Cidades

RENOVAÇÃO COM A CCR

Riedel prevê congelamento do pedágio da BR-163 no 1º ano do novo contrato

Governador e os ministros Simone Tebet e Rui Costa acreditam que duplicação da rodovia seja retomada já em janeiro

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Durante o lançamento do Novo PAC na manhã desta quinta-feira (21), no auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), a ministra do Planejamento, Simone Tebet,  o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o governador Educardo Riedel praticamente confirmaram a manutenção da CCR MSVia no controle da BR-163 em Mato Grosso do Sul. E, segundo o governador, a previsão é de que a tarifa seja mantida nos patamares atuais no início do contrato.

Rui Costa, que representou o presidente Lula, afirmou que a meta é que até dezembro deste ano o novo contrato com  a CCR seja assinado. Com isso, segundo ele, os investimentos na duplicação poderão ser retomados já no início de 2024.

O governador Eduardo Riedel, por sua vez, informou que protocolou nesta semana no Tribunal de Contas da União uma espécie de pré-contrato e que basta que estes termos sejam aprovados pelo TCU para que a concessão seja renovada e as obras de duplicação e terceira faixa sejam retomadas já a partir de janeiro. 

De acordo com ele, a expectativa é de que a tarifa do pedágio seja mantida nos atuais patamares pelo menos ao longo do primeiro ano desta nova concessão, que acrescentaria mais 15 anos aos 20 que ainda restam do atual contrato. 

Em seu discurso de encerramendo do evento, Riedel afirmou que “estamos trabalhando e discutindo, junto com a equipe do ministro Rui Costa, para que gente possa, a partir de janeiro, dar início às obras de duplicação e terceira faixa daquilo que a gente tanto espera. E o melhor, se possível, sem aumento de pedágio, pelo menos nesse primeiro ano, Zeca, para que a gente garanta o direito de ir e vir”.

A tarifa foi reajusta em 16,82% no dia 18 de agosto. A menor taxa, em Mundo Novo, passou de R$ 5,10 para R$ 6,00 para carro de passeio. E a maior, em Campo Grande e Rio Verde, saltou de R$ 7,80 para R$ 9,10. Para percorrer toda a rodovia, o motorista do carro de passeio precisa desembolsar R$ 69,70 e epenas 150 km estão duplicados.

De acordo com a ministra Simone Tebet, uma relicitação, conforme estava previsto inicialmente, levaria pelo menos dois anos e por isso deixou claro que, com o aval do Tribunal de Contas da União, a CCR será mantida na administração dos 845 quilômetros da principal rodovia do Estado, ligando Mundo Novo a Sonora, passando por outros 19 municípios. 

Em seu discurso, a ministra garantiu que a rodovia será duplicada em toda a sua extensão, apesar de as primeiras tratativas entre o ministério dos Transportes e a Agencia Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) estarem prevendo a duplicação de apenas uma pequena parte. 

Conforme as previsões iniciais, serão somente mais 190 km de duplicação e outros 170 km de terceira faixa. A previsão é de que 40% da rodovia estejam duplicados até 2030 (hoje são 150km). Além disso, espera-se mais 12 km de pista lateral que podem estar no novo contrato. 

Neste novo acordo,  a construção de um anel viário fora da área urbana de Campo Grande está descartada. Até agora também não foi anunciado ainda qual o prazo estipulado para a duplicação dos 25 quilômetros do atual traçado, entre as saídas para Dourados e Cuiabá. 

Os detalhes sobre quais os trechos que fariam parte destes 190 quilômetros de duplicação também não foram divulgados, mas está claro que nem mesmo as duas maiores cidades do Estado (Campo Grande e Dourados) passarão a ter ligação por pista duplicada, já que atualmente mais de 200 quilômetros de pista simples separam as duas cidades. 

OFENSIVA

MPF investiga usina de MT por supostos impactos sociais à comunidade de MS

Órgão instaurou procedimento administrativo após relatos de escassez de recursos naturais e falta de água de quilombolas de Sonora

07/03/2026 17h15

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT)

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT) Foto: Engie/Reprodução

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo para acompanhar o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT), que estaria causando impactos sociais à Comunidade Quilombola Porto dos Bispos, presente em Sonora, a menos de 120 quilômetros da cidade mato-grossense.

