O primeiro-ministro grego George Papandreou aceitou renunciar ao cargo para que seja montado um governo de coalizão no país. Sua saída era uma exigência da oposição para que um novo gabinete fosse formado. A reunião ministerial programada para este domingo para discutir questões relacionadas ao plano de resgate da Grécia será a última atividade de Papandreou como primeiro ministro.
De acordo com fontes ligadas ao governo grego, Papandreou vai apenas aguardar a formação do governo de coalizão para oficializar sua renúncia. Durante toda a semana o primeiro-ministro buscou apoio político para se manter no cargo. Na sexta-feira, chegou a conquistar, de forma apertada, um voto de confiança do Congresso. Ontem, no entanto, não obteve apoio do principal partido de oposição, o Nova Democracia, para montar um governo de coalizão.
O respaldo político era fundamental para que fossem aprovadas as duras medidas de austeridade exigidas pela União Europeia, em especial França e Alemanha, e pelo FMI para que o plano de resgate da dívida grega tivesse continuidade. Na semana passada, após o desastrado anúncio de Papandreou de que haveria um referendo popular para decidir se a Grécia aceitaria ou não as exigências externas de corte de gastos, Alemanha e França anunciaram a suspensão da ajuda financeira até que houvesse uma decisão clara do que o país pretendia fazer.
O novo governo deve ser formado nas próximas horas e terá duração estimada de quatro meses. Novas eleições serão convocadas para ocorrer no segundo trimestre de 2012.A expectativa é de que o ministro da economia, Evangelos Venizelos, se mantenha no cargo. O nome do novo primeiro-ministro será anunciado ainda hoje


