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Encontro na Presidência da República têm representantes de MS

Gestores do Mato Grosso do Sul marcaram presença no 1º Encontro do Sistema de Assessoramento para Assuntos Federativos (SASF)

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Mobilização nacional para fortalecer a articulação entre as esferas dos poderes (União, estados e municípios), o 1° Encontro do Sistema de Assessoramento para Assuntos Federativos (SASF) realizado ontem (17) em Brasília contou com a presença de representantes de Mato Grosso do Sul.

Responsável por reunir gestores de todo o território nacional, a agenda promovida pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI) têm um impacto direto na execução de políticas públicas em cidades sul-mato-grossenses. 

Através da reunião, foi formalizada a portaria que regulamenta o funcionamento dos chamados Fóruns de Gestores Federais, espaços estratégicos que são voltados para o alinhamento das ações do Governo Federal nos territórios brasileiros. 

Por Mato Grosso do Sul compareceram: 

  • Tiago Botelho, da Superintendência do Patrimônio da União (SPU);
  • Marcelo Heitor, superintendente da Pesca; e 
  • Joanice Battilani, superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Compareceram na cerimônia também as ministras: das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; e da Gestão e Inovação, Esther Dweck, além de outras autoridades do Governo Federal.

Conforme os gestores de Mato Grosso do Sul, em nota, esse primeiro encontro reforça a importância da preocupação do Governo Federal, na figura do presidente Lula, de integrar as políticas públicas federais às realidades locais nos Estados. 

“O Mato Grosso do Sul tem um papel estratégico, especialmente por ser um estado de fronteira e com forte presença de políticas públicas federais. Esse espaço de articulação garante que os investimentos e programas cheguem com mais eficiência aos municípios”, diz Tiago Botelho.

Também o superintendente da pesca faz questão de ressaltar a importância do setor, aliado da aquicultura, indicando os impactos dessa articulação federativa para setores produtivos importantes no estado. 

“Estar alinhado com os demais órgãos federais e com os municípios fortalece a execução de políticas que geram renda e desenvolvimento local”, complementa Marcelo Heitor, que também ressalta o impacto direto da articulação federativa para setores produtivos importantes no estado. 

Além disso, a superintendente do Ibama ainda destaca a importância de toda essa integração para a agenda ambiental sul-mato-grossense. 

“Mato Grosso do Sul possui biomas fundamentais como o Pantanal. A articulação entre os entes federativos é essencial para garantir proteção ambiental com desenvolvimento sustentável”, pontuou.

Agora, os três deixam Brasília com a missão de intensificar o diálogo direto com os chefes dos Executivos municipais, bem como com o Governo do Estado, reforçando a importância de trazer visibilidade às ações por parte do Governo Federal nas cidades sul-mato-grossenses. Para eles, além de uma questão de comunicação, isso consiste em um compromisso com a transparência pública e com o direito da população à informação.

“É fundamental que o cidadão saiba de onde vêm os investimentos que estão transformando a sua realidade. Isso fortalece a confiança nas instituições e dá mais clareza sobre o papel de cada ente federativo”, cita o grupo. 

Reflexos

Em Mato Grosso do Sul, a ação do Fórum de Gestores será fundamental para garantir que as políticas públicas cheguem de forma mais coordenada e eficiente para a população, trazendo para mais perto programas federais, investimentos e serviços da realidade dos municípios. 

Os gestores apontam, também, que obras estruturantes do PAC, programas como o Minha Casa, Minha Vida e iniciativas como a entrega de ambulâncias muitas vezes não têm a devida identificação do Governo Federal.

Para eles, garantir a correta publicidade com a aplicação das marcas institucionais e a comunicação adequada não é apenas um detalhe, mas parte essencial da boa gestão pública, da transparência e da valorização das políticas que impactam diretamente a vida da população sul-mato-grossense.
**(Com assessoria)

 

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Imigrantes

Cubanos superam venezuelanos em pedidos de refúgio no Brasil; veja números

O estudo leva em conta o período de 2010 a 2025 e foi divulgado nesta segunda-feira (22)

22/06/2026 19h00

FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Os cubanos lideraram os pedidos de refúgio no Brasil em 2025, superando os venezuelanos, que estiveram no topo do ranking nos últimos anos. O País recebeu 75.599 pedidos desse tipo de acolhimento feito por cidadãos de outras nacionalidades, atrás apenas de 2018 e 2019.

Destes, 41.919 (55,4%) vieram de Cuba, crescimento de 88,1% em relação ao ano anterior. Já 21.233 (28,1%) venezuelanos pediram refúgio - no ano anterior tinham sido 27.140.

Impulsionadas pelos cubanos, as solicitações de refúgio aumentaram 10,9% em 2025, em comparação com o ano anterior.

Os dados são do relatório Refúgio em Número 2026, produzido pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

O estudo leva em conta o período de 2010 a 2025 e foi divulgado nesta segunda-feira, 22, em evento alusivo ao Dia Mundial do Refugiado, que transcorreu no sábado, 20.

Conforme o MJSP, o refúgio é concedido para a pessoa que foi forçada a sair do país por fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social, opiniões políticas, ou por causa de grave e generalizada violação de direitos humanos. Enquanto tramita um processo de refúgio, pedidos de expulsão ou extradição ficam suspensos.

