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Segurança para show do Guns N' Roses terá mais de 600 agentes

Exibição da banda em Campo Grande deve reunir mais de 35 mil pessoas, o que exige ação especial das equipes policiais

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A Capital vai receber uma das maiores bandas de todos os tempos na quinta-feira, a americana Guns N’ Roses, que deve atrair cerca de 35 mil pessoas ao Autódromo Internacional de Campo Grande – Circuito Orlando Moura e contar com esquema de segurança especial quase 10 horas antes do show, reunindo mais de 600 agentes policiais federais e municipais.

De forma especial, a atração terá uma operação policial da Polícia Rodoviária Federal (PRF), denominada Operação Guns N’ Roses, em colaboração com a Guarda Civil Metropolitana (GCM), a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) e a Polícia Militar.

Por ser nas imediações da BR-262, a PRF disse que o maior desafio da operação é a característica do trecho, “que possui pista simples e deve registrar aumento significativo no volume de veículos e na circulação de pedestres”, necessitando de policiamento ostensivo em pontos estratégicos da rodovia.

“Foi elaborado um plano de ação integrada para o dia do evento, com todos os órgãos de segurança pública e de trânsito. Ele visa coordenar as equipes que estarão em campo, de forma que ao longo de todo o trajeto do autódromo para o evento tem o policiamento ostensivo com esses órgãos parceiros. Então, a circunscrição da PRF começa no viaduto da BR-262, no anel viário, e até o autódromo são cerca de 10 quilômetros, que vai estar todo policiado”, disse o titular da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso do Sul, João Paulo Pinheiro Bueno.

Ao todo, estarão envolvidos 70 agentes da PRF em viaturas 4x4 e motocicletas da instituição. Além da fiscalização utilizando os veículos, também serão usados drones, câmeras de monitoramento e radar portátil nos trechos em que for possível fazer a aferição da fiscalização, já que a tendência é de tráfego lento em razão do alto fluxo de veículos.

A PRF publicou uma portaria de restrição temporária para veículos de carga de grande porte no dia do evento, entre as 12h e 22h, que abrange o trecho entre os quilômetros 233 e 328 da BR-262, de Campo Grande a Ribas do Rio Pardo, com o objetivo de reduzir congestionamentos e aumentar a segurança.

Para que o show possa ser realizado, a PRF determinou que 16 exigências fossem atendidas pela organização do evento, incluindo: provisão de estacionamento adequado, garantia de operacionalização da via para o fluxo de veículos, travessia segura para pedestres, ambulâncias privadas no local, manejo ambiental de detritos para evitar acidentes, guinchos, etc.

“Desde que tomamos ciência do acontecimento do evento, nós entramos em contato com a organizadora e fizemos as exigências. Todas elas devem ser cumpridas pela organização do evento. Qualquer uma delas, dessas 16, que não forem cumpridas, o evento se considera não autorizado”, explica.

“A gente espera que eventos desse porte aconteçam com mais frequência no nosso estado. Estamos aqui para garantir a segurança, para trazer essa sensação de segurança para todos os usuários que vão participar direta ou indiretamente do evento. Então, reforço aqui, para quem for conduzir veículo, vá sabendo que vai ter fiscalização tanto de velocidade, de alcoolemia e demais infrações que são perigosas para o trânsito”, completa o superintendente.

Em nota divulgada na tarde de ontem, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) divulgou que também realizará ações específicas no dia do evento. P

or exemplo, a partir das 14h, equipes de apoio estarão presentes no Bairro Maria Aparecida Pedrossian, localizado perto do autódromo, além de também atuarem na Praça do Rádio Clube, com organização do embarque e desembarque de passageiros usuários do transporte público.

Sobre a segurança terceirizada do evento, Valter Júnior, sócio e produtor local da Santo Show Produções e Eventos Ltda., organizadora da exibição, disse que foram contratados mais de 500 profissionais. 

“Vai ter um esquema de monitoramento e tem segurança à paisana. A gente tem todo o tipo de segurança que permite o show desse porte”, reforça.

CRONOGRAMA

A previsão é de que a entrada do público no autódromo seja autorizada a partir das 16h, visto que o show está marcado para começar às 20h30min. Conforme apurou o Correio do Estado, a banda deve vir de São José do Rio Preto (SP), onde teve um show na noite de ontem. 

A previsão é de que os integrantes pousem em Campo Grande na tarde de quinta-feira, em um Boeing 757-200 envelopado com a identidade visual da banda. 

Depois do show, devem ficar em terras sul-mato-grossenses até a tarde de sábado, quando partem para o estado do Espírito Santo, onde terão exibição marcada para domingo, no município de Cariacica.

O espetáculo em Campo Grande faz parte da nova turnê mundial da banda, intitulada “Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things”. 

