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Riedel e governadores anunciam criação de 'consórcio da paz' após megaoperação no Rio

Governador de MS disse que objetivo é integrar forças de segurança com base na inteligência e no operacional para ampliar ações de combate ao crime organizado

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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou nesta quinta-feira (30), ao lado de outros chefes de Executivo estaduais, entre eles o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), a criação de um consórcio de segurança pública para que Estados se apoiem no enfrentamento ao crime organizado. A iniciativa, que recebeu o nome de “Consórcio da Paz” foi discutida em uma reunião com outros chefes do Executivo estadual.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) participou remotamente, enquanto Romeu Zema (Novo-MG), Jorginho Mello (PL-SC), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Eduardo Riedel (PP-MS) e Celina Leão (PP), vice-governadora do Distrito Federal, foram até o Rio de Janeiro demonstrar apoio a Castro após a megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha na última terça-feira, 28.

O último balanço do governo fluminense confirmou 121 mortos na Operação Contenção contra integrantes do Comando Vermelho. A Defensoria Pública contabiliza 132 vítimas.

“Faremos um consórcio para que nós possamos dividir experiências, soluções e ações no combate ao crime organizado e na libertação do nosso povo”, disse Cláudio Castro em entrevista coletiva após o encontro.

A iniciativa é semelhante a um pacto assinado em 2023 no âmbito do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud). Na ocasião, os sete Estados dessas regiões se comprometeram a criar um gabinete integrado de segurança pública para compartilhar informações de inteligência no combate ao crime organizado.

Também estava previsto a capacitação conjunta dos agentes de segurança, a compra compartilhada de equipamentos e o apoio ao endurecimento da legislação penal.

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel destacou que o estado tem membros presos e também ativos tanto facção Comando Vermelho quanto do Primeiro Comando da Capital (PCC), mas que a maioria das drogas apreendidas no Estado tem como destino outras unidades da federação e que a integração entre os estados é importante para um enfrentamento mais eficiente a criminalidade.

"A segurança pública hoje está baseada em inteligência, em conhecimento, planejamento, investimento. Todos os estados têm feito um aporte de recursos muito significativo em segurança pública. Então é necessidade, e isso vai ser muito mais eficiente se nós tivermos a capacidade de integrar", disse Riedel.

O governador explicou ainda que o Consórcio da Paz, diferente de outros consórcios territoriais e de variados temas, irá discutir especificamente a integração da segurança pública, com assuntos relativos ao tema e sem discussão politizada.

Por fim, ele se solidarizou pela situação do Rio de Janeiro e disse ser lamentável "que o Brasil tenha chegado nesse estágio de situação".

"Acredito que ninguém fica feliz com isso porque demonstra o grau que o crime organizado está colocado em nosso País, seja no Rio, São Paulo, seja no Mato Grosso do Sul. E a gente sensibilizado tem que se unir, enquanto gestores públicos estaduais, para buscar soluções em comum. E é isso que a gente está fazendo aqui hoje, nessa visita ao governador Cláudio e abrindo uma discussão de ações efetivas no sentido de buscar soluções efetivas", concluiu Riedel.

Objetivos

Segundo Jorginho Mello, o objetivo do “consórcio da paz”, os governadores tentarão conseguir a adesão de todos os 27 estados brasileiros ao novo consórcio. “Vamos integrar os estados com todos os meios. Contingente, inteligência, apoio financeiro. O que tiver que ser feito”, declarou.

Parte dessas medidas também está prevista na PEC da Segurança Pública, proposta do governo Lula que está em tramitação no Congresso e sofre oposição de governadores como Ronaldo Caiado.

“Isso é uma proposta fake", disse ele. “O único objetivo do governo federal foi tirar dos governadores as diretrizes gerais da segurança pública. É intervenção direta nas polícias dos Estados”, acrescentou o governador goiano na entrevista.

O objetivo é integrar forças com base na inteligência e no operacional. Segundo ele, isso permitiria o atendimento de todos os governadores de forma emergencial e imediata.

A base operacional ficará no Rio de Janeiro. Uma das polêmicas da operação policial na terça-feira ocorreu quando Cláudio Castro se queixou da falta de apoio do governo federal.

