Cidades

BALANÇO

Setor público responde por apenas 42% dos gastos com saúde no país

Setor público responde por apenas 42% dos gastos com saúde no país

AGÊNCIA BRASIL

29/06/2013 - 22h00
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Os governos federal, estaduais e municipais são responsáveis por apenas 42% dos gastos com saúde no país, enquanto as famílias e instituições sem fins lucrativos respondem pelos 58% restantes. Segundo dados de 2009, os mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os gastos públicos em saúde representaram 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto os gastos privados alcançaram 4,9%.

“Não alcançamos uma universalidade completa com o Sistema Único de Saúde [SUS]. A criação do SUS possibilitou a melhoria do acesso da população, mas essa melhoria do acesso ainda não é suficiente para cobrir as necessidades de saúde. Mais da metade dos gastos totais em saúde no país são gastos privados. Os gastos públicos não alcançam 50%. Nos países que têm realmente sistemas universais de saúde, os gastos públicos correspondem a 80%”, disse Lígia Giovanella, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública.

Segundo ela, além de gastar menos do que as famílias, o Estado brasileiro também gasta menos do que outros países que possuem sistemas públicos universais, como a Espanha, o Reino Unido e a Suécia, que investem em torno de 7% a 9% do PIB.

“O SUS sofre de um subfinanciamento crônico. Quando a população vai às ruas clamar por mais recursos públicos na saúde, ela tem toda razão. Nosso gasto público com saúde é menor do que 4%. A gente precisa de pelo menos 8% do PIB. Precisamos dobrar os gastos. Nossas riquezas nacionais nos permitiriam ter gastos mais elevados com saúde”, disse.

Outono

Semana começa com alerta para tempestade em todo o MS

Calor e umidade contribuem para pancadas de chuvas, mas sem grandes acumulados

05/04/2026 11h30

Tempo na Capital é nublado com trovões isolados

Tempo na Capital é nublado com trovões isolados FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul entra, mais uma vez, no radar de tempestades nesta próxima semana. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia indica que são esperadas chuvas fortes de até 50 milímetros por dia, acompanhada de ventos intensos (entre 40 e 60 km/h) e queda de granizo a partir de terça-feira (7) em todas as regiões do Estado. 

As orientações são para evitar buscar abrigo debaixo de árvores devido ao risco de queda e descargas elétricas, e não estacionar próximo de placas de propagandas e torres de transmissão. 

Também é indicado evitar o uso de aparelhos ligados à tomada durante as tempestades. 

Para este domingo, a previsão é de céu com muitas nuvens ao longo do dia e temperaturas entre 21°C e 35°C. A umidade elevada contribui para a sensação de abafamento, típica desta época do ano. Há a possibilidade de chuvas isoladas, mas sem grandes acumulados.

Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), o feriado ainda será influenciado pela presença de ar quente e seco em Mato Grosso do Sul, favorecendo dias de sol forte e baixos índices de umidade, que podem variar entre 20% e 40% em alguns períodos. Mesmo assim, a combinação de calor e umidade pode provocar pancadas isoladas de chuva, com possibilidade de raios e rajadas de vento.

Diante desse cenário, a recomendação é reforçar a hidratação ao longo do dia, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes, especialmente entre o fim da manhã e o meio da tarde e ficar atento às mudanças rápidas no tempo. O uso de protetor solar e roupas leves também ajuda a amenizar os efeitos do calor.

Apesar das pancadas previstas, não há indicativo de acumulados expressivos de chuva, o que mantém o cenário típico de outono em Campo Grande: calor, tempo seco em parte do dia e instabilidades passageiras.

Essas condições de altas temperaturas influenciam tempestades passageiras, que chegam forte e se dissipam rapidamente, como a que ocorreu no último sábado (4) em vários bairros de Campo Grande, como Los Angeles, Chácara Cachoeira, Jardim dos Estados, Carandá Bosque, Parati, Aero Rancho, Centro, Vilas Boas, entre outros. 

As pancadas vieram acompanhadas de ventos fortes, que chegaram a 50 km/h em alguns pontos, além da grande descarga de raios. Também houve registro de queda de granizo. A madrugada de sábado para domingo foi chuvosa na Capital. 

Frente Fria

Na próxima semana, entre os dias 7 e 9 de abril, os modelos meteorológicos indicam tendência de formação de um ciclone extratropical no oceano Atlântico, associado ao avanço de uma frente fria que deve impactar Mato Grosso do Sul.

