Cidades

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Sejusp recorre para retomar exames de corpo de delitos na Cepol e Casa da Mulher Brasileira

Desde segunda-feira (29), não são realizados os exames de corpo de delito nas salas do Núcleo do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL)

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Secretária de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp/MS) recorre após o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS) suspender exames de corpo de delito na Casa da Mulher Brasileira e na sede do Centro Especializado de Polícia Integrada (Cepol), em Campo Grande. 

Desde segunda-feira (29), não são realizados os exames de corpo de delito nas salas do Núcleo do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL). 

Segundo o CRM, a suspensão foi dada com base na justificativa de que as unidades do IMOL não teriam uma estrutura adequada para a realização dos exames nas vítimas. 

Na quarta-feira (31), o presidente do CRM/MS, José Jailson de Araújo Lima, se reuniu na sede da entidade com o Secretário Executivo de Segurança Pública da Sejusp, Coronel Wagner Ferreira da Silva, e com o Coordenador-Geral Adjunto de Perícias, Nelson Firmino Junior, para encontrar soluções em relação ao funcionamento do Imol dentro da Casa da Mulher Brasileira.

Conforme divulgado, na ocasião, o Coronel Wagner apresentou o projeto da planta baixa da Casa, detalhando a divisão dos ambientes e formato de atendimento às vítimas que são ali recebidas.

“Temos uma preocupação em zelar por aquelas que procuram assistência na Casa da Mulher, por isso estamos dispostos a readaptar nossa estrutura para a volta dos atendimentos”, declarou o secretário.

Segundo o presidente do CRM/MS, toda esta situação causa preocupação à entidade, mas destaca que o conselho como autarquia federal precisa fiscalizar as demandas solicitadas e cumprir as obrigações conforme determina o que está preconizado no Código de Ética Médico do CFM (Conselho Federal de Medicina).

“Emitimos o parecer em relação ao fechamento do Imol da Casa da Mulher de forma técnica e conforme a resolução 1635/2002, porém também não ficamos confortáveis, já que entendemos a necessidade de um atendimento mais acolhedor a estas pessoas em situação de vulnerabilidade”, esclarece o presidente do conselho.

Diante da situação, a Sejusp decidiu encaminhar uma solicitação para nova revisão de parecer, apresentando todos os aspectos estruturais e administrativos.

O secretário de Segurança Pública do Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Videira, explica que a decisão tem prejudicado muitas pessoas que precisam do atendimento, principalmente mulheres e crianças que são vítimas de violências. 

Após a apreciação do documento, será encaminhado ofício ao CFM para que a proposta seja reavaliada em cima das condições atuais.

“Entendemos que todos temos interesse nesta pauta e vamos fazer o que for possível para que tenhamos uma resposta rápida e favorável à população. A revisão é o primeiro passo, mas vamos seguir com outras atividades no sentido de fortalecer nossas ações em prol a esta causa”, explica o presidente do CRM. 

Relembre 

Sala da Depac/Cepol 

Em março deste ano, o Governo do Estado inaugurou, na Casa da Mulher Brasileira, um Núcleo do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), com a intenção de facilitar a realização de exames periciais que antes precisavam ser feitos em outro endereço. 

Com a nova sala, as vítimas poderiam fazer a denúncia na Casa da Mulher Brasileira e, em seguida, passar por exames periciais, no mesmo local.

Enquanto no começo de maio foi inaugurado o IMOL na Depac Cepol, visando atender de forma adequada crianças e adolescentes vítimas de violência. 

Desse modo, seria possível realizar depoimento especial e perícias no mesmo local. 

Meio Ambiente

Com 175 mil árvores nas ruas, Campo Grande amplia monitoramento e manejo

Prefeitura aposta em inventário e acompanhamento técnico para orientar podas, plantios e intervenções na arborização urbana

21/09/2026 16h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A questão ganha destaque nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore, em meio a uma política que envolve não apenas o plantio de novas mudas, mas também escolha de espécies, definição dos locais, acompanhamento do crescimento, podas e demais ações de manejo.