Ele solicitou blindados da Marinha para operações policiais, mas o entendimento do governo Lula foi que o empréstimo só poderia ser realizado se houvesse pedido de uma operação de Garantia de Lei e da Ordem por parte do Rio de Janeiro, o que não ocorreu.

Na reunião, os governadores também prestaram solidariedade a Castro e ao Rio de Janeiro. Romeu Zema, de Minas Gerais, afirmou que a operação deveria ser considerada “a mais bem-sucedida’. ”Não ouvi falar de inocente morto", enfatizou.

O mineiro, que é pré-candidato à Presidência da República, também fez críticas ao governo federal. “O governo insiste em não caracterizar essas organizações criminosas como terroristas”, declarou.

Durante a coletiva, Ronaldo Caiado, outro pré-candidato a presidente, aproveitou para tentar se diferenciar de Lula, seu principal adversário. Segundo ele, as pessoas terão que decidir se querem ficar “ao lado de Lula e de Maduro” ou dos governadores que ali estavam.

Segundo apurou o Estadão, durante a reunião os demais chefes de Executivos estaduais manifestaram que a operação foi necessária e que isso precisa ser reconhecido.

Também foram defendidas mudanças na legislação, como facilitar a perda de patrimônio das organizações criminosas, punir empresas que atuam na falsificação e sonegação de impostos e medidas para aumentar o custo do crime, por exemplo penas mais rigorosas para quem comete homicídio contra agentes públicos.

campo grande

Almir Sater é contratado por R$ 265 mil para cantar na abertura da COP15

Ele fará apresentação de 1h30 na segunda-feira, dia de abertura do evento em Campo Grande

20/03/2026 18h29

Almir Sater fará show na abertura da COP15

Almir Sater fará show na abertura da COP15 Reprodução/Arquivo

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O cantor Almir Sater será a atração musical do primeiro dia da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15 da CMS), em Campo Grande. O valor da contratação é de R$ 265 mil.

Em processo publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (20) foi ratificada a inexigibilidade de licitação por inviabilidade de competição.

O cantor foi contratado para a realização de um show musical, de 1h30 de duração, no dia 23 de março, a partir das 20h30, no evento COP15.

A apresentação será no Centro Cultural Arquiteto Rubens Gil de Camilo, pelo Projeto Ações Culturais Para o Fortalecimento de Mato Grosso do Sul.

COP15

A COP15  da CMS reunirá em Campo Grande as 133 partes da Convenção, sendo 132 países e a União Europeia, para discutir o estado de conservação das espécies migratórias, definir prioridades e deliberar sobre políticas e ações conjuntas voltadas à proteção de habitats e rotas migratórias.

Organizado pelo Governo do Brasil e presidido pelo secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, o encontro deve reunir mais de 2 mil participantes, entre representantes de governos, cientistas, organizações internacionais e sociedade civil.

A escolha de Campo Grande para sediar a COP15 foi considerada estratégica por especialistas. A região está inserida no bioma Pantanal, uma das áreas mais relevantes para a migração de espécies no país.

“O Pantanal faz total sentido. É uma das áreas mais críticas e importantes de migração do nosso país. Uma região que está passando por ameaças severas e impactos muito significativos da mudança do clima. A perda de água do Pantanal é de altíssima preocupação”, detalhou a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Rita Mesquita.

A coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Priscilla do Amaral, alertou para a gravidade da situação no bioma e destacou a importância do momento para discutir medidas de conservação.

“Quem trabalha, vive ou conhece o Pantanal, sabe que ele está se acabando. Então, é muito importante acendermos esse alerta, neste momento. Talvez seja a última chance de a gente recuperar esse bioma que está sumindo do mapa”, afirmou.

Abrigo de diversas espécies migratórias, o Pantanal desempenha papel fundamental para a sobrevivência de animais que dependem dessas rotas. Nesse contexto, as negociações entre os países durante a COP15 podem representar avanços importantes para a proteção da fauna.

