A prefeitura de Campo Grande afirmou que a regularização do abastecimento de água e energia para os moradores do reassentamento da antiga Comunidade Lagoa depende apenas das concessionárias que operam os serviços na Capital.
Ao Correio do Estado, a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários de Campo Grande (Amhasf) afirmou que enviou ofício solicitando às empresas de água e de energia solicitando a ligação regular dos serviços no loteamento, no Portal Caiobá.
“Foram reencaminhados os ofícios, na última sexta-feira (27), às concessionárias de água e energia elétrica e a relação completa das informações a respeito das 22 famílias beneficiárias, reassentadas no Portal Caiobá”, informou a pasta em nota.
A prefeitura ainda afirmou que, com o envio das informações necessárias, agora fica a cargo das empresas determinar um prazo para a execução dos serviços para que as famílias reassentadas tenham água e energias regularizadas.
Na mesma nota, a Amhasf ainda afirma que “cabe às concessionárias determinar o prazo para a ligação dos serviços, conforme cronogramas internos.”
As empresas se posicionaram dizendo que estão analisando os pedidos enviados pela prefeitura, mas não estipularam prazo para que os serviços sejam estabelecidos para os moradores do loteamento.
MORADORES DEPENDEM DE POÇO
Morando há quatro meses em um novo loteamento no Portal Caiobá, as 22 famílias da antiga Comunidade Lagoa, localizada no Jardim Colorado, dependem de três poços artesianos para ter água e de ligações clandestinas para terem energia elétrica em suas casas.
Líder da comunidade, Rosana do Amaral relatou, em mais de uma oportunidade, ao Correio do Estado, que uma das maiores dificuldades dos moradores, tanto quando estavam no Jardim Colorado quanto agora no Portal Caiobá, é o acesso à água potável.
Na antiga comunidade, as famílias captavam água do escoamento de drenagem de uma estação de tratamento de esgoto (ETE) da Águas Guariroba. A água sem tratamento algum, servia para lavar roupa, tomar banho, limpar casa, bem como para preparar alimentos, já que era a única opção disponível no momento.
Rosana ainda conta que no começo, assim que as famílias ainda estavam se organizando no novo terreno, havia apenas um poço que atendia todos da comunidade e foi furado a custa de sacrifício financeiro, já que a maior parte das pessoas que lá vivem não têm empregos formais ou fonte de renda fixa.
Quando o Correio do Estado mostrou que o problema do abastecimento de água persistia mesmo com o reassentamento das famílias, a prefeitura afirmou que as concessionárias iriam regularizar o abastecimento dos serviços quando os lotes fossem regularizados.
Em nova conversa com o Correio, a prefeitura afirmou que enviou todas as informações solicitadas pelas empresas e apenas espera que as devidas ligações sejam realizadas. A municipalidade acrescentou que o prazo para a execução do serviço será dado pelas próprias concessionárias.