Liderado por Axl Rose, Slash e Duff McKagan, o grupo promete trazer um repertório que atravessa décadas e reúne alguns dos maiores clássicos da história do rock, como “Sweet Child O’ Mine”, “Welcome to the Jungle”, “Paradise City” e “November Rain”. (Mais informações na Capa do Correio B)

* Saiba

Segundo a organização do evento, excursões estão sendo organizadas a partir de diferentes estados brasileiros.

Além disso, fãs de países vizinhos da América do Sul também já confirmaram presença para assistir à lendária banda de rock na capital sul-mato-grossense.

A expectativa é de que o show provoque um aumento significativo no fluxo de visitantes na cidade durante os dias que antecedem a apresentação.

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R$12 MILHÕES

MPMS quer bloqueio de verbas do Estado e Município para garantir serviços na Santa Casa

Parecer da Procuradoria de Justiça reforça responsabilidade solidária e necessidade de planejamento para evitar colapso hospitalar

08/04/2026 08h30

Santa Casa de Campo Grande

Santa Casa de Campo Grande Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) quer o bloqueio das verbas do Estado de Mato Grosso do Sul e do Município de Campo Grande para garantir os serviços de atendimento no Hospital Santa Casa. O órgão ministerial solicitou a restituição do sequestro mensal de R$ 12 milhões das contas dos responsáveis pela unidade hospitalar. O pedido foi instaurado na 3ª Câmara Cível da Justiça de Mato Grosso do Sul.

O MPMS argumenta que, se Estado e Município continuam regulando pacientes para a Santa Casa, é indispensável que garantam condições mínimas para que essas pessoas sejam atendidas de forma digna.

Além disso, destaca que o Estado não é mero financiador, mas cogestor do Sistema Único de Saúde (SUS), e que a exigência judicial de plano de ação deve ser cumprida.

Com isso,o Procurador de Justiça Sérgio Luiz Morelli assinou o parecer que reforça essa tese e afasta a alegação de violação à separação dos poderes. O documento esclarece que não houve criação de nova política pública, mas apenas a exigência de planejamento mínimo diante da grave desassistência comprovada nos autos.

Também destaca que o custo administrativo de elaborar um plano é incomparavelmente inferior ao custo humano e social da continuidade da desassistência.

Relatórios do Conselho Regional de Medicina (CRM) mostram que a Santa Casa tem superlotação superior a 500% da capacidade instalada, além da falta de insumos básicos e paralisações de atendimento por ausência de pagamento a profissionais.

Ação civil

Em 2025, a 76ª Promotoria de Justiça ajuizou ação civil pública que resultou na obrigatoriedade do Estado e do Município a apresentarem um plano de ação no prazo de 90 dias, com medidas para regularizar os serviços médicos, recompor estoques de medicamentos e insumos, além de organizar o pronto-socorro para reduzir a superlotação.

Inicialmente,a Justiça determinou que, em caso de descumprimento, haveria sequestro mensal de R$ 12 milhões das contas do Estado e do Município. Porém, posteriormente, o bloqueio foi substituído por multa diária de R$ 5 mil.

O Estado recorreu, alegando ilegitimidade passiva, incompetência da Justiça Estadual e ingerência judicial em políticas públicas, porém teve seu pedido negado.

Protesto da enfermagem

No período da manhã desta terça-feira (7), os profissionais de enfermagem da Santa Casa realizaram uma Assembleia, onde ficou definido que parte dos trabalhadores ficariam de braços cruzados em frente ao hospital até o pagamento. 

A classe afirma que o pagamento da complementação salarial referente ao mês de fevereiro, e até mesmo o salário, ainda não havia sido pago. O prazo para o repasse era até o dia 05. Para o salário, o prazo para pagamento era até ontem. 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems), o repasse financeiro vem do Governo Federal sempre pontualmente, chega à Prefeitura Municipal onde é destinado ao setor financeiro do Hospital. Atualmente, a Santa Casa conta com uma equipe de 1,4 mil enfermeiros. 

Ontem mesmo, a Sesau emitiu nota, onde afirmou que o repasse seria feito aos funcionários até o final do dia. 

"Conforme previsto na Portaria GM/MS nº 1.135, de 16 de agosto de 2023, o prazo para o repasse é de 30 (trinta dias) contados a partir do depósito. Contudo, devido ao feriado prolongado, não houve tempo hábil para finalizar os tramites legais para o repasse, o qual irá ocorrer ainda nesta terça-feira, quando o valor estará disponível aos profissionais", afirmou a nota.

