Cidades

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São Paulo acerta os últimos detalhes da contratação de Fernandão

São Paulo acerta os últimos detalhes da contratação de Fernandão

Redação

01/05/2010 - 11h25
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        Da redação

        A diretoria do São Paulo conversou nesta sexta-feira com o Goiás para fechar o acerto com Fernandão. Os dirigentes dos dois lados estão confiantes de que o negócio vai se concretizar. Na última quinta, o clube goiano definiu que quem iria cuidar da transferência era o antigo assessor especial da presidência e atual conselheiro Edmo Pinheiro.
        Era tudo quer os são-paulinos queriam. "Fiquei feliz por saber que é o Edminho que tratará da negociação. A nossa conversa é sempre em alto nível. Já falei com ele e sei o que ele quer. Agora vou conversar com os meus pares para saber se é possível", explicou o diretor de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes.
        Nesta sexta-feira, João Paulo de Jesus Lopes conversou com Edmo Pinheiro para saber o que o Goiás pretende nesse negócio. "Ele também falou o que o São Paulo quer e ficou de ajustar com o Juvenal (Juvêncio, presidente são-paulino) para me retornar depois. Estou aguardando", disse o dirigente do clube goiano.
        Nenhum dos dois entra em detalhes sobre quais jogadores poderão ser envolvidos na negociação. Mas o técnico Emerson Leão já avisou que gostaria de levar para o Goiás os meias Carlinhos Paraíba e Marcelinho Paraíba. Eles vêm sendo pouco aproveitados no Morumbi.
        Marcelinho Paraíba chegou com status de principal reforço da temporada, começou como titular, fez gol no primeiro jogo, mas depois não se firmou. Chegou até a sofrer críticas por não se cuidar fora de campo. Carlinhos Paraíba veio como uma aposta, teve algumas oportunidades, mas também não convenceu.
        Apesar disso, o técnico Ricardo Gomes acha que Carlinhos Paraíba ainda pode render para o clube. Mas como o contrato é longo, ele pode ser emprestado para o Goiás nesta negociação e depois voltar para o São Paulo.
        Segundo Edmo Pinheiro, o papo com o diretor são-paulino foi estimulante. "Eu fui muito transparente com o João Paulo na conversa que tivemos. Tanto o Fernandão quanto o Goiás querem dar a prioridade para eles. Pela proposta que fizemos, a transação envolve jogadores. E eu vou esgotar até a última chance para o negócio sair com o São Paulo", afirmou.
        Mas o clube do Morumbi sabe que não pode vacilar. Outras equipes também estão interessadas no futebol de Fernandão. O DC United, dos Estados Unidos, está disposto a pagar um bom dinheiro para o jogador. Mas, por enquanto, ele prefere esperar o acerto com o São Paulo.
        Outras equipes, mas do Brasil, também sondaram o Goiás para ter o atacante no Brasileirão. São Santos, Palmeiras e Fluminense.
        Apesar da disputa por seu futebol, Fernandão já fala como um futuro contratado do São Paulo. Ele sabe que agora apenas detalhes o separam do time paulista. "Já está tudo encaminhado. Não que eu tenha algum acordo, mas, pelo respeito que tenho pelo clube e pelo profissionalismo que as pessoas que trabalham lá têm, a prioridade é do São Paulo", disse o jogador, em entrevista à rádio Jovem Pan. (Do Estadão)

MATO GROSSO DO SUL

Pai do ET Bilu move enxurrada de ações contra jornalistas

Empresário Urandir Fernandes recorre à Justiça contra profissionais da imprensa após reportagens sobre processo movido por investidora e operação do Gaeco

19/08/2026 09h30

Sócio de fintech ligada a grupo que avista ETs é alvo do Gaeco

Sócio de fintech ligada a grupo que avista ETs é alvo do Gaeco Marcelo Victor/Correio do Estado

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Conhecido nacionalmente pela história do ET Bilu, o empresário Urandir Fernandes de Oliveira decidiu levar aos tribunais a insatisfação com reportagens publicadas envolvendo seu nome e empresas ligadas a ele em Mato Grosso do Sul. Somente em julho deste ano, foram protocoladas 14 ações por supostos crimes contra a honra.

Entre os profissionais acionados estão três jornalistas do Correio do Estado, além de profissionais de outros veículos de comunicação de Mato Grosso do Sul. As ações passaram a ser apresentadas depois de uma sequência de notícias publicadas ao longo do primeiro semestre de 2026.

As reportagens tratavam, entre outros assuntos, da relação de Urandir com um dos alvos das operações Collusion e Simulatum, deflagradas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), e de uma disputa judicial envolvendo uma investidora que afirma ter aplicado R$ 300 mil em uma empresa ligada ao empresário.

Urandir é proprietário da Associação Civil Dakila e ligado ao banco digital BDM. Ele ganhou notoriedade nacional há mais de duas décadas por afirmar ter mantido contato com um extraterrestre, episódio que ficou conhecido como o “ET Bilu”. O empresário também está à frente de projetos do chamado Ecossistema Dakila.

