Cidades

Rio de Janeiro

Réveillon reúne mais de 2 milhões na praia de Copacabana

Réveillon reúne mais de 2 milhões na praia de Copacabana

G1

01/01/2014 - 07h47
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Uma das atrações que antecederam a virada do ano na Praia de Copacabana, nesta terça-feira (31), o cantor Nando Reis se despediu do público desejando um “feliz dois mil e catarse” para todos. A frase deu o tom da festa que é conhecida como maior Réveillon do mundo. As mais de 2 milhões de pessoas que participaram da comemoração - segundo estimativas de antes do evento- viveram momentos de emoção à flor da pele, com direito a “beijaço”, queima de fogos temática e chuva na medida certa para aliviar o forte calor, antes do início dos maiores shows.

A noite começou com expectativa pela chuva, num dia que a sensação térmica chegou a 47ºC. Como pedia a multidão, ela veio leve, e, depois de refrescar um pouco o clima, ainda brindou o público que já lotava as areias por volta das 18h30min com um arco-íris. A essa altura, os shows já tinham começado no palco principal, com DJs.

O clima de harmonia entre cariocas e turistas passava por cima até das rivalidades futebolísticas. O casal de argentinos Orlando e Lilian, de Córdoba, por exemplo, fez questão de descer até as areias para ficar mais perto da multidão, mesmo hospedados num hotel com vista para a queima de fogos.

"É encantadora a paixão e a alegria dos brasileiros para as festas", diz Orlando. Já família Carmona veio da Bolívia prestigiar o Réveillon carioca. Eles se posicionaram bem perto do palco principal da orla de Copacabana. "Queremos aproveitar tudo, principalmente a música", disse Alejandro Carmona.

Estrangeiros da Argentina, Bolívia, e de mais dezenas de países aproveitaram a festa para conhecer um pouco da irreverência carioca. Um exemplo foi dado pela família Santos, de Cordovil, Subúrbio do Rio, que improvisou uma área vip nas areias de Copacabana. As balizas viraram paredes com fitas de interdição. A ceia - com ovos de codorna, salada de maionese e chester - foi servida as 20h. "Chegamos cedo pra marcar lugar. Montamos um camarote", disse Ueverton Santos.

A apresentação de DJs foi seguida por artistas consagrados como Nando Reis e Lulu Santos. O ex-titã, aliás, permaneceu em Copacabana após sua apresentação e ficou admirando o show do colega.

Tudo isso, entretanto, foi só um aperitivo para a queima de fogos. Com 16 minutos de duração, o espetáculo pirotécnico teve como tema neste ano o filme Rio 2. O show foi embalado pela trilha sonora do longa metragem e teve seis etapas temáticas, de acordo com passagens do filme: Voo azul, Floresta de cores, Natureza exuberante, Aquarela Carioca, Paz e luz e Bem-vindo 2014.Conforme prometido, durante a queima de fogos, a trilha sonora foi diminuída e sons de beijos estimularam os casais a começarem 2014 com um "beijaço".

Casais ou não, o público se emocionou após o espetáculo, que continuou com Carlinhos Brown e foi finalizado pela Vila Isabel. Tia e sobrinha, Natasha e Maria Ediane Araújo vieram pelo segundo ano consecutivo acompanhar a queima de fogos. "Foi emocionante, é sempre bonito".

Apesar de problemas, avaliação inicial positiva
Elogiada por grande parte do público ouvida pelo G1 em Copacabana, a festa teve alguns problemas. Houve reclamações sobre as filas de banheiros, que passavam de meia hora, e furtos de celulares e cordões.

Nada que, na opinião do secretário municipal de Turismo, estragasse a festa. "Foi maravilhoso. Depois dos fogos, dá pra dizer que passou 80% da festa. É mais um Réveillon que acontece em paz. Historicamente é assim em Copacabana", disse Antonio Pedro de Figueira Mello.

Transporte

Governo federal vai liberar quase R$ 1 bilhão para manutenção de estradas em MS

Deputado federal Vander Loubet liderou articulação para conseguir os recursos, que serão utilizados para recapear rodovias no Cone-Sul de Mato Grosso do Sul

10/04/2026 20h13

Deputado federal Vander Loubet participou da articulação para liberação dos recursos

Deputado federal Vander Loubet participou da articulação para liberação dos recursos Divulgação

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Com articulação do deputado federal Vander Loubet, o Governo Federal viabilizou um financiamento internacional de US$ 200 milhões (quase R$ 1 bilhão) para o recapeamento de rodovias na região do Cone Sul de Mato Grosso do Sul. O contrato deve ser assinado na próxima terça-feira (14), com repasse dos recursos ao Governo do Estado.

