Cidades

SEGURANÇA

Sejusp diz que ataque em escola de Campo Grande foi um fato isolado

Em nota, a secretaria informou que todos os protocolos de segurança foram seguidos

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Na tarde desta quinta-feira (18), a população campo-grandense ficou horrorizada após o ataque na Escola Municipal Bernardo Franco Baís, localizada na Avenida Calógeras. O autor do ataque foi um adolescente de 15 anos, ex-aluno da instituição escolar. 

Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça de Segurança Pública (Sejusp) lamentou o ocorrido e se solidarizou com a vítima, uma advogada de 47 anos que estava deixando o filho na escola, e informou que todos os protocolos de segurança foram tomados. 

“A Sejusp lamenta o ocorrido e informa que todos os protocolos de segurança e o Procedimento Operacional Padrão da Polícia Militar, implantados e treinados anteriormente, foram seguidos, o adolescente em conflito com as leis, de 15 anos, neutralizado, imediatamente apreendido e encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJ)”.

A secretaria também detalhou o procedimento tomado com o adolescente após o ataque. “O infrator foi apreendido em flagrante delito por ato infracional análogo ao Homicídio Doloso na Forma Tentada, sendo em seguida encaminhado a uma Unidade Educacional de Internação (UNEI), onde permanece à disposição da Justiça, assim como os pais, que detém a guarda e respondem pelo menor, chamados à responsabilidade para explicar o acontecido”.

Ainda em nota, a Sejusp afirmou se tratar de um caso isolado e relembrou a criação do Programa Escola Segura, Família Forte, além das rondas nas proximidades das escolas de Campo Grande. 

“Porém para prevenir e reprimir toda e qualquer agressão no ambiente escolar, mantém em pleno funcionamento, desde 2017, o Programa Escola Segura, Família Forte, com rondas diuturnas e constantes nas escolas de Campo Grande, bem como mantém intensificado o policiamento e rondas nas proximidades de todas as escolas e ativos o Grupo de Ações Integradas de Segurança e o Gabinete de Gestão Integrada para monitoramento das escolas de todo o Estado.

Por fim, a secretaria afirmou que, por meio da Polícia Militar, implantou este ano em Mato Grosso do Sul e realiza de forma ininterrupta Ações Estratégicas para o Enfrentamento às Crises Policiais de Agressor Ativo em Unidades Educacionais, por meio do qual há atuação intensa de equipes de inteligência 

“Estão sendo realizados cursos para multiplicadores, treinamentos para professores e alunos, monitoramento das unidades escolares e avaliações de ameaças, em fina sintonia com as Secretarias Estadual e Municipal de Educação”, finalizou em nota.

Relembre o caso

O adolescente, 15 anos, armado com quatro facas e uma marreta dentro de sua mochila, atacou uma mulher que deixava o filho na Escola Municipal Bernardo Franco Baís, na avenida Calógeras. 

Informações do Corpo de Bombeiros Militar expõe que o suspeito foi contido por um guarda municipal e pelo instrutor de badminton, que dá aula na escola, inclusive treina o esporte na escola com o filho da mulher atacada. 

Vestido com o característico uniforme verde da Rede Estadual de Mato Grosso do Sul, o adolescente foi até a antiga escola da rede municipal para o ataque, que aconteceu próxima da secretaria da unidade escolar.

Após o crime ele foi apreendido e levado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJ), onde prestou esclarecimento e será encaminhado para uma Unidade Educacional de Internação. 

Assien o Correio do Estado

 

DENÚNCIA

Rapazes relatam agressão e prática de homofobia de guardas civis de Campo Grande

As vítimas disseram aos agentes que aguardavam um veículo de aplicativo, mas um dos guardas se irritou e desferiu um golpe no abdômen de um deles

14/02/2026 14h45

Em depoimento, o rapaz diz que durante a ação, o GCM proferiu ofensas verbais relacionadas à sua sexualidade

Em depoimento, o rapaz diz que durante a ação, o GCM proferiu ofensas verbais relacionadas à sua sexualidade Divulgação/ GCM

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Duas pessoas compareceram na Delegacia de Pronto Atendimento do Centro, em Campo Grande, para relatar um caso de lesão corporal e prática de homofobia por parte de guardas civis metropolitanos.

De acordo com o relato, por volta das 6h deste sábado, os rapazes se encontravam no bar Depieri Beer, localizado na Rua Rui Barbosa, quando uma equipe da Guarda Civil Metropolitana (GCM) chegou ao local e ordenou a dispersão de todos os presentes.

As vítimas esclareceram aos agentes que aguardavam um veículo de transporte por aplicativo e mostraram o celular para comprovar a solicitação da corrida. Segundo o relato, um dos guardas municipais demonstrou irritação e desferiu um golpe com a extremidade do cassetete contra o abdômen de um dos homens.

A vítima, que sofre de gastrite nervosa, disse ter sentido fortes dores e tentado se afastar. Contudo, o agente teria passado a persegui-la, desferindo novos golpes de cassetete que resultaram em escoriações nas costas.