Operações

Em janeiro deste ano, o nome de Urandir apareceu em reportagens sobre as operações Collusion e Simulatum, realizadas pelo Gaeco para investigar suspeitas de fraudes em licitações e contratos públicos relacionados à Câmara Municipal de Terenos.

O empresário não foi alvo das operações. A ligação citada nas notícias ocorreu porque Francisco Elivaldo de Souza, conhecido como Eli, estava entre os alvos e mantinha relação empresarial com Urandir na BDM Dourado Digital.

Durante as operações, foram cumpridos seis mandados de prisão e 30 de busca e apreensão em Terenos, Campo Grande e Rio Negro. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, as investigações apuram suspeitas de irregularidades em contratos públicos firmados desde 2021.

Na ocasião, o grupo Dakila negou qualquer envolvimento com os fatos investigados e afirmou que nem Urandir nem empresas do grupo eram alvos das diligências.

Disputa por investimento

Outro episódio que colocou o empresário novamente no noticiário foi uma ação apresentada por uma investidora de Campo Grande.

Ana Carolina Vieira Franco de Godoy Reginato afirma ter feito, em abril de 2019, um aporte de R$ 300 mil como investidora-anjo em um negócio relacionado a Urandir Fernandes de Oliveira e Alan Fernandes de Oliveira.

Segundo a ação, o contrato previa a possibilidade de resgate do dinheiro a partir de abril de 2021 e estabelecia prazo para a devolução do valor. A investidora sustenta que não recebeu o montante e posteriormente recorreu à Justiça para cobrar a dívida.

Com correção, juros e multa previstos contratualmente, ela apontou que o débito chegava a R$ 805,6 mil em novembro de 2025.

A mulher também alegou ter encontrado problemas ao pesquisar os dados cadastrais da BKC Distribuição Ltda., empresa indicada no contrato. As afirmações fazem parte da versão apresentada pela autora à Justiça e ainda são objeto da disputa judicial.

Após a repercussão das notícias, Urandir publicou um vídeo em uma rede social no qual fez acusações contra a investidora. Ela então ingressou com outra ação e pediu à Justiça a retirada do conteúdo.

Em fevereiro, o juiz Juliano Rodrigues Valentim, da 3ª Vara Cível Residual de Campo Grande, concedeu tutela de urgência e determinou a remoção da publicação.

A decisão também determinou que o empresário se abstivesse de fazer novas publicações atribuindo à mulher a prática de crime ou condutas semelhantes às discutidas no processo, sob pena de multa diária de R$ 2 mil.

Na ação, a empresária sustenta que Urandir a acusou de “apropriação indébita” de 69 mil ativos digitais e insinuou que ela teria pago veículos de comunicação para divulgar notícias contra ele. Além da retirada das publicações, ela pede indenização de R$ 60 mil por danos morais.

Depois da sequência de reportagens, Urandir passou a recorrer à Justiça contra profissionais responsáveis pelas publicações.

As queixas sustentam, de maneira geral, que algumas matérias teriam ultrapassado o direito de informar ao apresentar acusações ainda discutidas judicialmente.

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CRIME

PM é preso por abuso sexual contra adolescente no interior de MS

De acordo com os relatos, o militar se passou por dono de uma loja de roupas e ofereceu uma vaga de jovem aprendiz para atrair a vítima

19/08/2026 08h15

O caso ocorreu em maio deste ano, no município de Aquidauana

O caso ocorreu em maio deste ano, no município de Aquidauana Divulgação: PCMS

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Um policial militar, do município de Aquidauana, foi preso novamente, por determinação da Justiça, após ser acusado de atrair uma adolescente com falsa promessa de vaga de emprego e prática de abuso sexual. O caso ocorreu em maio deste ano.

Segundo o relato apresentado às autoridades, o militar se passou por dono de uma loja de roupas e ofereceu uma vaga de jovem aprendiz. Ele teria buscado a adolescente e, durante o trajeto, as ameaças teriam acontecido no bairro Arara Azul, nas imediações do Morrinho.

Ainda conforme o relato, o policial teria mostrado uma arma e ameaçado a adolescente para que ela mantivesse contato sexual com ele. Em determinado momento, ele teria parado em uma farmácia para comprar preservativo. Foi quando, segundo a vítima, ela conseguiu escapar e procurar ajuda.

De acordo com o site A Princesinha News, de Aquidauana, na época, o caso chegou ao conhecimento do veículo de comunicação, porém a publicação não foi feita a pedido das autoridades, para não atrapalhar as investigações.

Agora, com o avanço das apurações, a Justiça determinou novamente a prisão preventiva do militar, que está à disposição da Justiça.

O caso tramita em segredo de Justiça, por isso o nome do policial e outras informações não foram divulgadas.

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