O acordo será formalizado pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prevê prazo de 10 anos para execução. A expectativa é que os recursos sejam destinados a obras estruturantes, com impacto direto na mobilidade, na logística regional e no desenvolvimento econômico dos municípios atendidos.

A iniciativa contempla trechos considerados estratégicos para a região do Cone Sul, beneficiando cidades que dependem das rodovias para o escoamento da produção agrícola e para o deslocamento diário da população. As melhorias também devem aumentar a segurança viária em corredores utilizados por caminhões e veículos de passeio.

Segundo Vander Loubet, a liberação do financiamento é resultado de articulação institucional e diálogo com o Governo Federal. “A disputa eleitoral não pode prejudicar os interesses do nosso estado. Meu mandato sempre pensou nos sul-mato-grossenses acima de qualquer diferença política. Trabalhei para garantir esse investimento porque sei o quanto essas obras são importantes para a nossa gente, para o escoamento da produção, para a segurança nas estradas e para o crescimento da nossa economia”, afirmou.

O parlamentar acrescentou que continuará atuando em Brasília para ampliar investimentos em Mato Grosso do Sul, com foco em infraestrutura, geração de empregos e melhoria da qualidade de vida da população.

Redes Sociais

Instagram exclui perfil com 312 mil seguidores e deixa morador de MS sem renda

Com o perfil Cachorra Irônica, morador de Campo Grande tinha 18 milhões de acessos mensais e vários contratos de publicidade

10/04/2026 20h07

Instagram desabilitou perfil e deixou seu criador sem renda

Instagram desabilitou perfil e deixou seu criador sem renda Divulgação

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O morador de Campo Grande, Thyerri Lopes de Melo, foi à Justiça para que a Meta, empresa que administra as plataformas Instagram, WhatsApp e Facebook, lhe devolva o perfil @cahorraironica no Instagram.

O rapaz, que alega estar desempregado, afirma que a big tech norte-americana, ao desabilitar seu perfil na rede social de maneira abrupta, lhe tirou o único faturamento que tinha no momento.

O “Cachorra Irônica” tinha, no último dia 4 de abril, quando foi desabilitado pela Meta, 312 mil seguidores e mais de 18 milhões de acessos mensais, uma marca considerada alta para os padrões da rede.

Thyerri alega que a alta audiência de sua conta na rede social lhe proporcionava contratos de publicidade, além de faturamento por ele ter se inscrito como “afilhado” na plataforma chinesa de marketplace Shopee.

Segundo ele, as publicações que fazia nas redes sociais não violavam os termos de uso do Instagram. “As publicações veiculadas pelo autor eram lícitas e convergentes com os termos de uso da plataforma”, alega o autor.

Na ação, o autor pede a reativação imediata da conta e indenização por danos materiais e morais. O valor pedido é considerado módico: R$ 5 mil.

Thyerri afirma que não houve qualquer violação das regras da plataforma que justificasse a exclusão e que a medida foi arbitrária. O bloqueio, segundo a petição, comprometeu contratos publicitários e parcerias comerciais, além de afetar diretamente sua imagem pública.

O perfil, que havia se consolidado como um dos mais engajados em seu nicho, atraía milhões de interações mensais e funcionava como vitrine para marcas e projetos culturais. Além da perda financeira, o autor afirma que a exclusão do perfil lhe proporcionou também um impacto emocional e profissional, ao interromper anos de trabalho na construção de audiência.

Especialistas em direito digital apontam que casos semelhantes têm se multiplicado. Perfis de grande alcance se tornaram ativos valiosos na chamada economia da influência, e sua exclusão pode gerar prejuízos milionários. A discussão reacende o debate sobre a transparência das plataformas e os limites do poder das redes sociais sobre perfis de relevância econômica e social.

Outro ponto levantado na ação é a ausência de mecanismos claros de recurso dentro do Instagram. Após o bloqueio, o autor afirma que não encontrou canais eficazes para contestar a decisão ou apresentar defesa. Essa falta de diálogo reforça a sensação de insegurança jurídica para criadores que dependem da plataforma como principal meio de trabalho.

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