Flávio Paes
A partir de 1º de maio os salários dos servidores municipais terão reajuste linear de 5,3%, enquanto algumas categorias, com escolaridade até o nível médio, vão receber 9,67%. A revisão salarial foi confirmada ontem pelo secretário de Administração, Jorge Martins, na Escola de Governo, num encontro com representantes do funcionalismo.
Segundo o secretário, o aumento linear será concedido aos ocupantes de cargos de confiança, procuradores municipais, auditores fiscais e servidores com referência de 14 a 16.
O tesoureiro do Sindicato dos Servidores Municipais (Sisem), Oscar Mendes, explica que os contemplados com o maior reajuste (quase 10%) representam 70% do funcionalismo, em torno de 10 mil funcionários. São os salários mais defasados na estrutura do funcionalismo, entre R$ 510,00 e R$ 690,00
Para os servidores com nível médio, os salários vão de R$ 572,00 a R$ 795,00 para quem está no início da carreira e de R$ 752,00 a R$ 1.406,00 aos que estão há mais tempo no serviço público.
O secretário Jorge Martins admite que os índices não são o que os servidores esperavam, “mas é o que a prefeitura pode dar neste momento”, porque ainda enfrenta problemas com quedas nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e do Fundo de Participação dos Estados.
Secretários de escola
O secretário explicou, ainda, que a prefeitura, atendendo reivindicação dos secretários de escolas, desde 2007, vai excluir a função gratificada e dispensar à categoria o mesmo tratamento que a diretores e diretores-adjuntos. Além disso, a função só será ocupada por funcionários concursados.
Plano de cargos
Além do reajuste salarial, foi criada uma comissão que vai reformular o Plano de Cargos e Carreiras do funcionalismo. A atual legislação já tem 23 anos. Entre as demandas do funcionalismo que serão avaliadas está a elevação da gratificação por tempo de serviço (de 5% para 10%, como era até a administração de André Puccinelli) e a criação de um adicional por capacitação profissional.
Extraordinária
Os professores se reúnem hoje em assembleia para decidir entre um reajuste linear de 6% e a incorporação da gratificação de regência de classe (de 50%) ao salário-base, que garante incremento salarial de 11,53% para quem tem mais tempo de carreira.
Na sexta-feira a Câmara Municipal se reúne em sessão extraordinária para deliberar sobre os projetos de revisão de salário do funcionalismo enviada hoje ao Legislativo. A folha de pagamento do funcionalismo hoje chega a R$ 40 milhões. Só o aumento dos professores vai gerar uma despesa adicional de R$ 600 mil por mês. Ainda falta definir o reajuste dos médicos.

