Cidades

PERIGO

Reajuste salarial pode quebrar o Estado, diz controlador-geral

Revisões, progressões e promoções fazem a folha de pessoal crescer 5% ao ano

Continue lendo...

A concessão de aumento salarial aos servidores públicos do Estado neste período crítico da economia no Brasil, em que a maioria das unidades federativas não consegue pagar a folha ou ainda sustenta um equilíbrio financeiro, mesmo atingindo o índice máximo de gastos com pessoal, caso de Mato Grosso do Sul, seria incorrer em um crime de responsabilidade. O alerta foi feito pelo controlador-geral da Controladoria-Geral do Estado (CGE), Carlos Eduardo Girão.

“Aumentar despesas com a máquina administrativa, quando o limite constitucional de gastos com pessoal já é insustentável, tendo uma receita corrente impactada pela queda do PIB (Produto Interno Bruto), é um risco que pode inviabilizar e quebrar o Estado, além das sanções administrativas impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, esclareceu, apontando que a folha cresce 5% ao ano mesmo com a economia estagnada, por conta das revisões, progressões e promoções previstas em lei.

RESPONSABILIDADE

Girão observou que o objetivo da LRF, criada em 2000, é estabelecer uma gestão fiscal responsável, com ênfase no controle de receita e despesas. A lei mudou o regime fiscal brasileiro e deu um choque de transparência no setor público, prevenindo desvios e estabelecendo mecanismos de correção com punições aos maus administradores.

“O governador Reinaldo Azambuja tem promovido um esforço muito grande para manter esse equilíbrio fiscal para não atrasar salários nem prejudicar investimentos e o fornecimento de serviços essenciais à população. Conceder reajuste salarial neste cenário, em que a maioria dos estados não pagou o 13º, embora seja um direito do funcionalismo, seria uma irresponsabilidade”, apontou.

O não cumprimento da LRF, referente ao limite do gasto com pessoal, afeta diretamente as finanças do Estado, não apenas pelo aumento das despesas. As sanções previstas pela lei implicam na suspensão das transferências voluntárias da União, da obtenção de garantias e contratação de operações de crédito. Ao administrador cabe, inclusive, cassação do mandato.
“A lei é fundamental para preservar a saúde financeira do Estado, para que este possa cumprir suas funções básicas, como o atendimento às prioridades da população em saúde, educação, segurança”, ressaltou o controlador-geral. 

Pela LRF, o limite global para gastos com pessoal é de 60% da receita corrente líquida, restringindo-se, no caso do Poder Executivo, a 49%. Sendo assim, o índice de 44,1% é considerado “de alerta”, e o de 46,55% é chamado de “prudencial”, ultrapassado no terceiro quadrimestre de 2018, quando registrou 47,22%.

O índice atual decorre dos reajustes constitucionais na área federal, que incidiram em algumas categorias. “O governo busca alternativas para atender o servidor que tem menor salário. Se não houver redistribuição dos recursos, teremos dificuldades para manter a folha de pessoal em dia”, advertiu.

 

Choque

Motorista de caminhão é preso com carga de droga avaliada em R$ 3 milhões em Campo Grande

A ação da Polícia Militar aconteceu próximo ao bairro Jardim Itamaracá, em Campo Grande, na tarde do último sábado (20)

21/06/2026 08h15

Foram apreendidos quase 1,5 mil tabletes de maconha no interior do veículo

Foram apreendidos quase 1,5 mil tabletes de maconha no interior do veículo Polícia Militar

Continue Lendo...

O Batalhão de Choque da Polícia Militar prendeu na tarde de ontem (20) um homem de 37 anos que dirigia um caminhão baú carregado com uma carga de aproximadamente 1,47 mil quilos de maconha em Campo Grande. 

Segundo a Polícia, a equipe realizava um patrulhamento no Rodoanel Viário, próximo ao bairro Itamaracá, quando viu o caminhão saindo em alta velocidade do posto de combustível América, quase colidindo com outro veículo ao acessar a via. 

Quando percebeu a presença dos policiais, o motorista realizou outra manobra imprudente, fazendo um conversão imprópria e quase tombando o veículo, acelerando o caminhão e acessando ruas sem asfalto. 

De acordo com a equipe policial, o homem demonstrava claramente que tinha o objetivo de despistar os policiais, realizando "manobras incompatíveis com a condução normal". Diante da suspeita, foi realizada a abordagem do caminhão. 

Durante a busca, os agentes não encontraram nada suspeito nos pertences pessoais do motorista, identificado como A.G.S.N, nem antecedentes criminais ou mandados de prisão em aberto em seu desfavor. 

Quando perguntado sobre a carga, o motorista prontamente confessou que se tratava de entorpecentes, mais especificamente, de maconha. 

Os policiais solicitaram que o compartimento de carga fosse aberto e foram encontrados 13 galões metálicos com capacidade de, aproximadamente, 200 litros cada. O motorista confirmou que a droga estava armazenada no interior dos galões. 

Dentro dos recipientes, os policiais encontraram tabletes de maconha em todos os galões. O homem ainda disse que o caminhão estava em seu nome e que receberia a quantia de R$ 10 mil pelo transporte da droga. 

Ele também informou que recebeu a carga na entrada de Campo Grande, por ocupantes de uma caminhonete e que iria conseguir outro caminhão para transferir a droga e fazer o transporte até a cidade de Chapadão do Sul, a cerca de 330 quilômetros de Campo Grande, onde outra pessoa que ele não conhecia iria receber os entorpecentes. 

Diante dos fatos, o homem foi preso e encaminhado à Depac/Cepol, juntamente com a droga apreendida. No total, foram apreendidos 1.479 tabletes, pesando 1.477 quilos, resultando em um prejuízo ao crime estimado em R$ 3,050 milhões. 

Foram apreendidos quase 1,5 mil tabletes de maconha no interior do veículoFoto: Polícia Militar

SETOR FERROVIÁRIO

Alckmin diz que governo federal trabalhará para incluir ferrovias no Plano Clima

O Fundo é um instrumento do governo federal destinado ao financiamento de projetos voltados à mitigação das mudanças climáticas

20/06/2026 21h00

Ferrovia Malha Oeste em Mato Grosso do Sul

Ferrovia Malha Oeste em Mato Grosso do Sul Paulo Ribas

Continue Lendo...

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado, 20, que o governo federal está trabalhando para incluir projetos de ferrovias no Plano Clima. "Não há nada mais ambientalmente confiável do que as ferrovias", afirmou, durante evento do setor ferroviário, em Dom Aquino (MT).

O Fundo é um instrumento do governo federal destinado ao financiamento de projetos voltados à mitigação das mudanças climáticas e à redução das emissões de gases de efeito estufa.

Atualmente, os recursos são direcionados a iniciativas consideradas estratégicas para a transição para uma economia de baixo carbono.

O setor ferroviário defende que a ampliação da participação dos trilhos na matriz de transportes pode contribuir para a redução das emissões do setor logístico, em razão da maior eficiência energética do transporte ferroviário em comparação ao modal rodoviário.

A sinalização de Alckmin indica que o governo pretende enquadrar projetos ferroviários entre os empreendimentos aptos a acessar linhas de financiamento voltadas à agenda climática e de descarbonização da economia.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).