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RADAR

Prefeitura reajusta valores e renova contrato com o Consórcio dos radares

Valores foram reajustados em 3,40% e passaram de R$ 22 milhões para R$ 23 milhões

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG), por meio da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), prorrogou o contrato, por mais um ano, com o Consórcio Cidade Morena, empresa que adminstra os radares da Capital. Ou seja, não houve licitação desta vez.

O Correio do Estado entrou em contato com a prefeitura para saber porque não houve licitação, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido.

O Consórcio Cidade Morena é a empresa responsável por instalar, administrar, gerir, coletar dados e realizar a manutenção dos 93 radares eletrônicos (fixos e mistos) e lombadas eletrônicas espalhados pelas sete regiões de Campo Grande. O órgão responsável por aplicar multas é a Agetran. 

Além disso, os valores do contrato foram reajustados em 3,40%, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA). Com isso, o valor passa de R$ 22.938.193,13 para R$ 23.718.091,70.

O extrato foi publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta sexta-feira (15) e assinado pelo diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e administrador do Consórcio Cidade Morena, Luiz Gustavo Cunha de Oliveira Campos.

Confira o trecho extraído do Diogrande:

OBJETO: Constitui objeto do presente Termo aditivo a prorrogação do prazo de vigência
e o reajuste com base no índice do IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo
Especial), correspondente ao período, que é de 3,40%(três inteiros e quarenta centésimos
por cento) em relação ao valor do Contrato Administrativo nº 13/2018/AGETRAN.
DA VIGÊNCIA: Fica prorrogado o prazo de vigência do contrato n. 13/2018/AGETRAN,
por mais 12 (doze) meses, contados de 05 de setembro de 2023 a 05 de setembro de
2024 ou até a finalização do procedimento licitatório.
DO REAJUSTE: Fica ajustado e pactuado entre as partes que, a partir de 05 de setembro de
2023, o valor do Contrato nº 13/2018/AGETRAN sofrerá reajuste na ordem de 3,40%(três
inteiros e quarenta centésimos por cento).

RADAR

De acordo com a Agetran, existem 93 radares eletrônicos (fixos e mistos) e lombadas eletrônicas, espalhados pelas sete regiões de Campo Grande.

Radar fixo é um equipamento eletrônico que tem como finalidade detectar o excesso de velocidade dos veículos em diversas vias, simultaneamente, conforme a necessidade do órgão contratante.

As lombadas eletrônicas funcionam a partir de sensores, devidamente espaçados e colocados na via, que determinam a velocidade dos veículos.

Já o radar misto é capaz de flagrar avanço de sinal vermelho, parada sobre faixa de pedestre e conversão proibida. Os radares são automáticos e capazes de capturar a quantidade de faixas existentes na via.

Quando o veículo é flagrado, pelo equipamento eletrônico, cometendo algum tipo de infração, a imagem da placa é capturada e validada por um agente de trânsito. Após a validação, a autuação é encaminhada para o Detran, que identifica os dados do proprietário.

A partir de então, a infração segue para impressão, é encaminhada aos Correios e entregue na casa do condutor.

O Correio do Estado teve acesso à localização de todos os radares fixos, radares mistos e lombadas eletrônicas existentes em Campo Grande. Confira:

  • 2 lombadas eletrônicas na José Nogueira Vieira
  • 4 lombadas eletrônicas na Manoel da Costa Lima
  • 2 lombadas eletrônicas na Albert Sabin
  • 2 lombadas eletrônicas na Julio de Castilho
  • 1 radar fixo na Ceará
  • 2 radares fixos na Toros Puxian
  • 4 radares fixos na Pref. Heráclito Diniz de Figueiredo
  • 2 radares fixo na Costa e Silva
  • 4 radares fixos na Ver. Thyrson de Almeida
  • 3 radares fixos na Gury Marques
  • 5 radares fixos na Afono Pena
  • 2 radares fixos na Ernesto Geisel
  • 1 radar fixo na Nelly Martins x R. Pernambuco
  • 2 radares fixos na Fernando Corrêa da Costa
  • 2 radares fixos na Gabriel Del Pino
  • 2 radares fixos na Tamandaré x Netuno
  • 2 radar fixo na Manoel da Costa Lima
  • 1 lombada eletrônica na Alegrete
  • 2 radares fixos na Joaquim Murtinho
  • 1 radar fixo na Duque de Caxias
  • 1 lombada eletrônica na 14 de julho
  • 1 radar fixo na Pref. Ludio Martins Coelho x R. João P. Pedrossian
  • 2 radares mistos na Pref. Ludio Martins Coelho X R. Petrópolis
  • 2 radares mistos na Joaquim Murtinho X Rua São Vicente de Paulo
  • 2 radares mistos na Afonso Pena X Av. Arq. Rubens Gil de Camilo
  • 2 radares mistos na Noroeste X R. Ana América
  • 2 radares mistos na Cônsul Assaf Trad X R. Marquês de Herval
  • 2 radares mistos na Dr. Olavo V. de Andrade X R. Ramalho Ortigão
  • 2 radares mistos na Cônsul Assaf Trad X Av. da Capital
  • 1 radar misto na Afonso Pena X Av. Dr. Paulo Machado
  • 2 radares mistos na Mato Grosso X Av. Antonio Teodorowic
  • 2 radares mistos na Costa e Silva próx. ao portão 02 UFMS
  • 1 radar misto na Costa e Silva, próximo ao número 696
  • 1 radar misto na Fabio Zahran x Rua Américo Carlos da Costa
  • 4 radares mistos na Gury Marques X Av. Guaicurus
  • 2 radares mistos na Heráclito J. D. De Figueiredo X R. Veridiana
  • 1 radar misto na Gunter Hans, número 3510
  • 1 radar misto na Fabio Zahran x Rua Brilhante
  • 1 radar misto na Gury Marques em frente ao Term. Guaicurus
  • 4 radares mistos na Afonso Pena X Av. Pres. Ernesto Geisel
  • 1 radar misto na Salgado Filho x Rua Guia Lopes
  • 1 lombada eletrônica na Guia Lopes próximo ao nº 299
  • 2 radares fixos na Desembargador José n. da Cunha em frente ao TJMS
  • 2 radares fixos na Av. do Poeta em frente a Governadoria SEGOV
  • 2 radares fixos na Desembargador José N. da Cunha próximo à SEINFRA
  • 2 radares fixos na Av. do Poeta px R Jorn Marcos F Hugo Rodrigues

De acordo com a Prefeitura, a Capital tem 7.350 logradouros em 74 bairros espalhados pelas sete regiões. Mas, não são todos os bairros que abrigam radares eletrônicos.

ARQUIVAMENTO

Câmara arquiva projeto de construção de CAPS em praça de Campo Grande

Ministério Público Estadual já havia pedido a suspensão imediata das obras no local

18/09/2026 12h30

Praça no Guanandi cercada por tapumes apresentava estruturas de obras

Praça no Guanandi cercada por tapumes apresentava estruturas de obras Marcelo Victor / Correio do Estado

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A Câmara Municipal de Campo Grande arquivou o Projeto de Lei 12.490/26, enviada pelo Poder Executivo, que visava retirar a denominação da Praça Artemizia da Silva Lima e viabilizar a construção de um Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (CAPS IJ) no local. 

A Praça Artemizia da Silva Lima está situada entre as ruas Amiuté, Dona Neta e a Avenida Manoel da Costa Lima, no bairro Guanandi. O espaço foi oficialmente denominado como praça por meio da Lei Municipal nº 6.463/2020.

Durante a sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (17), o representante da comunidade, Wagner Franco Abrão, utilizou a Tribuna para expor a insatisfação dos moradores da região. Em sua fala, ele ressaltou o impacto negativo da perda de uma área verde essencial para a qualidade de vida e lazer das famílias. O pleito foi formalizado por meio de um abaixo-assinado entregue com cerca de 400 assinaturas.

O vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), apoiou os moradores e destacou que a Administração Pública e o Legislativo precisam ter a sensibilidade de ouvir a população.

"Não é feio recuar. O feio é você insistir no erro. [...] Aquilo ali é um patrimônio da comunidade. Acho que tem que conversar com a comunidade. O CAPS é importante, mas tem outras áreas naquela região. A administração tem que recuar quando está errado. Conta com o nosso apoio."