Esse sistema deve favorecer o aumento da nebulosidade, com pancadas de chuvas e tempestades, seguidas por queda nas temperaturas.

Na retaguarda da frente fria, há indicativos de avanço de uma massa de ar ainda mais frio.

As menores temperaturas devem ser registradas entre os dias 10 e 12 de abril, com a mínima variando entre 12°C e 14°C, especialmente na região sul do Estado.

Ações emergenciais

Governo envia mais 50 agentes a Dourados para reforçar combate à Chikungunya

O plano emergencial do Ministério da Saúde envolve reforçar o atendimento à população na região, além de entrega de alimentos, mutirão de limpeza e instalação de armadilhas para os mosquitos

05/04/2026 10h00

Equipe começa ações pontuais nesta segunda-feira (6)

Equipe começa ações pontuais nesta segunda-feira (6) Edjalma Borges/Divulgação Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde enviou 50 agentes de combate às endemias para reforçar o enfrentamento à chikungunya em Dourados, município que vive cenário de emergência devido ao rápido avanço da doença, especialmente em áreas indígenas. 

Cerca de 20 profissionais chegaram à região na última sexta-feira (3) e o restante deve chegar nesta segunda-feira (6). A força tarefa será concentrada nos territórios indígenas, os mais afetados pela epidemia. 

“Esses profissionais serão decisivos nessa força-tarefa, pois, além de conhecerem o território, fortalecem o cuidado direto nas comunidades. Estamos atuando tanto na resposta imediata, com a contratação de 50 agentes, quanto no fortalecimento estrutural, com a ampliação da força de trabalho e novos investimentos. Nosso compromisso é garantir uma resposta efetiva agora e promover melhorias permanentes na atenção à saúde indígena”, afirmou a secretária e Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai), Lucinha Tremembé.

Segundo Lucinha, a partir do mês de maio, serão contratados mais 102 profissionais da saúde indígena para reforçar os atendimentos nos territórios de Dourados, incluindo agentes indígenas de saúde, agentes de saneamento, enfermeiros e psicólogos. 

Além do reforço em saúde, também serão distribuídas 2 mil cestas de alimentos aos indígenas a partir de amanhã. A previsão é que, até o mês de junho, sejam distribuídas 6 mil unidades na região. 

O conjunto de ações integra o pacote de ações emergenciais do Ministério da Saúde a partir da liberação de R$ 900 mil para o custeio das ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya no município. 

A Força Nacional do SUS já está na região desde o dia 17 de março, com a atuação de 40 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos.

Neste período, já foram realizados mais de 1,4 mil atendimentos na Reserva Indígena de Dourados, especialmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde houveram casos de óbito pela doença. 

Pelo menos, 96 pessoas foram encaminhadas para atendimentos de média e alta complexidade em hospitais e mais de 250 visitas domiciliares foram realizadas. 

Paralelamente, os agentes de saúde e combate a endemias visitaram mais de 4,3 mil residências na região com ações de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas e inseticidas. 

Mais de 100 profissionais e voluntários participaram da retirada de resíduos, que encheu quatro caminhões de materiais. 

O Ministério da Saúde vai, ainda, instalar mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs). Esse mecanismo, desenvolvido pela Fiocruz, atua como uma armadilha e utiliza o próprio mosquito Aedes aegypt para espalhar larvicida em focos de dengue, zika e chikungunya. 

Já foram enviadas ao Estado 300 unidades e 160 foram instaladas em Dourados até agora. 

Boletim epidemiológico

Segundo dados recentes da vigilância epidemiológica referentes ao dia 4 de abril, já são 3.657 notificações de chikungunya em Mato Grosso do Sul sendo 1.764 confirmados, 459 descartados e 1.823 ainda em investigação. Do total dos casos, 37 são em gestantes.

A concentração maior dos casos está nas aldeias indígenas, onde foram confirmados 914 casos, o equivalente a 69,6% do total de confirmações no Estado. Somente em Dourados, são 540 casos confirmados até agora. 

Já foram confirmados 7 óbitos pela doença, sendo cinco em aldeias indígenas de Dourados, um em Jardim e um em Bonito. Apenas três vítimas possuíam comorbidades. 

Atuação da SES

Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra nesta segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  • Atenção Primária à Saúde;
  • Serviços de urgência e Emergência;
  • Vigilância epidemiológica; e
  • Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

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