Cidades

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Ricardo Brandão ficará fechada até domingo

Ricardo Brandão ficará fechada até domingo

Redação

14/04/2010 - 23h31
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bruno grubertt

A Agência Municipal de Trânsito (Agetran) interditou  ontem parte da Avenida Ricardo Brandão, que vai da Rua Nova Era até o viaduto da Rua Ceará, para obras de recuperação do trecho, que foi destruído por enxurrada formada na forte chuva do dia 27 de fevereiro. A via deve ser liberada no próximo domingo, o que depende do andamento da obra.

No local serão instalados tubos de concreto subterrâneos para desviar o fluxo do córrego até a cachoeira próxima ao local onde será construída a Praça das Águas.

Parte da avenida desabou no final de fevereiro, dois meses depois de uma cratera ter se formado na Rua Ceará, próxima ao viaduto, o que destruiu os tubos metálicos por onde fluía a água do Córrego Prosa. Os dois casos foram resultado de chuvas fortes que castigaram a Capital.

Mês passado, um sentido da avenida foi concluído e uma das quatro alças que serão construídas no local ficou pronta, permitindo melhor fluidez do trânsito.
Segundo informa a prefeitura, a previsão é de liberar o trânsito até o próximo domingo (18).

pacote do bndes

Empreiteira obtém acréscimo de R$ 12,6 milhões em contrato assinado há pouco

Valor inicial pelo recapeamento de 30,8 km da MS-276, definido há menos de um ano, era de R$ 82,99 milhões. Agora, já está em R$ 95,65 milhões

17/03/2026 17h30

Obra de um dos dois lotes do recapeamento da MS-276, no sul do Estado, foi reajustada em 15,2% cerca de dez meses após o início das obras

Obra de um dos dois lotes do recapeamento da MS-276, no sul do Estado, foi reajustada em 15,2% cerca de dez meses após o início das obras

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Menos de um ano depois de dar início às obras de recapeamento de um trecho de 30,8 quilômetros da MS-276, na região sul do Estado, o Governdo do Estado concedeu o segundo reajuste e garantiu acréscimo de R$ 12,65 milhões à empreiteira paulista Engenharia e Comércio Bandeirantes. 

Em abril do ano passado, quando foi concluída a licitação para recuperação do trecho nos municípios de Dourados, Fátima do Sul e Deodápolis, a empreiteira se ofereceu a fazer o recapeamento por R$ 82.999.999,99. 

Nesta terça-feira, em um segundo reajuste, o Governo do Estado elevou o valor do contrato dos atuais R$ 87.352.553,8 para R$ 95.654.009,59, o que representa acréscimo de 15,2% em um período em que o Índice Nacional de Custo da Construção subiu em torno de 5,6%. 

O contrato reajustado nesta terça-feira é relativo somente  ao lote dois da rodovia. A primeira parte, de 29,7 quilômetros, entre a BR-163 e a ponte sobre o Rio Dourados, em Fátima do Sul, está sob os cuidados da Engepar, que assinou contrato inicial de R$ 63,9 milhões. 

Os quase R$ 160 milhões que estão sendo destinados à recuperação dos R$ 60 quilômetros da MS-276 são procedentes do empréstimo de R$ 2,3 bilhões que o Governo do Estado obteve em setembro de 2024 do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em média, o custo por quilômetro é de R$ 2,66 milhões, sem contabilizar prováveis reajustes futuros. 

As obras incluem recapeamento asfáltico, reforço na sinalização e aumento da capacidade de tráfego, sendo implantada uma terceira faixa em um trecho de 4 quilômetros entre Lagoa Bonita e Deodápolis.

Além da MS-276, os recursos do BNDES também estão sendo destinados para recuperar cerca de 85 quilômetros da MS-295, entre as cidadades de Eldorado e Tacuru, no extremo sul do Estado. Neste caso, os investimentos iniciais foram projetados em R$ 155 milhões, o que equivale a cerca de R$ 1,8 milhão por quilômetro. 

Na região central do Estado, o BNDES também está financiado o recapeamento de 111 quilômetros da MS-436, entre Camapuã e Figueirão. A rodovia tem apenas 12 anos de uso e está praticamente sendo refeita, com investimentos iniciais de R$ 233 milhões. 

Dourados

Após 4 mortes em 20 dias, prefeitura reconhece epidemia de chikungunya em MS

Mortes ocorreram em um intervalo de apenas 20 dias, em meio ao avanço acelerado de casos da doença na região.

17/03/2026 17h15

Arbovirose é transmitida pelo mosquito da dengue

Arbovirose é transmitida pelo mosquito da dengue Foto: Divulgação

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Prefeitura de Dourados confirmou a 4ª morte por Chikungunya em reservas indígenas e reconheceu situação de epidemia nas aldeias Jaguapiru e Bororó, conforme boletim da Vigilância em Saúde divulgado nesta segunda-feira (16). As mortes ocorreram em um intervalo de apenas 20 dias, avanço acelerado de casos da doença na região.

De acordo com o levantamento mais recente, são 407 casos notificados somente entre indígenas, sendo 202 confirmados, 181 em investigação e 24 descartados. A primeira vítima foi uma mulher de 69 anos, morte ocorrida no último dia 26, além de um homem de 73 anos, um bebê de 3 meses e uma mulher de 60 anos, morte confirmada no último dia 12. 

Na área urbana de Dourados, os números também cresceram em 2026. São 912 notificações, das quais 379 foram confirmadas, 383 ainda aguardam resultado e 150 foram descartadas. Até o momento, não há registro de mortes fora das reservas indígenas. 

Impacto 

Apesar da população significativamente menor (cerca de 20 mil pessoas nas aldeias) e aproximadamente 264 mil na área urbana, a incidência proporcional de casos é mais elevada entre a população indígena. Os dados atuais já superam todo o registrado em 2025, quando o município contabilizou 184 casos confirmados e apenas uma morte.

Para conter o avanço da doença, a Prefeitura de Dourados mobilizou uma força-tarefa com equipes da Secretaria Municipal de Saúde, com apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Itaporã.

O mutirão nas aldeias Jaguapiru e Bororó já vistoriou 4.319 imóveis, realizou tratamento em 2.173 locais e identificou 1.004 focos do mosquito, sendo 90% em caixas d’água, lixo e pneus.

As ações incluem ainda borrifação em imóveis, uso de equipamentos de inseticida e atuação de 86 agentes de endemias e 29 agentes de saúde indígena.

Paralelamente, há uma articulação com o Ministério da Saúde, o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), a Força Nacional do SUS e o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados para enfrentar o avanço das arboviroses.

O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, afirmou que, apesar do reforço das equipes, o controle da doença depende da colaboração da população. Segundo ele, é fundamental eliminar recipientes com água parada, principal ambiente de proliferação do mosquito transmissor.

Transmissão 

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e provoca sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações e fadiga. Em casos graves, pode evoluir para complicações neurológicas, como encefalite e meningite, além de deixar sequelas com dores persistentes.

Histórico

Histórico recente da doença no Estado mostra oscilações ao longo dos anos. Após ausência de mortes em 2016 e 2017, foram constatadas três mortes por Chikungunya em 2018. Entre 2019 e 2022, não foram registrados casos fatais, ao passo que entre 2023 e 2024, foram contabilizadas três e uma morte, respectivamente. Em 2025, foram confirmadas seis mortes. 

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