O refúgio tem diretrizes globais definidas e possui regulação pelo organismo internacional Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

No Brasil, a matéria é regulada pela Lei nº 9.474, de 22 de julho de 1997, que criou o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), e pela Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Refugiados, de 28 de julho de 1951.

O país receptor é obrigado a proteger contra a devolução ao país onde corre risco, além de dar acesso ao trabalho, educação, saúde, liberdade religiosa e à documentação legal.

Nacionalidades que mais pediram refúgio no Brasil em 2025

  • Cuba: 41.919 (55,4%)
  • Venezuela: 21.233 (28,1%)
  • Colômbia: 1.432 (1,9%)
  • Angola: 1.253 (1,7%)

Em um período mais amplo, de 2010 a 2025, um total de 551.072 imigrantes de 177 nacionalidades pediram refúgio ao Brasil. Por Estado, o maior volume de solicitações foi para Roraima (32%), São Paulo (26,5%) e Amapá (12,6%).

O estudo aponta que o maior volume de solicitações de refúgio no ano de 2025 tem relação com a retomada de fluxos em direção ao Brasil já verificados anteriormente para os anos de 2022 (50 355), 2023 (58.628) e 2024 (68.159), após um período de maiores restrições à mobilidade humana internacional em decorrência das ações impostas em virtude da pandemia de covid-19.

O aumento das solicitações de refúgio por cubanos também pode estar relacionado ao momento político e social vivido por Cuba. O país caribenho está com a economia debilitada e em um momento tenso na relação com os Estados Unidos.

Na semana passada, no entanto, o Parlamento de Cuba aprovou um pacote de reformas na economia. A reforma aproxima Cuba de uma economia de mercado e reduz o controle do governo. Quando entrar em vigor, o pacote vai abrir a economia para investimentos privados e estrangeiros nos setores de turismo, agricultura, imobiliário, bancário e cambial. Bancos estrangeiros poderão se instalar em Cuba.

Região Norte recebe mais

No ano passado, 52,4% das solicitações de refúgio decididas pelo Conare foram registradas nos Estados da região Norte. Os solicitantes para essa região tinham como origem, principalmente, Venezuela (13.125), Cuba (11.490) e Colômbia (524).

Roraima também foi a unidade da federação que concentrou o maior volume de solicitações de reconhecimento da condição de refugiado decididas pelo Conare, com 16.166 (32% do total), seguida por Amapá, com 6.372 (12,6%), e Amazonas, com 2.445 (4,8%).

A maioria dos pedidos atendidos pelo Conare (94,7%) foi por violação generalizada de direitos humanos. O maior grupo nessa categoria é o dos venezuelanos.

Mais homens solicitaram refúgio do que mulheres (55,9% contra 44%), e a maioria está na faixa etária dos 25 aos 40 anos (26 911 solicitantes).

Entre os cubanos, diferentemente, a maioria dos que pedem refúgio tem mais de 60 anos (67,8%).

Os trâmites são mais fáceis para países em que o Brasil reconhece que há grave e generalizada violação de direitos humanos, como nos casos de Venezuela, Síria e Afeganistão.

Diferente do refúgio, no caso do asilo, as garantias são dadas apenas após a concessão do benefício. Antes disso, a pessoa que estiver em território nacional estará em situação de ilegalidade

O asilo pode ser diplomático - quando o requerente está em país estrangeiro e pede asilo à embaixada brasileira - ou territorial - quando o requerente está em território nacional. Se concedido, o requerente estará ao abrigo do Estado brasileiro, com as garantias devidas.

flagrante

Médica veterinária é presa por suspeita de atear fogo no marido em Campo Grande

Durante discussão, ela jogou álcool e ateou fogo no homem, que teve 80% do corpo queimado e está internado, em coma e estado grave

22/06/2026 18h31

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol FOTO: Arquivo

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Uma médica veterinária, de 42 anos, foi presa por suspeita de atear fogo no marido, um servidor público federal de 41 anos, nesta segunda-feira (22), em Campo Grande. Ele está em coma e o estado de saúde é considerado grave.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, o homem deu entrada no Hospital Proncor com queimaduras em praticamente 80% do corpo.

No momento em que chegou ao hospital, ele estava consciente e informou a equipe de atendimento que sua esposa teria ateado fogo nele.

Pouco depois, a veterinária chegou ao local pedindo para vê-lo, mas não foi autorizada por funcionários da unidade, que a informaram que não estava em horário de visita. Temendo que a mulher retornasse, eles acionaram a Polícia Militar (PM).

Quando os policias chegaram ao local, foram informados pelo médico responsável pelo atendimento que a vítima apresentava queimaduras extensas e estado saúde grave. Ainda segundo o médico, em razão da gravidade das lesões, o diretor administrativo se encontra internado, em coma e sob cuidados intensivos.

Os policiais apuraram junto ao médico, com base em informações repassadas pela vítima antes de entrar em coma, que o casal teria iniciado uma discussão e a esposa teria atirado álcool 70% nele, ateando fogo em seguida. Não há informações sobre o motivo da discussão inicial.

A mulher ainda estava no local e foi presa em flagrante e encaminhada à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol).

O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e será investigado pela Polícia Civil.

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