Cidades

CAMPO GRANDE

Sem radar na Capital, Agetran perde cerca de R$ 3 milhões ao mês

Prazo de 12 meses do último aditivo venceu em 05 de setembro e Executivo tem sido consultado sobre legalidade das multas aplicadas fora da vigência de contrato

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Dados de arrecadação da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) mostram que, sem os radares e lombadas - e suas respectivas multas - em Campo Grande, a pasta da Capital deixa de contar com cerca de R$ 3 milhões ao mês. 

Segundo o balanço da Agetran, de valores arrecadados com multas de trânsito, em março de 2024, a Agência embolsou R$ 2.894.135,91, com 18.478 registros de infração. 

Em fevereiro, as 16.711 multas renderam R$ 2.726.708,37; enquanto as mais de 20,2 mil infrações de janeiro representaram R$ 3.103.867,81 em arrecadação para a Agência Municipal de Transporte e Trânsito.

Ou seja, os números mostram que a média trimestral de arrecadação da Agência Municipal de Transporte e Trânsito, com base na quantidade de multas aplicadas, gira entorno de quase três milhões de reais (R$ 2,9 milhões, segundo dados do primeiro trimestre de 2024). 

Arracadação com multas em marçoReprodução/Agetran

Entre os serviços prestados pelo Consórcio Cidade Morena estão a gestão dos registradores de infrações, com registro de imagens automático e sensores não intrusivos; bem como radares estáticos portáteis; câmeras de videomonitoramento e até talonários eletrônicos de infração.

Desde a última sexta-feira (06) o Executivo Municipal tem sido consultado, a respeito da legalidade das multas aplicadas fora da vigência de contrato; bem como se há um novo aditivo ou alguma licitação já pré-encaminhada, porém, até o fechamento dessa matéria não foi obtido retorno.

Fim do contrato

Vale lembrar que esse último termo aditivo entre a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e o Consórcio Cidade Morena, para administração dos radares, recebeu o aditivo em 2023, cerca de 10 dias após vencimento do prazo. 

Nessa última prorrogação, inclusive, foi anunciada correção do valor do contrato com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA), em 3,40%, indo de R$ 22,9 milhões para R$ 23.718.091,70.

Pela legislação Federal de 1993, ou pela nova lei de Licitações de Contratos Administrativos (14.133), publicada de 1º de abril de 2021, o Executivo Municipal precisa lidar com limite da duração desses contratos. 

Como houve revogação de textos legais entre as leis de 93 e 2021, a administração pública precisa se atentar ao regime de transição previsto nos artigos 190 e 191 da nova lei de licitações, que cita: 

Art. 190. O contrato cujo instrumento tenha sido assinado antes da entrada em vigor desta Lei continuará a ser regido de acordo com as regras previstas na legislação revogada.

Art. 191. Até o decurso do prazo de que trata o inciso II do caput do art. 193, a Administração poderá optar por licitar ou contratar diretamente de acordo com esta Lei ou de acordo com as leis citadas no referido inciso, e a opção escolhida deverá ser indicada expressamente no edital ou no aviso ou instrumento de contratação direta, vedada a aplicação combinada desta Lei com as citadas no referido inciso.

Parágrafo único. Na hipótese do caput deste artigo, se a Administração optar por licitar de acordo com as leis citadas no inciso II do caput do art. 193 desta Lei, o contrato respectivo será regido pelas regras nelas previstas durante toda a sua vigência.

Isso porque, em contratos ligados à segurança pública e Forças Armadas, ou mesmo de produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), entre outras exceções, há uma duração mais "dilatada" e os acordos podem se estender por até 10 anos. 

Sem concluir o "próximo procedimento licitatório" - prometido e previsto desde a primeira versão do contrato firmado originalmente em 2018 -, o prazo de 12 meses do último aditivo venceu neste 05 de setembro. 

 

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População

Envelhecimento da população avança em MS e idosos já somam 10,1% do total

A pesquisa feita pelo IBGE também mostra as características gerais dos domicílios e dos moradores em 2025

17/04/2026 17h00

Envelhecimento da população avança em MS e idosos já somam 10,1% do total

Envelhecimento da população avança em MS e idosos já somam 10,1% do total Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A população de Mato Grosso do Sul está envelhecendo, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números revelam uma clara tendência de envelhecimento não só no estado, mas também no país. Em 2025, os idosos com 65 anos ou mais passaram a representar 10,1% da população total do estado, avanço significativo em relação aos 7,0% registrados em 2012.

O levantamento aponta uma mudança clara na estrutura etária. Em pouco mais de uma década, a parcela de pessoas com menos de 30 anos caiu de 52,2% para 43,5%. Já o grupo com 30 anos ou mais cresceu de 47,8% para 56,5%, evidenciando o processo de envelhecimento populacional.

A pesquisa também revela diferenças no perfil etário entre homens e mulheres. Até os 29 anos, há maior presença masculina. A partir dos 30, as mulheres passam a ser maioria, reflexo da maior mortalidade masculina ao longo da vida. Entre pessoas com 60 anos ou mais, há 86,4 homens para cada 100 mulheres.

Ao todo, Mato Grosso do Sul contabiliza 1,071 milhão de domicílios. A distribuição por sexo mostra equilíbrio: mulheres representam 50,5% da população, enquanto os homens somam 49,5%. Em 2012, o cenário era inverso, com leve predominância masculina.

População preta e parda cresce no Estado

Em relação à cor ou raça, 55,4% dos moradores de Mato Grosso do Sul se declaram pretos ou pardos, enquanto 42,7% se identificam como brancos. O estado ocupa a 23ª posição no ranking nacional. Desde 2012, houve aumento de 4,5 pontos percentuais na população que se autodeclara preta ou parda.