Em 2025, a Prefeitura produziu aproximadamente 40 mil mudas no Viveiro Municipal Flora do Cerrado. Dessas, 27.153 foram distribuídas à população. No mesmo ano, 9.429 mudas foram plantadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio do Projeto Via Verde e de outras ações em praças, parques e áreas verdes.

A arborização urbana exige decisões que começam antes de a muda chegar à calçada. A escolha da espécie precisa considerar o espaço disponível, o tamanho que a árvore poderá atingir, as raízes, a largura da calçada, a existência de fiação elétrica e a presença de outros equipamentos urbanos.

O próprio Manual de Arborização Urbana de Campo Grande estabelece diretrizes para implantação e manutenção das árvores e aponta que a escolha inadequada pode gerar conflitos com a infraestrutura urbana e aumentar a necessidade de intervenções futuras.

É justamente nessa etapa que o município tenta ampliar o uso de dados. O Arbolink permite registrar informações das árvores e identificar situações que podem exigir acompanhamento ou manejo. O sistema, porém, ainda está em fase de construção do inventário, com pouco mais de 8 mil árvores cadastradas diante de uma estimativa de aproximadamente 175 mil no sistema viário.

9,4 mil árvores plantadas

A expansão da arborização também ocorre por meio do Projeto Via Verde, que prioriza o plantio em regiões com menor cobertura arbórea e em locais que receberam pavimentação recentemente.

Ao todo, foram 9.429 mudas plantadas em 2025. A Prefeitura afirma que a ampliação da infraestrutura verde busca contribuir para o conforto térmico, qualidade do ar, drenagem urbana, biodiversidade e qualificação dos espaços públicos.

Além do plantio feito diretamente pelo município, a população também recebe mudas produzidas no viveiro municipal. Durante a Semana da Árvore deste ano, estão sendo distribuídas 10 mil mudas de espécies frutíferas.

O crescimento da arborização também impõe um desafio à administração pública: manter árvores saudáveis sem criar conflitos com calçadas, redes elétricas, ruas e demais estruturas urbanas.

Por isso, o planejamento prevê acompanhamento técnico desde a escolha da espécie até o manejo das árvores adultas. Equipes da Prefeitura passam por capacitações para diagnóstico, avaliação das condições das árvores, planejamento das intervenções e prevenção de riscos.

Campo Grande aparece entre as capitais com maior presença de árvores nas vias. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 91,4% dos moradores da Capital viviam em domicílios localizados em vias com pelo menos uma árvore, índice que colocou o município na primeira posição entre as capitais brasileiras nesse indicador.

A cidade também recebeu, em 2026, pelo sétimo ano consecutivo, o reconhecimento Tree Cities of the World, concedido pela Arbor Day Foundation em parceria com a FAO/ONU.

Mais do que ampliar a quantidade de árvores, entretanto, o desafio passa pelo acompanhamento de uma floresta urbana que já reúne dezenas de milhares de exemplares. 

Recurso

Voto valerá como prova de vida para beneficiários do INSS

Recurso passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos causados pelo comparecimento presencial

21/09/2026 15h45

Reprodução / TSE

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O comparecimento eleitoral valerá para a verificação no processo de Prova de Vida no INSS. O procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. 

“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explica o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacando a praticidade da medida. 

O recurso possível com a Prova de Vida passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos que o antigo modelo presencial gerava, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

A partir da Lei nº 13.846/2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra, estabelecendo que o próprio Estado deve buscar, de forma proativa, dados que confirmem a vivacidade do cidadão perante a administração pública. Já a Portaria INSS nº 1.408/2022 estabelece a votação nas eleições como um dos critérios de comprovação de vida.

Ou seja, quem votar, estará dispensado de realizar outras formas de comprovação. “Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social”, aponta a presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira.

Automatização 

Para os casos em que o cidadão não comparecer ao pleito eleitoral, o INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que coleta diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos comprobatórios, como a emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados. O segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte que confirme a sua vivacidade.

Números do cruzamento eleitoral 

A base de dados do TSE teve contribuição significativa para a Prova de Vida em 2024. Nesse período, foram registrados eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, resultando na atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.

Com informações de Governo Federal 

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