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solidariedade

Sem doações, instituição que oferece assistência a crianças com HIV pode fechar as portas

Sem doações, instituição que oferece assistência a crianças com HIV pode fechar as portas

DA REDAÇÃO

20/05/2014 - 18h30
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"Cheguei como voluntária para ajudar na troca de fraldas ou no que fosse preciso. Vim doar um pouco do meu tempo e me apaixonei por esses seres encantadores que são essas crianças. Hoje, presto serviço nessa instituição como odontopediatra e o meu melhor dia da semana, é quando estou na companhia desses pequenos”, diz a dentista Maria Inês de Nadir. Ela integra o quadro de 20 funcionários da Afrangel (Associação Franciscana Angelinas), que existe há 14 anos e oferece assistência para 48 crianças, de zero a 12 anos, que vivem ou convivem com HIV.

A rotina no Lar tem início 5h e termina às 17h quando as crianças retornam para suas casas depois de receberem o coquetel contra HIV, assistência multidisciplinar de psicólogo, dentista e outros, além de todas as refeições do dia. Os pequenos encontram na instituição o lar que toda criança deveria ter. No entanto não dormem no local, alguns voltam para os abrigos de Campo Grande e outros são órfãos e vivem com parentes. “Eu queria morar aqui”, disse uma das crianças, de apenas 3 anos.

Com gastos mensais que chegam aos R$ 70 mil entre pagamento de funcionários e manutenção de despesas, desde alimentação até fraldas, a instituição não está conseguindo se manter devido ao encerramento de alguns convênios e falta de doações financeiras. Por conta disso encontra-se na iminência de fechar as portas. “Se não atendermos mais essas crianças poderemos perdê-las. É essencial que elas tenham tratamento e cuidados adequados”, lamenta a diretora da instituição, irmã Madalena.

No início deste mês, servidores da Assembleia Legislativa arrecadaram 120 mil fraldas ao participar de uma campanha em parceria com a OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul). Entre as instituições beneficiadas está a Afrangel. 

Serviço
Pessoas interessadas em ajudar a instituição podem fazer doações de todos os gêneros. A Afrangel está situada na rua do Seminário, 2170. O telefone para contato é (67) 3365-0590.

Doação em dinheiro pode ser feita também por depósito bancário na Agência – 2959-9 - C/C: 22.198-8 - Banco do Brasil.  

Decisão Judicial

Fabricante de próteses de mama é condenada a pagar R$ 10 mil a consumidora em MS

Mulher colocou os implantes em 2017 e, em 2022, passou a ter dores, rigidez e deformidade nas mamas, fabricante também terá de custear a cirurgia

07/10/2026 12h30

Foto: Divulgação / TJMS

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A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu que uma fabricante de próteses de mama deve pagar R$ 10 mil de indenização a uma consumidora. A empresa também terá de devolver o dinheiro gasto com a retirada e a troca dos implantes e com o tratamento depois da cirurgia. A decisão é da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça.

A consumidora colocou os implantes em 2017. A partir de 2022, passou a sofrer com dores persistentes, rigidez e deformidade nas mamas. 

Foi diagnosticada uma complicação grave relacionada às próteses, e os médicos indicaram a retirada e a substituição dos implantes, além de uma cirurgia para reparação das mamas.

A perícia judicial não identificou defeito específico nas próteses utilizadas e indicou que a complicação apresentada pode ocorrer com esse tipo de implante. Apesar disso, o colegiado entendeu que a fabricante deveria ser responsabilizada.

No voto, o desembargador Paulo Alberto de Oliveira destacou que, segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC), o defeito não precisa estar necessariamente ligado a uma falha individual de fabricação. 
Também é considerado defeituoso o produto que não oferece a segurança que o consumidor legitimamente espera.

Os desembargadores levaram em conta que as próteses eram de uma linha que, depois, foi recolhida do mercado em um recall internacional por questões de segurança. 

Esse fato, somado aos problemas da consumidora e à necessidade de nova cirurgia, foi suficiente para a maioria do grupo responsabilizar a fabricante.

A decisão deixa claro que os R$ 10 mil não foram dados só porque houve um recall, nem porque existe a possibilidade de a pessoa desenvolver alguma doença. 

O valor foi fixado por causa do que a consumidora realmente conviveu com dores, rigidez, deformidade e a necessidade de passar por uma nova cirurgia.

Com o julgamento, foi mantida a decisão anterior que determinava à fabricante o custeio da cirurgia. 

Os valores comprovadamente gastos com a retirada e a substituição das próteses e com o tratamento necessário foram reconhecidos como danos materiais e deverão ser ressarcidos. A empresa também foi condenada ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais.
 

DOURADOS (MS)

TJMS oferece assistência notarial e jurídica para indígenas da Aldeia Jaguapiru

Serviços oferecidos são segunda via de certidões, orientação jurídica e emissão de documentos

07/10/2026 12h00

PID localizado na Aldeia Jaguapiru, em Dourados

PID localizado na Aldeia Jaguapiru, em Dourados Foto: TJMS

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Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) estará em território indígena nos próximos dias para prestar auxílio jurídico e notarial aos povos originários.

Ponto de Inclusão Digital (PID) oferece atendimentos notariais e jurídicos para os Guarani Kaiowá, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas, na Escola Estadual Indígena Guateka Marçal de Souza, localizada na Aldeia Jaguapiru, em Dourados.

Os serviços oferecidos são segunda via de certidões, orientação jurídica, emissão de documentos, inserção da etnia nos registros civis e retificação de documentos

O objetivo é ampliar o acesso à justiça e à cidadania no território indígena. A proposta é reduzir a necessidade de deslocamentos até a área urbana e aproximar as instituições públicas da comunidade.

Servidora da Prefeitura de Dourados, Jussara Marques Lopes, indígena e fluente em guarani-kaiowá, foi capacitada para realizar os atendimentos.

A escolha de uma atendente pertencente à própria comunidade busca facilitar a comunicação e agilizar orientações e emissão de documentos.

Entre 22 de setembro e 2 de outubro, ela participou de treinamento promovido pelo TJMS, Ministério dos Povos Indígenas, Defensoria Pública Estadual, Ministério Público Estadual, Associação dos Notários e Registradores (Anoreg-MS) e a Subseção Judiciária de Dourados do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

Os serviços serão prestados pela Anoreg-MS. A realização é do TJMS.

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