Cidades

Goiás

'Sem chão', diz mãe de garota achada morta junto com padrasto

'Sem chão', diz mãe de garota achada morta junto com padrasto

G1

18/12/2013 - 07h46
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A faxineira Sandra Rodrigues da Silva, de 37 anos, vive a dor de perder, ao mesmo tempo, a filha e o marido. Ele é mãe da estudante de enfermagem Loanna Rodrigues da Silva Costa, de 19 anos, e esposa de Joaquim Lourenço da Luz, 47, padrasto da jovem. Os dois foram encontrados mortos e amarrados a uma árvore na terça-feira (17), no Morro do Frota, em Pirenópolis, região central de Goiás. "Ainda estou em choque. Não sei como vou suportar, estou sem chão", disse Sandra ao G1.

A faxineira conta que levou a filha e o marido ao parque, onde, um dia depois, eles foram encontrados com as barrigas cortadas e alguns órgãos para fora do corpo.

"Levei eles até um pedaço e depois eles seguiram a pé sozinhos. Os dois iriam até um lugar chamado Morro da Antena para tirar as fotos. Pedi que eles me ligassem assim que terminassem. Mas foi passando o tempo e nada. Cheguei a ligar para eles, mas só deu caixa de mensagem", lembra.

Como eles estavam demorando, a mulher foi até o local para procurar os familiares. Ela não os encontrou. Então, voltou para casa e acionou o Corpo de Bombeiros, que iniciou as buscas. Os dois foram encontrados por um homem que passava pelo parque.

Sonho
O mototaxista Joeli Aparecido da Costa, pai de Loanna, também estava desolado com a morte da filha. Ele se separou da mãe da jovem há 12 anos, mas disse que mantinha contato com os filhos - Loanna tem um irmão de 17 anos.

O homem revela que a filha sonhava em ser socorrista. "O sonho dela era ser bombeira, trabalhar no Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência]. Para isso fazia faculdade de Enfermagem. Sempre gostou de cuidar das pessoas, era muito humilde, todos eram amigos dela", recorda.

Joeli afirma que o relacionamento de Loanna com o padrasto era bom e que não imagina quem possa ter cometido o crime. "Ele [padrasto] era muito bom para eles. Era um bom pai, uma excelente pessoa. Todo mundo gostava dele", destaca.

Investigação
Pertences das vítimas como celulares e uma bolsa estavam no local do crime. Uma faca também foi encontrada e pode ser a arma utilizada para cometer os homicídios.

A perícia localizou ainda uma barraca queimada a 100 metros da cena de crime. A suspeita é de que os assassinos passaram a noite no local. "Sem sombra de dúvidas, foi um crime premeditado", diz o delegado Rodrigo Luiz Jayme, responsável pelas investigações. Ele deve começar a ouvir testemunhas do caso nesta quarta-feira (18).

Os corpos de Loanna e Joaquim já foram periciados e liberados do Instituto Médico Legal (IML) de Anápolis. Ainda não há previsão de data ou local do sepultamento.

Infraestrutura

Com verba federal, Estado prevê R$ 9 milhões em asfalto nas Moreninhas

Edital prevê investimento milionário em recapeamento e asfalto novo nos bairros Moreninhas III e IV, na Capital

03/03/2026 09h33

Uma semana antes, o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, esteve na Rua Antônio Pires, nas Moreninhas IV, onde anunciou o lançamento do processo licitatório para obras de asfalto na região

Uma semana antes, o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, esteve na Rua Antônio Pires, nas Moreninhas IV, onde anunciou o lançamento do processo licitatório para obras de asfalto na região Reprodução Redes Sociais

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O Governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (03), edital de licitação para investimento de R$ 9 milhões em obras de recapeamento e asfalto novo nos bairros Moreninhas III e IV.

Por meio das redes sociais, no Instagram, o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, esteve na Rua Antônio Pires, localizada na Moreninhas IV, e informou que o trabalho representa a quarta etapa das obras de infraestrutura.

Segundo a publicação, os bairros irão receber obras de drenagem pluvial e restauração do pavimento asfáltico, no valor estimado de R$ 9.105.378,89.

“A gente conclui o processo licitatório daqui a uns dias, da quarta etapa do asfalto que vai atender as Moreninhas III e IV, em uma articulação com a bancada federal e em parceria forte entre Estado e Prefeitura”, disse o secretário.

Região Sul

No dia 16 de janeiro, a Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul) divulgou o edital de licitação do chamado lote 01, com investimento de R$ 20.981.386,66, no qual 16 ruas e avenidas do Bairro Itamaracá, localizado na Região Sul, receberão recapeamento ou asfalto novo.

