Cidades

da ufpr

Quatro pessoas em MS desviaram
R$ 1,7 mi da Universidade Federal do PR

Operação da PF desarticulou esquema que tirava dinheiro destinado a pesquisas

GILDO TAVARES

15/02/2017 - 15h06
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A Operação Research (pesquisa em inglês), da Polícia Federal, prendeu três pessoas em Campo Grande - que desviaram R$ 1,6 milhão - e uma em Maracaju - que desviou em torno R$ 158 mil. O objetivo é desarticular esquema que desviou, no total, R$ 7,5 milhões da Universidade Federal do Paraná (UFPR) entre os anos de 2013 e 2106. Ao todo, 29 foram presos. 

A operação colocou fim a um esquema de desvio de dinheiro que era destinado para a “pesquisa”. Pessoas, sem ligação com a UFPR e nem sequer formadas, recebiam recursos para supostas pesquisas. “Para ter uma ideia do absurdo que acontecia, um aposentado chegou a receber R$ 739 mil neste período, outro caso foi de uma cozinheira, que recebeu R$ 318.550,00. Eram pessoas que não fazem parte do quadro de pesquisadores”, disse João Manoel da Silva Dionísio, secretário de Contrato Externo do Tribunal de Contas da União (TCU).

Dionísio deixou claro ainda que os valores repassados pelos fraudadores eram muito maiores do que os próprios pesquisadores da UFPR conseguiam para desenvolver suas pesquisas. “Em média, por mês, um pesquisador, doutor ou mestre, recebe no máximo R$ 5 mil para trabalhar. Uma pessoa que fazia parte do esquema chegou a receber R$ 24 mil em um mês e depois, por dois meses seguidos, recebeu R$ 10 mil”, informou o secretário.

O que mais deixou os agentes da Polícia Federal surpresos foi a constatação de que o esquema acontecia dentro da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e pela Pró-reitoria de Planejamento Orçamento e Finanças da UFPR. “Isso deixa muito claro que a forma de fiscalização da instituição é muito falha”, afirmou o delegado Felipe Eduardo Hayashi, que coordenou a operação.

A Justiça decretou a prisão temporária dos suspeitos por um prazo de cinco dias. Eles serão acusados de peculato (desvio de recurso público) e associação criminosa. Os presos de Mato Grosso do Sul devem ficar em Campo Grande. O restante devem ser encaminhados para Curitiba (PR).

*Matéria editada às 16h44 para correção de informação.

BRONQUIOLITE

SES amplia vacinação de bronquiolite para crianças de até 2 anos

Bebês recém-nascidos e prematuros devem receber a aplicação antes da alta hospitalar

17/03/2026 12h10

Divulgação

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) ampliou a aplicação do imunizante nirsevimabe contra a bronquiolite para crianças de até 2 anos dentro das maternidades e da Atenção Primária à Saúde (APS). Anteriormente a distribuição era destinada apenas à bebês recém-nascidos.

A oficialização foi divulgada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (17), e em janeiro deste ano a SES iniciou a distribuição em todo o Estado. E em 2 de fevereiro foram aplicadas as duas primeiras doses na maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande.

O imunizante nirsevimabe, destinado para os bebês prematuros e recém-nascidos é um anticorpo monoclonal que previne infecções graves respiratórias, como a bronquiolite e a pneumonia.

A nova resolução padroniza o atendimento e determina a aplicação do imunizante na maternidade, antes de o recém-nascido ter alta. Além de organizar o acesso a aplicação em nível estadual, com inclusão de maternidades, postos de saúde e centros especializados em Mato Grosso do Sul.

Aplicação

A aplicação deve ocorrer na maternidade ou durante a internação neonatal, seguindo grupos, critérios clínicos e recomendações de bula.

Estão aptos a receber a aplicação do nirsevimabe crianças nascidas com idade gestacional inferior a 37 semanas (prematuros); e crianças com até 24 meses de idade que apresentem pelo menos uma das seguintes condições:

  • Doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa;
  • Doença pulmonar crônica da prematuridade;
  • Imunocomprometimento grave;
  • Fibrose cística;
  • Doenças neuromusculares graves;
  • Anomalias congênitas das vias aéreas e doenças pulmonares graves;
  • Síndrome de Down.

Para prematuros a aplicação deve acontecer preferencialmente na maternidade, no Centro Intermediário de Imunobiológico Especial (CIIE), antes da alta.

Para crianças com comorbidades até 2 anos ou prematuros elegíveis que não receberam o nirsevimabe, o acesso observará o fluxo da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE) do Mato Grosso do Sul.

