda segundo os fundamentos da promotora Fernanda Proença, o inquérito foi aberto devido ao flagrante de uma "evidenciada situação" de inconstitucionalidade e também porque o prazo do procedimento (notícia de fato) expirou, sem que a Prefeitura resolvesse o problema de forma voluntária. 

Por fim, Fernanda aponta que, segundo o artigo 169 da Constituição Federal, que trata dos limites de despesas com pessoal, embora existam limites de gastos, a administração do município deve primeiro reduzir despesas com cargos em comissão e funções de confiança (pelo menos 20%) ou exonerar servidores não estáveis antes de sacrificar o direito ao salário mínimo dos servidores. Com a evolução para esta fase, o objetivo do MPMS agora é "apurar e corrigir suposta violação".

Origem do processo

A investigação começou a partir de uma manifestação do gabinete da vereadora Giovana Silvério (PSD), que denunciava uma possível inconstitucionalidade na política remuneratória dos servidores públicos de Naviraí, pelo fato destes profissionais estarem recebendo um vencimento-base inferior ao salário mínimo nacional, atualizado para R$ 1.621 este ano.

De acordo com o documento, as categorias que estão sendo prejudicadas são: 

  • operador de serviços públicos
  • auxiliar de serviços diversos
  • vigia
  • lavador e lubrificador de veículos e máquinas
  • auxiliar de oficina, 
  • técnico de manutenção de parques e jardins
  • zelador
  • auxiliar de laboratório
  • Operador de Serviços Públicos III.

O processo diz que estes profissionais recebiam o montante de R$1.482,68, e para compensar os valores havia o pagamento de R$ 35,32, como "complemento para atendimento ao salário mínimo", amparado, segundo a Prefeitura, na Lei Complementar n° 287, de 9 de junho de 2025.

Ocorre que, durante o procedimento, a prefeitura de Naviraí publicou a Lei Complementar n. 296, de 19 de dezembro de 2025, a qual estabelece que os servidores públicos do poder executivo municipal que recebiam abaixo do salário mínimo passariam a receber vencimento básico de R$1.621,00.

Além disso, a legislação previa ainda que a aplicação dos valores seria condicionada à observância dos limites de despesa com pessoal fixadas na lei de responsabilidade fiscal, além da disponibilidade orçamentária e financeira.

Diante disso, a vereadora Giovana Silvério informou que teria apresentado uma emenda modificativa, a fim de que os efeitos financeiros da lei se aplicassem imediatamente a partir da data de sua publicação. Todavia, a emenda foi rejeitada pelo plenário da Câmara de Vereadores.

Posição do Executivo

A Câmara Municipal de Naviraí alega, através da estrutura da sua política remuneratória e leis complementares, que é possível pagar um vencimento-base inferior ao salário mínimo, desde que a remuneração total, somada a gratificações e outras verbas, atinja o valor do piso nacional.

A administração pública também argumenta que ultrapassou os limites de despesas com pessoal em 2025, os quais ficaram acima do teto estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece o limite de 54% do total das receitas e não pode conceder reajuste de pessoal.

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