Como acompanha o Correio do Estado, a obra prevê o recapeamento de cerca de seis quilômetros de asfalto e a implantação de cinco quilômetros de asfalto novo no bairro.

A previsão é que o trabalho seja concluído em até dois anos, conforme consta no edital.

A licitação contempla a pavimentação da Rua Salomão Abdalla e a abertura de vias em meio a pastagens, dando continuidade a um novo acesso às Moreninhas, que ainda não tem previsão de conclusão, segundo a Agesul.

A primeira etapa desse projeto, que prevê a construção de uma nova avenida de acesso às Moreninhas, começou em dezembro de 2022. A primeira fase está pronta há quase um ano. Nessa etapa, o Governo do Estado já investiu R$ 53,24 milhões.

O problema é que, sem a segunda etapa, o asfalto novo da primeira fase (Avenida Alto da Serra) liga as Moreninhas a uma área de pastagem.

Trechos do asfalto, a drenagem, a ciclovia e até boa parte do paisagismo estão sendo utilizados pelos moradores da região. Mas, a obra tem o objetivo principal de desafogar o trânsito de avenidas como Guaicurus, Costa e Silva e Guri Marques, o que será possível depois da conclusão da segunda etapa. 

** Colaborou Neri Kaspary

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AVANÇO NA MEDICINA

Nanotecnologia desenvolvida pela UFMS atinge 99,6% de inibição do câncer

Tecnologia usa sílica para direcionar quimioterápicos diretamente às células cancerígenas e pode reduzir efeitos colaterais do tratamento

03/03/2026 09h15

Tecnologia usa sílica para direcionar quimioterápicos diretamente às células cancerígenas

Tecnologia usa sílica para direcionar quimioterápicos diretamente às células cancerígenas Divulgação

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Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) avançou no desenvolvimento de uma tecnologia capaz de melhorar a forma como medicamentos quimioterápicos são transportados pelo organismo. Em testes experimentais, o método alcançou até 99,6% de inibição do crescimento tumoral e reduziu em mais de 90% o peso dos tumores analisados.

O estudo propõe o uso de nanopartículas de sílica como “veículos” para levar o fármaco diretamente às células doentes. Essas estruturas, milhares de vezes menores que a espessura de um fio de cabelo, funcionam como matrizes carreadoras, permitindo que o medicamento circule pelo corpo de maneira mais direcionada.

De acordo com o professor Marcos Utrera Martines, responsável pela pesquisa, o planejamento do tamanho e da morfologia das partículas foi determinante para o desempenho observado em laboratório. “O planejamento do tamanho e da morfologia da matriz carreadora, assim como a adição dos fármacos, foi bem-sucedido, mantendo a atividade anticâncer dos medicamentos e reduzindo as concentrações necessárias”, afirma.

Nos experimentos realizados, as nanopartículas demonstraram alta capacidade de impedir a multiplicação de células tumorais e maior seletividade no ataque às células cancerígenas, preservando, em maior grau, as células saudáveis. A seletividade é um dos principais desafios da quimioterapia convencional, frequentemente associada a efeitos colaterais intensos.

Entre os medicamentos testados, as combinações com citarabina e doxorrubicina apresentaram os melhores resultados. Em modelos experimentais que avaliaram crescimento e peso tumoral, os índices de inibição chegaram a 99,6%, com redução superior a 90% na massa dos tumores.

O estudo também utilizou o ácido fólico como estratégia de direcionamento. Muitas células cancerígenas apresentam maior quantidade de receptores dessa substância, o que facilita a ligação do medicamento ao tumor. “O ácido fólico é usado como direcionador de fármacos porque diversas células cancerígenas superexpressam receptores de folato na sua superfície”, explica Martines.

A pesquisa recebeu apoio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), por meio da chamada especial para atração de recém-doutores, e também contou com recursos do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), iniciativa voltada ao fortalecimento da produção científica aplicada à saúde pública.

Além dos resultados laboratoriais, o projeto já resultou em pedidos de patentes e apresenta potencial de transferência tecnológica, tanto para o setor produtivo quanto para o Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa da equipe é dar continuidade às etapas de validação para que a tecnologia avance em direção a aplicações clínicas futuras.

Os dados integram a nova série de divulgação científica lançada pela Fundect, intitulada “MS ama Ciência”, que pretende apresentar pesquisas financiadas no Estado com potencial de impacto social e econômico.

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