Cidades

MORDIDA DO LEÃO

Receita recebe mais de 40 milhões de declarações, em novo recorde do Imposto de Renda

Do total, 61% terão restituição, 20% devem pagar IR e 19% não têm nem imposto a restituir nem a pagar, que é quando o balanço final fica zerado

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O número de declarações do Imposto de Renda entregues em 2023 bateu recorde, segundo a Receita Federal. Até as 18h40 desta quarta-feira (31), cinco horas antes do prazo final de entrega, o fisco havia recebido mais de 40 milhões de documentos.

O alto número é atribuído por José Carlos da Fonseca, supervisor nacional do programa do Imposto de Renda, a alguns fatores, como as facilidades trazidas pela declaração pré-preenchida e o alto número de declarações retificadoras, que, neste ano, representaram 8% do total.

Em 2023, a Receita esperava receber até 39,5 milhões de documentos, um aumento de 3 milhões em relação a 2022, quando a entrega final ficou em 36,3 milhões. No ano passado, porém, o total de retificações ficou em 2,4 milhões.

"Este ano, já são mais de 3.156.003, demonstrando que os contribuintes estão buscando informações para que possam regularizar suas declarações", afirma o órgão.

Do total, 61% vão restituir imposto, 20% devem pagar IR e 19% não têm nem imposto a restituir nem a pagar, que é quando o balanço final fica zerado.

O prazo final para declarar o IR acaba às 23h59 desta quarta. Quem atrasa o envio paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido no ano. O cálculo da multa é de 1% ao mês sobre o imposto devido, limitado a 20%, mas, se após apurar a penalidade, o valor ficar menor do que R$ 165,74, é cobrado o mínimo.

No ano passado, o recorde atingido foi atribuído à defasagem na tabela do Imposto de Renda, que não era reajustada desde 2015, o que faz com que trabalhadores e aposentados paguem mais IR. Além disso, ao menos 500 mil declarantes com operações na Bolsa de Valores foram obrigados a entregar a declaração em 2022. Neste ano, esta regra mudou.

Em maio de 2023, o governo reajustou a faixa de isenção do IR, ampliando o número de contribuintes que deixarão de pagar imposto, mas os novos cálculos só vão se refletir na declaração de 2024.
 

VIOLÊNCIA

Grávida perde bebê após agressões e golpe "mata-leão"

Homem foi preso em flagrante após procurar atendimento médico alegando ter sido ferido pela esposa; vítima relatou agressões constantes e cárcere privado

08/05/2026 08h45

Mulher contou à polícia que sofreu agressões físicas durante o fim de semana e perdeu o bebê após ser internada em hospital de Itaporã

Mulher contou à polícia que sofreu agressões físicas durante o fim de semana e perdeu o bebê após ser internada em hospital de Itaporã Itaporã News

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Uma mulher denunciou ter perdido o bebê após sofrer sucessivas agressões do companheiro em um caso de violência doméstica registrado em Itaporã. O suspeito foi preso em flagrante na quarta-feira (6) e encaminhado à delegacia por lesão corporal, violência doméstica e cárcere privado.

O caso começou a ser investigado depois que o homem procurou atendimento médico com um ferimento na orelha. À polícia, ele afirmou que havia sido atingido pela esposa com uma enxada durante uma discussão após chegar do trabalho.

Diante da denúncia, equipes policiais foram até a residência do casal para apurar a situação. No local, moradores relataram que as brigas eram frequentes e afirmaram que a mulher sofria agressões constantes do companheiro. Segundo testemunhas, ela também era impedida de sair de casa.

Ao entrarem no imóvel, os policiais encontraram a vítima debilitada, com sinais de fraqueza e tontura. Em depoimento, a mulher contou que foi agredida violentamente pelo companheiro no último fim de semana.

Ela relatou ainda que estava grávida e perdeu o bebê após as agressões, ficando internada por três dias em um hospital da cidade.

Conforme o relato, o homem voltou a atacá-la na quarta-feira durante uma nova discussão. A vítima afirmou que sofreu socos, tapas e também um golpe conhecido como “mata-leão”.

Após a apuração dos fatos e o depoimento da mulher, o suspeito foi levado para a delegacia, onde permaneceu preso em flagrante.

