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Escuridão Recorrente
Moradores voltam a cobrar a substituição de lâmpadas queimadas no prolongamento da via, que liga bairros populosos da região sul de Campo Grande.
27/08/2026 16h01
Avenida Ernesto Geisel recebe diariamente grande fluxo de veículos e liga bairros da região sul de Campo Grande. Foto: Reprodução.
A falta de iluminação pública voltou a provocar reclamações no prolongamento da Avenida Ernesto Geisel, uma das principais ligações entre bairros da região sul de Campo Grande. Lâmpadas queimadas deixam pontos da via no escuro e aumentam a preocupação de moradores, trabalhadores e motoristas que passam pelo trecho durante a noite.
O problema atinge a extensão que interliga os bairros Marcos Roberto, Nova Esperança, Guanandi I, Guanandi II e Aero Rancho. Além de reduzir a visibilidade dos condutores, a escuridão dificulta a circulação de pedestres e amplia a sensação de insegurança em uma área de intenso movimento diário.
A reclamação não é recente. Desde o início deste ano, a deficiência na iluminação da Ernesto Geisel aparece em sucessivas cobranças encaminhadas ao município.
Em janeiro, moradores já relatavam a existência de postes apagados em trecho movimentado da avenida e pediam a substituição das lâmpadas.
No início de agosto, o problema voltou à pauta após novas queixas da população. Na ocasião, houve pedidos de manutenção tanto na Ernesto Geisel quanto no trecho compreendido entre as avenidas Ezequiel Ferreira Lima e Georges Chaia.
Agora, menos de um mês depois, a repetição das reclamações indica que os pontos escuros permanecem ou voltaram a surgir ao longo da via.
Nesta quinta-feira (27), uma nova solicitação foi encaminhada aos órgãos responsáveis pela manutenção da iluminação pública. O pedido partiu do vereador Delei Pinheiro (PP), após moradores relatarem dificuldades para circular pelo prolongamento da avenida no período noturno.
"Estamos cobrando a manutenção da iluminação porque sabemos da importância dessa via para a população. É um trecho de ligação entre vários bairros e precisa oferecer segurança e tranquilidade para moradores, trabalhadores e todos que circulam pelo local", declarou o parlamentar.
A Ernesto Geisel funciona como um corredor viário estratégico entre diferentes regiões da Capital e recebe diariamente automóveis, motocicletas, ônibus, ciclistas e pedestres.
Em vias com esse volume de circulação, a iluminação adequada é considerada elemento essencial para que os condutores consigam identificar obstáculos, cruzamentos e pessoas às margens da pista.
O histórico da região mostra que o problema atravessa diferentes anos. Em 2014, moradores do Aero Rancho já apontavam a precariedade da iluminação pública como um dos fatores que aumentavam a insegurança no bairro. Na época, estudantes relataram medo ao retornar para casa durante a noite.
Em outro episódio, registrado ainda em 2011, a combinação entre falta de iluminação e um buraco na Ernesto Geisel foi relacionada a uma sequência de seis acidentes ocorridos no mesmo dia.
Embora os casos sejam antigos, as novas cobranças revelam que a manutenção dos pontos de luz continua sendo uma demanda recorrente ao longo da avenida.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para saber se há previsão para a substituição das lâmpadas queimadas e a manutenção da iluminação no trecho. Até a publicação desta matéria, porém, não houve retorno.
Saúde
Município terá até 90 dias para executar obras na unidade do Jardim Bonança; decisão prevê sequestro de verbas em caso de descumprimento
27/08/2026 14h30
Reprodução/Google Street
A Justiça determinou que a Prefeitura de Campo Grande apresente, em até 30 dias, um plano para solucionar problemas estruturais na Unidade de Saúde da Família (USF) do Jardim Bonança, onde foram identificados rachaduras, infiltrações e mofo nas paredes e no teto da área de recepção e espera.
A decisão, obtida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), estabelece ainda prazo de até 90 dias para a execução das medidas necessárias. Em caso de descumprimento injustificado, a Justiça poderá determinar o sequestro de verbas públicas.
A determinação foi dada pela 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, em ação civil pública ajuizada pela 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.
Segundo o MPMS, o problema não é recente. A ação é resultado de um acompanhamento iniciado anos antes, com fiscalizações realizadas entre 2022 e 2026. As vistorias apontaram deficiências estruturais e condições inadequadas de funcionamento na unidade.
Em julho deste ano, o Ministério Público já havia divulgado o ajuizamento da ação após constatar a persistência dos problemas. Além das falhas estruturais, foram apontados abastecimento irregular de medicamentos e outras inadequações que, segundo a instituição, comprometiam o atendimento à população.
Na decisão, o juízo considerou que o próprio Município reconheceu a existência dos problemas e a necessidade de intervenções. A tutela de urgência, no entanto, foi concedida parcialmente, com foco nas situações estruturais consideradas mais graves.
Com a decisão, o Município deverá apresentar um plano, cronograma ou outros meios adequados para corrigir as irregularidades e garantir condições de segurança, salubridade e atendimento na unidade.
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