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Terra Forjada

Operação que investigou grilagem apura fraude em posse de terras

Polícia Federal foi novamente a empresa especializada em topografia que estaria envolvida no esquema

08/04/2026 08h00

Empresa Toposat, especializada em georreferenciamento, recebeu a visita de agentes da PF ontem

Empresa Toposat, especializada em georreferenciamento, recebeu a visita de agentes da PF ontem Marcelo Victor/Correio do Estado

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Após ser investigada por suspeita de grilagem de terras no Pantanal, a empresa Toposat, que é especialista em topografia, loteamento e georreferenciamento, foi novamente alvo de investigação da Polícia Federal (PF), desta vez, por possível esquema de fraude mediante a inserção de informações falsas sobre propriedade de terras rurais.

De acordo com a PF, a investigação, que resultou na Operação Terra Forjada, apurou que havia suposta “manipulação de dados em sistemas públicos federais, com a finalidade de simular domínio ou posse sobre áreas rurais, incluindo terras públicas e propriedades privadas regularmente constituídas”. 

Ainda segundo a investigação, também foram encontrados indícios de fraudes relacionadas à reserva legal, ou seja, o investigado inseria “informações inconsistentes para conferir aparência de regularidade ambiental”.

“Apurou-se que um dos responsáveis teria inserido dados ideologicamente falsos nos sistemas oficiais, inclusive com uso indevido de informações vinculadas a imóvel diverso, viabilizando a tentativa de apropriação de terra pública e a sobreposição indevida de área particular”, diz trecho da nota da PF.

Dentro dessa investigação, uma das empresas alvo de mandados de busca e apreensão foi a Toposat, em Campo Grande. A mesma empresa já foi envolvida em outro esquema, em 2023, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Terra Nullius, que investigou fraudes fundiárias envolvendo a inserção de dados falsos em sistemas públicos com o objetivo de simular posse e viabilizar a regularização indevida de áreas rurais, inclusive com indícios de grilagem de terras.

Dois anos depois, no ano passado, outra operação, a Pantanal Terra Nullius, apontou novamente a empresa como envolvida em um esquema de suposta grilagem de terras no Pantanal de Mato Grosso do Sul, em que foi detectada a tentativa de regularização fundiária em áreas da União desde, pelo menos, 2020.

ESQUEMA

Conforme investigação do ano passado, o esquema envolvia empresários, servidores da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), um engenheiro cartógrafo e a empresa Toposat.

Matéria do Correio do Estado de maio de 2025 mostrou que os investigados inseriram, em agosto de 2020, por meio do engenheiro cartógrafo Mário Maurício Vasquez Beltrão, pedido de regularização fundiária da Fazenda Carandá Preto, de 2.225 hectares, imóvel que, segundo a PF, iniciou a suspeita de fraude das autoridades.

As apurações indicam que empresários e fazendeiros da região pantaneira falsificavam documentos e os inseriam em processos administrativos de titulação para obterem áreas do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, localizado em faixa de fronteira.

A Operação Pantanal Terra Nullius visou desarticular esse esquema de grilagem de terras da União no Pantanal, que fraudava Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) ou Títulos de Cota de Reserva Ambiental estadual (TCRAEs) na emissão e na comercialização desses documentos.

O esquema envolvia agentes internos da Agraer, que “escondiam” terras da União no processo de regularização fundiária.

Conforme a corporação policial, “de forma dolosa, os responsáveis omitiriam que as áreas em questão pertenciam à União”, o que, em tese, tornaria a agência em questão incompetente para decidir sobre tais terrenos.

De acordo com a PF, o esquema funcionava da seguinte forma: se ninguém identificasse a origem pública da terra, a titularização era concluída de forma ilegal.

Porém, caso a fraude fosse percebida durante o trâmite, o processo era cancelado sob a justificativa de irregularidade, alegando-se erro no reconhecimento da titularidade da área.

Na operação do ano passado, os alvos foram, além de Mário Beltrão: Bruna Feitosa Beltrão Novaes, engenheira sanitarista e ambiental; Nelson Luis Moia, funcionário da empresa Toposat Engenharia e Ambiental Ltda.; Elizabeth Peron Coelho, empresária e pecuarista; André Nogueira Borges, ex-diretor-presidente da Agraer; Evandro Efigênio Rodrigues, funcionário da Agraer; Jadir Bocato, gerente de Regularização Fundiária da Agraer; e Josué Ferreira Caetano, funcionário da Agraer.

No ano passado, foram cumpridos mandados na Agraer, porém, desta vez, a autarquia estadual não esteve entre os alvos.

André Nogueira Borges foi diretor-presidente da Agraer na gestão de Reinaldo Azambuja e seria uma das peças principais do esquema.

* Saiba

Na operação do ano passado, a Pantanal Terra Nullius, além da apreensão de bens, foi feito o bloqueio de valores dos suspeitos que superariam os R$ 3 milhões.

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