A abertura do procedimento foi publicada no diário oficial do órgão na última quarta-feira (4). Assinada pelo promotor Luiz Eduardo Camargo Outeiro Hernandes, a portaria cita que a história começa no ano passado, depois da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise elaborar uma notícia de fato com evidências dos impactos à comunidade em decorrência da usina hidrelétrica no estado vizinho.

Diante disso, o MPF teria solicitado manifestação sobre o caso ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso do Sul (Incra/MS), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis de Mato Grosso (Ibama/MT) e, por fim, à empresa Engie Brasil Energia S.A, que administra a usina.

Em resposta, o Incra disse que solicitou à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que acompanhasse a situação de perto, especialmente pelos relatos de escassez de recursos naturais e falta de água da comunidade quilombola devido à instalação da usina na região.

Já o Ibama disse que, embora as licenças necessárias para operação legal da usina foram emitidas corretamente, será "solicitado ao empreendedor a inclusão da comunidade Quilombola Família Bispo como público-alvo do Programa de Educação Ambiental em atendimento à condicionante estabelecida na licença, já que, apesar de não ter havido a necessidade de realocação da comunidade, esta se encontra inserida no entorno do empreendimento".

A empresa Engie se limitou a afirmar que "inexiste alteração relevante do regime hidrológico do Rio Correntes atribuível à operação da UHE Ponte de Pedra", pois "a usina opera em regime a fio d’água, com manutenção das vazões defluentes em patamares equivalentes às vazões afluentes e estrita observância da vazão mínima remanescente fixada em outorga", o que o afastaria de ser responsável por possíveis impactos sociais negativos sentidos pela comunidade de Sonora.

Mesmo diante da explicação da operadora, o promotor resolveu instaurar o procedimento administrativo, que terá duração de um ano, com o objetivo de acompanhar o licenciamento ambiental da usina hidrelétrica.

Além disso, o promotor enviou ofício à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que informe as providências que serão tomadas após a notícia de fato.

Outro ofício também foi enviado à Diretoria de Territórios Quilombolas do INCRA, requisitando que se manifeste sobre o teor dos relatos e que informe se foi realizada a consulta livre, prévia e informada à Comunidade Quilombola e se a entidade participou desse processo, bem como as providências tomadas em relação ao procedimento de licenciamento do empreendimento “para garantir a compensação e mitigação dos impactos sociais à comunidade”.

A USINA

A Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada no rio Correntes, no município de Itiquira, teve seu início de operação em 2005, com a Engie tendo concessão válida até 2035.

Segundo consta no site da empresa, a usina possui três unidades geradoras com turbinas verticais tipo Francis de 58,7 MW cada, abrigadas em uma casa de força subterrânea escavada em rocha. Sua capacidade instalada é de 176,1 MW e a garantia física para comercialização é de 133,6 MW médios.

Há 10 anos, a usina é operada de forma remota pela Engie, a partir do Centro de Operação da Geração (COG), localizado na sede da empresa, em Florianópolis (SC).

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Fatalidade

Idosa morre e criança fica presa às ferragens após motorista tentar desviar de buraco em MS

Motorista do veículo perdeu o controle ao tentar evitar buracos na pista e capotou várias vezes na MS-010

07/03/2026 14h15

Imagem Divulgação

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Identificada como Liva Xavier Siqueira, de 75 anos, a idosa que morreu quando o carro em que seguia tentou desviar de um buraco e acabou capotando, nas proximidades da cachoeira Céuzinho, na MS-010, em Campo Grande.

Segundo informações preliminares, o Fiat Uno branco, em que seguiam três pessoas, entre elas uma criança, perdeu o controle quando a condutora tentou desviar de buracos na pista e precisou retornar ao perceber um carro vindo no sentido contrário da via.

A motorista perdeu o controle do veículo, que capotou pelo menos três vezes. A idosa, que seguia como passageira, sofreu ferimentos graves. Ela chegou a receber atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu e morreu no local.

A criança precisou ser retirada com auxílio da equipe de resgate, pois estava presa às ferragens. Ela e a motorista receberam os primeiros atendimentos e foram encaminhadas para a Santa Casa de Campo Grande.

O tráfego ficou em meia pista, com equipes do Corpo de Bombeiros organizando a passagem dos veículos para evitar novos acidentes no trecho.

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