Bronquiolite

Infecção viral aguda, causa inflamação nas pequenas vias aéreas dos pulmões, os bronquíolos, o que afeta principalmente crianças com menos de dois anos de idade. Entre os sintomas estão:

  • tosse;
  • chiado no peito,
  • febre
  • e dificuldade para respirar

Seu principal causador é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite. Tanto a aplicação do imunizante nirsevimabe, quanto a vacinação em gestantes servem para prevenir as doenças respiratórias graves em bebês.

*Saiba

A aplicação em prematuros não anula a necessidade da vacinação materna contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) durante a gestação.

brasília

Encontro na Presidência da República têm representantes de MS

Gestores do Mato Grosso do Sul marcaram presença no 1º Encontro do Sistema de Assessoramento para Assuntos Federativos (SASF)

17/03/2026 12h00

Compareceram na cerimônia também as ministras: das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; e da Gestão e Inovação, Esther Dweck

Compareceram na cerimônia também as ministras: das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; e da Gestão e Inovação, Esther Dweck Reprodução/Divulgação

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Mobilização nacional para fortalecer a articulação entre as esferas dos poderes (União, estados e municípios), o 1° Encontro do Sistema de Assessoramento para Assuntos Federativos (SASF) realizado ontem (17) em Brasília contou com a presença de representantes de Mato Grosso do Sul.

Responsável por reunir gestores de todo o território nacional, a agenda promovida pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI) têm um impacto direto na execução de políticas públicas em cidades sul-mato-grossenses. 

Através da reunião, foi formalizada a portaria que regulamenta o funcionamento dos chamados Fóruns de Gestores Federais, espaços estratégicos que são voltados para o alinhamento das ações do Governo Federal nos territórios brasileiros. 

Por Mato Grosso do Sul compareceram: 

  • Tiago Botelho, da Superintendência do Patrimônio da União (SPU);
  • Marcelo Heitor, superintendente da Pesca; e 
  • Joanice Battilani, superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Compareceram na cerimônia também as ministras: das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; e da Gestão e Inovação, Esther Dweck, além de outras autoridades do Governo Federal.

Conforme os gestores de Mato Grosso do Sul, em nota, esse primeiro encontro reforça a importância da preocupação do Governo Federal, na figura do presidente Lula, de integrar as políticas públicas federais às realidades locais nos Estados. 

“O Mato Grosso do Sul tem um papel estratégico, especialmente por ser um estado de fronteira e com forte presença de políticas públicas federais. Esse espaço de articulação garante que os investimentos e programas cheguem com mais eficiência aos municípios”, diz Tiago Botelho.

Também o superintendente da pesca faz questão de ressaltar a importância do setor, aliado da aquicultura, indicando os impactos dessa articulação federativa para setores produtivos importantes no estado. 

“Estar alinhado com os demais órgãos federais e com os municípios fortalece a execução de políticas que geram renda e desenvolvimento local”, complementa Marcelo Heitor, que também ressalta o impacto direto da articulação federativa para setores produtivos importantes no estado. 

Além disso, a superintendente do Ibama ainda destaca a importância de toda essa integração para a agenda ambiental sul-mato-grossense. 

“Mato Grosso do Sul possui biomas fundamentais como o Pantanal. A articulação entre os entes federativos é essencial para garantir proteção ambiental com desenvolvimento sustentável”, pontuou.

Agora, os três deixam Brasília com a missão de intensificar o diálogo direto com os chefes dos Executivos municipais, bem como com o Governo do Estado, reforçando a importância de trazer visibilidade às ações por parte do Governo Federal nas cidades sul-mato-grossenses. Para eles, além de uma questão de comunicação, isso consiste em um compromisso com a transparência pública e com o direito da população à informação.

“É fundamental que o cidadão saiba de onde vêm os investimentos que estão transformando a sua realidade. Isso fortalece a confiança nas instituições e dá mais clareza sobre o papel de cada ente federativo”, cita o grupo. 

Reflexos

Em Mato Grosso do Sul, a ação do Fórum de Gestores será fundamental para garantir que as políticas públicas cheguem de forma mais coordenada e eficiente para a população, trazendo para mais perto programas federais, investimentos e serviços da realidade dos municípios. 

Os gestores apontam, também, que obras estruturantes do PAC, programas como o Minha Casa, Minha Vida e iniciativas como a entrega de ambulâncias muitas vezes não têm a devida identificação do Governo Federal.

Para eles, garantir a correta publicidade com a aplicação das marcas institucionais e a comunicação adequada não é apenas um detalhe, mas parte essencial da boa gestão pública, da transparência e da valorização das políticas que impactam diretamente a vida da população sul-mato-grossense.
**(Com assessoria)

 

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