Cidades

Operação Little Bag

Quarto investigado é preso em Sidrolândia após operação da PF em Dourados

Homem era o único dos quatro alvos que ainda não havia sido localizado

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O quarto investigado alvo da Operação Little Bag, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (27), foi preso no fim da tarde em Sidrolândia, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ele era o único dos quatro alvos que ainda não havia sido localizado após o cumprimento dos mandados de prisão preventiva em Dourados e Itaporã.

Com a prisão, os quatro investigados que tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça da Comarca de Dourados foram localizados. A operação também resultou na apreensão de cinco veículos e de R$ 160 mil em dinheiro.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores que chegam a R$ 7 milhões. 

A operação foi realizada pela Polícia Federal para desarticular uma organização criminosa investigada por envolvimento com o tráfico de drogas. Conforme apurado pela reportagem, a investigação tem relação com apreensões de maconha realizadas em Mato Grosso do Sul ao longo de 2025.

Durante a ação desta quinta-feira, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão em Dourados e Itaporã, municípios localizados a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande.

Inicialmente, três dos quatro alvos haviam sido presos. O quarto investigado não havia sido encontrado e era considerado foragido até ser localizado em Sidrolândia, com apoio da PRF.

As diligências fazem parte da investigação que busca esclarecer a atuação do grupo e o patrimônio relacionado às atividades criminosas investigadas.

Escuridão Recorrente

Apagão na Ernesto Geisel acumula reclamações e expõe motoristas a riscos

Moradores voltam a cobrar a substituição de lâmpadas queimadas no prolongamento da via, que liga bairros populosos da região sul de Campo Grande.

27/08/2026 16h01

Avenida Ernesto Geisel recebe diariamente grande fluxo de veículos e liga bairros da região sul de Campo Grande.

Avenida Ernesto Geisel recebe diariamente grande fluxo de veículos e liga bairros da região sul de Campo Grande. Foto: Reprodução.

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A falta de iluminação pública voltou a provocar reclamações no prolongamento da Avenida Ernesto Geisel, uma das principais ligações entre bairros da região sul de Campo Grande. Lâmpadas queimadas deixam pontos da via no escuro e aumentam a preocupação de moradores, trabalhadores e motoristas que passam pelo trecho durante a noite.

O problema atinge a extensão que interliga os bairros Marcos Roberto, Nova Esperança, Guanandi I, Guanandi II e Aero Rancho. Além de reduzir a visibilidade dos condutores, a escuridão dificulta a circulação de pedestres e amplia a sensação de insegurança em uma área de intenso movimento diário.

A reclamação não é recente. Desde o início deste ano, a deficiência na iluminação da Ernesto Geisel aparece em sucessivas cobranças encaminhadas ao município.

Em janeiro, moradores já relatavam a existência de postes apagados em trecho movimentado da avenida e pediam a substituição das lâmpadas.

No início de agosto, o problema voltou à pauta após novas queixas da população. Na ocasião, houve pedidos de manutenção tanto na Ernesto Geisel quanto no trecho compreendido entre as avenidas Ezequiel Ferreira Lima e Georges Chaia.

Agora, menos de um mês depois, a repetição das reclamações indica que os pontos escuros permanecem ou voltaram a surgir ao longo da via.

Nesta quinta-feira (27), uma nova solicitação foi encaminhada aos órgãos responsáveis pela manutenção da iluminação pública. O pedido partiu do vereador Delei Pinheiro (PP), após moradores relatarem dificuldades para circular pelo prolongamento da avenida no período noturno.

"Estamos cobrando a manutenção da iluminação porque sabemos da importância dessa via para a população. É um trecho de ligação entre vários bairros e precisa oferecer segurança e tranquilidade para moradores, trabalhadores e todos que circulam pelo local", declarou o parlamentar.

A Ernesto Geisel funciona como um corredor viário estratégico entre diferentes regiões da Capital e recebe diariamente automóveis, motocicletas, ônibus, ciclistas e pedestres.

Em vias com esse volume de circulação, a iluminação adequada é considerada elemento essencial para que os condutores consigam identificar obstáculos, cruzamentos e pessoas às margens da pista.

O histórico da região mostra que o problema atravessa diferentes anos. Em 2014, moradores do Aero Rancho já apontavam a precariedade da iluminação pública como um dos fatores que aumentavam a insegurança no bairro. Na época, estudantes relataram medo ao retornar para casa durante a noite.

Em outro episódio, registrado ainda em 2011, a combinação entre falta de iluminação e um buraco na Ernesto Geisel foi relacionada a uma sequência de seis acidentes ocorridos no mesmo dia.

Embora os casos sejam antigos, as novas cobranças revelam que a manutenção dos pontos de luz continua sendo uma demanda recorrente ao longo da avenida.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para saber se há previsão para a substituição das lâmpadas queimadas e a manutenção da iluminação no trecho. Até a publicação desta matéria, porém, não houve retorno.

Saúde

Após anos de problemas, Justiça dá prazo para Prefeitura recuperar USF da Capital

Município terá até 90 dias para executar obras na unidade do Jardim Bonança; decisão prevê sequestro de verbas em caso de descumprimento

27/08/2026 14h30

Reprodução/Google Street

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A Justiça determinou que a Prefeitura de Campo Grande apresente, em até 30 dias, um plano para solucionar problemas estruturais na Unidade de Saúde da Família (USF) do Jardim Bonança, onde foram identificados rachaduras, infiltrações e mofo nas paredes e no teto da área de recepção e espera.

A decisão, obtida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), estabelece ainda prazo de até 90 dias para a execução das medidas necessárias. Em caso de descumprimento injustificado, a Justiça poderá determinar o sequestro de verbas públicas.

A determinação foi dada pela 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, em ação civil pública ajuizada pela 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

Segundo o MPMS, o problema não é recente. A ação é resultado de um acompanhamento iniciado anos antes, com fiscalizações realizadas entre 2022 e 2026. As vistorias apontaram deficiências estruturais e condições inadequadas de funcionamento na unidade.

Em julho deste ano, o Ministério Público já havia divulgado o ajuizamento da ação após constatar a persistência dos problemas. Além das falhas estruturais, foram apontados abastecimento irregular de medicamentos e outras inadequações que, segundo a instituição, comprometiam o atendimento à população.

Na decisão, o juízo considerou que o próprio Município reconheceu a existência dos problemas e a necessidade de intervenções. A tutela de urgência, no entanto, foi concedida parcialmente, com foco nas situações estruturais consideradas mais graves.

Com a decisão, o Município deverá apresentar um plano, cronograma ou outros meios adequados para corrigir as irregularidades e garantir condições de segurança, salubridade e atendimento na unidade.

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