Ainda de acordo com o depoimento do rapaz, durante a ação, o GCM proferiu ofensas verbais relacionadas à sexualidade dele e ordenou, de forma agressiva, que o cidadão deixasse o local imediatamente.

Por fim, a vítima declara que precisou correr para o meio da via pública para fugir das agressões. Logo depois, os dois conseguiram embarcar no veículo de aplicativo que chegou ao local.

Guardas civis demitidos

Na última terça-feira (10), dois guardas civis metropolitanos de Campo Grande foram demitidos do serviço público municipal. A decisão do desligamento de Jackson Alves Ramão e Renne Mendes foi publicada no Diário Oficial Municipal (Diogrande).  

A demissão se deu pelos motivos de “incontinência pública e conduta escandalosa” e “ofensa moral ou física” por casos ocorridos no ano passado. 

Jackson era Guarda Civil Metropolitana Classe Especial e foi demitido em razão de um caso  de agressão contra um jovem de 27 anos morador de rua em junho de 2025, no bairro Morada Verde, em Campo Grande. 

O jovem, conhecido como Bugrinho, foi detido por moradores da região após uma suspeita de furto. Quando os guardas chegaram, em vez de levar o suspeito à delegacia, Jackson e outro guarda agridem o jovem com pisões no rosto, tapas violentos e chutes na cabeça. 

Já Renne Mendes ocupava o cargo de Inspetor da Guarda Civil Municipal e foi demitido por um caso ocorrido no mês de julho do ano passado, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande. 

O crime foi gravado por câmeras de segurança e mostram o agente dirigindo uma moto vermelha perseguindo um jovem de 21 anos. Em determinado momento, Renne efetua três disparos contra a vítima, guarda a arma na cintura e continua perseguindo o rapaz. 

De acordo com testemunhas, o guarda estava bebendo em uma conveniência anexa à casa da vítima e iniciou a confusão após uma discussão. 

O afastamento do guarda foi publicado no Diário Oficial na edição do dia 11 de julho de 2025. Com a conclusão do processo, Renne também foi desligado do cargo nesta terça-feira. 

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INTERIOR

Nível do Rio Taquari sobe e acende novo alerta para Coxim

Ainda que por volta de 10h deste sábado (14) o rio já estivesse de volta à casa de 475 cm, a possibilidade de pancadas de chuva mantém riscos em alta

14/02/2026 14h00

Graças às chuvas de ontem (13) o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm. 

Graças às chuvas de ontem (13) o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm.  Reprodução/Imasul

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Distante aproximadamente 294 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, o Rio Taquari voltou a subir com a chuva da noite desta sexta-feira (13), o que obrigou o Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) a acender novo alerta emergencial para o município de Coxim. 

Essa situação de emergência, conforme repassado pelo órgão que é vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc), se dá justamente em razão da elevação do nível do Rio Taquari. 

Com base nos dados da chamada Plataforma de Coleta de Dados, segundo nota divulgada pelo Imasul, graças às chuvas de ontem (13) o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm. 

Como bem frisa a Semadesc, ainda que por volta de 10h deste sábado (14) o Taquari já estivesse de volta à casa de 475 cm, ao extrapolar a cota de emergência há um indicativo potencial de que a integridade da população ribeirinha e áreas próximas ao curso do Rio possam estar em perigo, além de possíveis danos materiais. 

Ainda, a própria previsão do tempo elaborada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) indica a possibilidade de pancadas de chuva, que alia-se a um estado de maior variação de nebulosidade e influência de uma frente fria que deve chegar pelos próximos dias, "especialmente na bacia do rio Coxim, afluente do Taquari", cita nota do Imasul. 

"O Inmet classifica as chuvas com grau de severidade de perigo potencial, enquanto o CPTEC indica ocorrência de chuvas intensas em níveis 1 e 2", complementa o Instituto. 

Ou seja, aliada à recente elevação do nível do rio, há possibilidade de que as águas invadam áreas lindeiras e instalações próximas ao leito, o que pode resultar em um agravo ainda pior do cenário.

Sobe e desce

Há cerca de 10 dias o Imasul já havia emitido dois primeiros alertas de emergência, graças à elevação do nível dos rios Taquari e Aquidauana, que nos primeiros dias desse mês já beiravam as respectivas cotas de inundação. 

Para o Taquari, o último dia 04 marcou 501 centímetros, já considerada nível de emergência e de inundação, enquanto o Aquidauana nessa ocasião já registrava entre 697 e 706 cm, beirando a cota emergencial de 730 cm. 

Com o perigo novamente no radar, o Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) faz questão de reforçar a necessidade de atenção das autoridades locais. 

Além disso, após deliberações técnicas, a Defesa Civil do Mato Grosso do Sul deve ser também acionada para acompanhamento e adoção das medidas necessárias de prevenção e resposta.

 

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