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Pesquisa

Segurança de MS está estagnada, diz Ranking de Competitividade

Lista revela que Mato Grosso do Sul ocupa posição no meio da tabela desde 2023, o que resulta em uma das piores evoluções quando comparado com outros estados

08/05/2026 08h09

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Ranking de Competitividade dos Estados – Eleições 2026, realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), revela que Mato Grosso do Sul ficou estagnado quanto a avanços na segurança pública durante os anos de 2023 a 2025, o que também resulta em um dos piores índices de evolução no setor, quando comparado com os outros estados.

Divulgado na quarta-feira, o ranking pretende mostrar o quanto os estados evoluíram nos últimos três anos, analisando o desempenho nas áreas de economia, segurança pública, meio ambiente, gestão pública e sociedade, com o objetivo de ajudar a população sobre quem escolher para governar sua unidade federativa em outubro, nas Eleições deste ano.

“O Brasil ainda enfrenta um deficit de conhecimento de suas próprias realidades. Em um ano eleitoral, os dados ajudam a revelar desafios e potencialidades de cada estado. Para apoiar esse processo, desenvolvemos diagnósticos que reúnem séries históricas do Ranking de Competitividade para orientar prioridades e metas de governo”, explica a organização brasileira.

Tratando especificamente sobre os indicadores de segurança pública, o CLP analisou 10 tópicos para obter o resultado: Atuação do Sistema de Justiça Criminal; Deficit de Vagas; Morbidade Hospitalar por Acidente de Trânsito; Mortalidade no Trânsito; Mortes a Esclarecer; Presos sem Condenação; Qualidade da Informação de Criminalidade; Segurança Patrimonial; Segurança Pessoal; e Violência Sexual.

Em 2023, Mato Grosso do Sul ficou na 15ª posição, com 57,84 pontos, à frente de Goiás (17º) e do Rio de Janeiro (18º). No ano seguinte, em 2024, o Estado subiu uma posição, mas marcou menos pontos, com 55,71. Em 2025, MS voltou a figurar na 15ª colocação, desta vez com 55,64 pontos.

“Os resultados sugerem que Mato Grosso do Sul apresenta um desempenho relativamente estável na área de Segurança Pública, mantendo posição intermediária ao longo do período analisado”, disse o analista de relações governamentais e competitividade do CLP, Wesley Henrique Barcelos.

Porém, os resultados de estabilidade demonstram que o Estado pouco evoluiu no período, sendo a sétima unidade federativa que menos apresentou evolução positiva nestes três anos, com nota média de variação de 58,01. É importante ressaltar que os dados do Distrito Federal não foram incluídos nos levantamentos.

“Os dados indicam que o Estado enfrenta o desafio de acelerar o ritmo de evolução das políticas públicas da área. Em rankings de crescimento, não basta apenas manter estabilidade: os estados que conseguem avançar mais rapidamente em indicadores estratégicos acabam ganhando posições”, analisa o especialista.

Vale destacar que o ranking de variação não é a mesma coisa que o ranking de nível, conforme explica a própria organização. Um estado pode ter melhorado muito e ainda permanecer longe das primeiras colocações, assim como um estado pode se manter nas principais posições sem necessariamente ter ganhado muitos pontos nos últimos anos.

Ainda conforme Wesley Barcelos, o resultado do Estado pode ser interpretado como um indício de que Mato Grosso do Sul tem uma base razoavelmente sólida em segurança pública, mas ainda “precisa ampliar sua capacidade de evolução em áreas específicas para melhorar seu posicionamento competitivo no cenário nacional”.

O Correio do Estado entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp) para saber a visão da Pasta diante dos indicadores e análises apresentadas na pesquisa. Contudo, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

NACIONAL

Para efeito de comparação, os estados que mais se destacaram no período analisado foram Santa Catarina, que manteve a primeira colocação nos três anos, Rio Grande do Sul, que saltou da quarta para a vice-liderança no ano passado, e o Rio Grande do Norte, que foi aquele que mais evoluiu de 2023 a 2025, subindo da 14ª para a terceira posição.

“Santa Catarina preserva a liderança ao longo de todo o período, enquanto o Rio Grande do Sul também se mantém em patamar muito alto, sempre entre os primeiros colocados. Esse núcleo indica que parte do topo segue relativamente consolidada”, aponta a organização.

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