Diante do posicionamento contrário dos parlamentares e da comunidade, o líder do Executivo na Casa, vereador Beto Avelar (PP), solicitou a retirada de tramitação da matéria, resultando no seu arquivamento definitivo.

Os vereadores sugeriram que a prefeitura busque imóveis ou prédios públicos abandonados na região para a instalação do serviço de saúde mental, preservando o espaço comunitário da praça.

MP exigiu suspensão

Em maio deste ano, o Correio do Estado publicou uma matéria informando que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou a suspensão imediata das obras do CAPS no bairro Guanandi. A medida apurava o possível uso irregular de um bem destinado originalmente ao lazer da população.

Como o espaço foi oficialmente denominado como praça por meio da Lei Municipal nº 6.463/2020, o MPMS caracterizou sua destinação como bem de uso comum do povo.

De acordo com a 34ª Promotoria de Justiça, a construção de um equipamento público de saúde no local pode representar mudança indevida da finalidade do espaço, de uso comum para uso especial, sem que tenha havido a necessária “desafetação” por lei específica.

O promotor de Justiça Luiz Antônio Freitas de Almeida destacou que, pela legislação vigente, uma área classificada como praça não pode ter sua destinação alterada por ato administrativo. “A desafetação só poderá ser feita por outra lei, devidamente fundamentada no interesse público”, aponta o documento.

A recomendação na época era para que o município suspendesse imediatamente qualquer intervenção que descaracterizasse a área como praça, incluindo a paralisação de licenças, alvarás e contratos relacionados à obra.

Além disso, estabeleceu prazo de dois meses para que a Prefeitura desfizesse as intervenções realizadas e promovesse a restauração do espaço.

A área já estava cercada por tapumes, com a construção de um muro em uma das extremidades. Não havia máquinas em funcionamento no momento, mas foram observados equipamentos e materiais de obra, como betoneira, tijolos, areia e pedras.

ELEIÇÃO 2026

Em MS, 20 candidatos já estão fora da disputa eleitoral

Balanço do TRE-MS aponta 16 renúncias, três registros indeferidos e um pedido não conhecido

18/09/2026 12h15

Justiça Eleitoral analisa os pedidos de registro dos candidatos que pretendem disputar as eleições de outubro; em Mato Grosso do Sul, três candidaturas foram indeferidas

Justiça Eleitoral analisa os pedidos de registro dos candidatos que pretendem disputar as eleições de outubro; em Mato Grosso do Sul, três candidaturas foram indeferidas Divulgação

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Vinte candidatos que apresentaram pedidos de registro para disputar as eleições deste ano em Mato Grosso do Sul já estão fora da corrida eleitoral. Conforme dados da Justiça Eleitoral, o Estado contabiliza 16 renúncias, três candidaturas com registro indeferido e um registro não conhecido.

Entre os três indeferimentos está o pedido de Urias Fonseca Rocha, rejeitado por ausência de quitação eleitoral e pelo não cumprimento das condições de registrabilidade. João Farias Alves também teve o registro indeferido por não atender às condições de registrabilidade.

O terceiro caso é o de Milena Fernandes da Silva, cujo pedido foi indeferido pelo mesmo motivo: não cumprimento das condições de registrabilidade.

Além dos três registros rejeitados, Mato Grosso do Sul soma 16 renúncias. Nesses casos, os próprios candidatos formalizaram a desistência de participar da eleição. 

Nacional

Os casos registrados em Mato Grosso do Sul fazem parte do processo de análise das candidaturas realizado pela Justiça Eleitoral em todo o País.

Segundo levantamento divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 1,2 mil registros de candidatura já foram indeferidos para as eleições gerais de outubro. Desse total, 335 estão indeferidos definitivamente e outros 869 ainda podem ser questionados por meio de recursos às instâncias superiores

O descumprimento de requisitos formais previstos na legislação eleitoral aparece como a principal causa dos indeferimentos no País. Em seguida estão a falta de condições de elegibilidade, irregularidades em convenções partidárias e a ausência de desincompatibilização de cargo público.

De acordo com o TSE, aproximadamente 99% dos 20,9 mil pedidos de registro apresentados em todo o Brasil já foram analisados pela Justiça Eleitoral. 

O primeiro turno das eleições gerais será realizado em 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Caso seja necessário, o segundo turno para presidente e governador ocorrerá em 25 de outubro. 

 

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