“Quando a gente fala de direito animal, a gente tem que falar, sobretudo, de responsabilidade humana. Todos são responsáveis pelo bem e pelo mal que as espécies que estão sob sua tutela e responsabilidade sofrem”, reforçou Ivan Teixeira, chefe substituto de espécies exóticas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Atualmente, 1.189 espécies migratórias estão listadas pela Convenção. Elas se dividem entre o Anexo I, que reúne espécies ameaçadas de extinção, e o Anexo II, composto por aquelas que demandam cooperação internacional para sua conservação.

tempo

Fim de semana tem alerta de temporais, mas calor predomina em MS

Tempestades devem ser acompanhadas de raios e rajadas de vento neste primeiro fim de semana do outono

20/03/2026 17h45

Há previsão de tempestades no Estado para o fim de semana

Há previsão de tempestades no Estado para o fim de semana Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O fim de semana deve ser de muito calor em Mato Grosso do Sul, com temperaturas próximas dos 40°C em algumas regiões. No entanto, há alerta vigente para o risco de tempestades.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), a previsão para sábado (19) e domingo (20) indica tempo com sol e variação de nebulosidade em todo o Estado.

Ao longo do período, o aquecimento diurno, aliado à disponibilidade de calor e umidade, favorece o aumento da nebulosidade e a ocorrência de chuvas, principalmente entre a tarde e noite.

As chuvas devem ocorrer de forma irregular e mal distribuída, com maior concentração em áreas isoladas do estado.

Não se descartam temporais, com chuva de intensidade moderada a forte, podendo ser acompanhados de raios e rajadas de vento.

"Essa condição meteorológica está associada à atuação de áreas de baixa pressão atmosférica, aliado ao intenso transporte de calor e umidade, além da passagem de cavados que favorecem a formação de instabilidades", diz o Cemtec, em nota.

Os ventos devem atuar com velocidade entre 30 a 50 km/h, com possibilidade de rajadas acima de 50 km/h.

Em relação a previsão de temperaturas por regiões:

  • Regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: Mínimas entre 21-24°C e máximas entre 28-35°C.
  • Regiões Pantaneira e Sudoeste: Mínimas entre 23-25°C e máximas entre 32-37°C.
  • Regiões Bolsão, Norte e Leste: Mínimas entre 22-24°C e máximas entre 30-37°C.
  • Campo Grande: Mínimas entre 22-24°C e máximas entre 29-32°C
Há previsão de tempestades no Estado para o fim de semana

Outuno

outono começou nesta sexta-feira (20) e, segundo prognóstico do Cemtec, será marcado por calor intenso e chuvas abaixo da média em Mato Grosso do Sul.

Conforme o Cemtec, para o próximo trimestre, até 21 de junho, a previsão indica que as temperaturas tendem a ficar acima da média histórica.

Em grande parte do Estado, as temperaturas médias variam entre 20°C e 24°C, enquanto no extremo sul chegam a 18°C ou 20°C e no extremo noroeste, entre 24°C e 26°C, durante o outono.

No entanto, para este ano, a tendência é que, durante boa parte da estação, as temperaturas fiquem acima dos 30°C.

Apesar da previsão de calorão, é também no outono que ocorrem as primeiras incursões de massas de ar frio, vindas do sul do continente e que provocam uma queda gradativa das temperaturas ao longo da estação.

Assim, não se descartam períodos de frio, podendo ocorrer nevoeiros em algumas regiões e até geadas.

No outono, as chuvas são menos frequentes e a umidade relativa do ar diminui gradativamente.

Para este ano, a previsão é de chuvas chuvas abaixo da média.

Análise do comportamento do clima ao longo de anos feita pelos meteorologistas do Cemtec indica que entre abril e junho as chuvas na maior parte de Mato Grosso do Sul variam entre 150 e 400 milímetros, sendo em quantidade mais elevada na região Sul, de 400 a 500 mm, e menor na região Nordeste, não ultrapassando 150 mm.

As previsões meteorológicas indicam que, neste ano, as precipitações ficarão abaixo das médias históricas no Estado.

Os modelos climáticos indicam, ainda, alta probabilidade de manutenção de condições de neutralidade no clima durante o trimestre de abril, maio e junho de 2026.

Conforme o Cemtec, há indícios de intensificação gradual das condições de El Niño, fenômeno que consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico e que causa impactos no clima em todo o Planeta. A influência de El Niño deve ser sentida com mais intensidade a partir do trimestre julho a setembro, podendo favorecer a ocorrência de ondas de calor.

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