Mais pessoas morando sozinhas

Outro destaque da PNADC é o crescimento dos domicílios unipessoais. Em 2025, 20,1% das residências são ocupadas por apenas uma pessoa, o maior índice da série histórica. Em 2012, esse percentual era de 14,2%.

O modelo familiar mais comum ainda é o nuclear, que reúne casais com ou sem filhos, representando 66,2% dos domicílios, embora em queda frente aos 69% registrados em 2012.

Entre as pessoas que vivem sozinhas, o maior grupo é formado por homens de 30 a 59 anos (32,6%). Já entre as mulheres, predominam aquelas com 60 anos ou mais, que correspondem a 55% das que moram sozinhas.

Aluguel cresce e imóveis quitados diminuem

O estudo também aponta mudanças nas condições de moradia. Em 2025, 51,7% dos imóveis eram próprios e quitados, percentual inferior ao registrado em anos anteriores. Já os domicílios alugados chegaram a 27,2%, com crescimento de 8,1% apenas entre 2024 e 2025.

No período de 2016 a 2025, o número de imóveis alugados aumentou 66,9%, passando de 175 mil para 292 mil unidades.

Infraestrutura e bens duráveis avançam

A pesquisa mostra avanços nas condições habitacionais. Cerca de 91,2% das residências possuem paredes de alvenaria com revestimento. No preparo de alimentos, o gás ainda predomina (98,2%), mas o uso de energia elétrica cresceu 89,8% em dez anos.

O acesso à água encanada atinge 92% dos domicílios, colocando o estado na 4ª posição nacional. Em relação a bens, 60,2% das residências possuem carro, 34,3% motocicleta e 21,5% ambos.Além disso, 99,2% dos lares contam com geladeira e 86,1% possuem máquina de lavar, índice que cresceu significativamente desde 2016.

Documentação de imóveis tem leve recuo no ranking

Por fim, 91,9% dos domicílios possuem documentação que comprova a propriedade. Apesar do alto índice, Mato Grosso do Sul caiu da 4ª para a 7ª posição no ranking nacional entre 2024 e 2025.

Os dados reforçam mudanças demográficas, sociais e econômicas no estado, com destaque para o envelhecimento populacional, a diversificação dos arranjos familiares e a transformação nas condições de moradia.

LUTO

Morre aos 68 anos Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro

Conhecido como "Mão Santa", o atleta sofreu um mau súbito na manhã de hoje e estava internado em São Paulo

17/04/2026 16h01

Oscar Shmidt morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos, após um mau súbito

Oscar Shmidt morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos, após um mau súbito Redes Sociais

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A 'lenda' do basquete mundial, Oscar Schmidt, morreu na tarde desta sexta-feira (17) aos 68 anos após sofrer um mau súbito na manhã de hoje . Ele estava internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana de Parnaíba, na cidade de São Paulo. 

Conhecido como "Mão Santa", o atleta foi diagnosticado com câncer no cérebro mas afirmou estar curado da doença em 2022. 

Ele é o único brasileiro a estar no Hall da Fama no basquete  e é o maior pontuador da história do basquete, com 49.70 pontos, além de ser dono do maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos.

Oscar se tornou uma referência mundial no esporte mesmo sem atuar na principal competição do basquete, a NBA. Mesmo tendo sido convidado a participar da competição, Oscar recusou o convite, o que marcou a sua carreira.

Na época, a liga não permitia que os jogadores participantes disputassem competições internacionais defendendo suas seleções. Oscar decidiu defender o Brasil, o que consolidou sua imagem como um atleta fortemente ligado à camisa nacional. 

Grandes feitos

Schmidt participou de 25 temporadas como jogador profissional. Nas Olimpíadas, participou de cinco edições consecutivas e, por diversas vezes, foi o "cestinha" das partidas, jogador com maior número de pontos. 

Em uma partida contra a Espanha, nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988, Oscar fez 55 pontos, o recorde em uma única partida no torneio. 

Na Seleção Brasileira, o momento de ouro foi nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na partida, foi o capitão do time brasileiro no jogo contra os Estados Unidos, vencendo os norte-americanos por 120 a 115. 

Essa foi a primeira derrota dos Estados Unidos em casa na história da competição. 

Oscar também conquistou o Bronze no Mundial em 1978, nas Filipinas. Sua trajetória em quadra se encerrou após 7.693 pontos em 326 partidas oficiais pela Seleção, entre 1977 e 1996. 

Além de jogador, Oscar também era comunicador motivacional, com mais de 600 empresas atendidas e mil eventos realizados. Foi indicado 8 vezes ao Prêmio Top of Mind de RH, destinado aos profissionais que se destacam no segmento de soluções corporativas, vencendo o prêmio cinco vezes. 

Família

Oscar é irmão do jornalista Tadeu Schmidt, que construiu sua carreira no jornalismo esportivo. Os dois também são irmãos de Luiz Felipe, que é pai do campeão olímpico de vôlei de praia Bruno Schmidt. 

Oscar era pai de Felipe Schmidt e Stephanie Schmidt, frutos do relacionamento de 50 anos com Maria Cristina Schmidt.

Nas redes sociais, a família prestou homenagens ao ex-atleta. 

"Vou honrar tudo o que você me ensinou a ser como homem e tentar ser ao menos 10% do ser humano que você foi. (...) Você está no hall da fama da vida", escreveu Felipe Schmidt. 

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